terça-feira, julho 05, 2005

American Pie

É uma canção muito linda. Da autoria de um tipo chamado Don MacLean, e já tem mais de 30 anos. Deve ser possível ouvir isto na net, mas como não consegui encontrar nenhum link para esse efeito pelo menos pode-se chegar à letra por aqui.

Ouvi isto pela primeira vez no final de uma das melhores peças de teatro que já vi na vida. Chamava-se "Os Descendentes de Kennedy", foi levada à cena pelo Teatro da Malaposta e tinha no elenco a maravilhosa Maria João Luís e o Marcantónio del Carlo, a Ana Nave também, e pelo menos mais dois actores, cujos nomes não consigo recordar. Nunca oiço este tema que não me recorde daquele espectáculo e de como chorei baba e ranho ao som deste "American Pie". E já lá vai um porradão de anos...

domingo, julho 03, 2005

Será isto a tradição?

Quando cheguei da Festa trazia os pés a latejar de tanta dor. Os cabelos e a roupa, incluindo a interior, cheiravam a suor, febras, couratos, sardinhas e tabaco, tudo ao mesmo tempo. Enquanto lá estive, e munida do meu sorriso profissional número 32, lá fui palmilhando ruas e mais ruas, procurando ser sempre delicada e simpática para toda a gente, incluindo os fadistas que tinha que convencer (obrigar, mesmo) a cumprir o horário de actuações previamente estabelecido, os bêbados que me tentaram engatar (um deles bem giro, por sinal), e os magotes de gente a quem ia pedindo para nos deixarem passar. Nesta longa noite ouvi as mesmas pessoas cantarem os mesmos fados umas três vezes pelo menos. Rapei tanto frio, mas tanto frio, que já não sabia o que fazer à minha vida…

Em cada lugar por onde passámos deram-nos de comer e de beber, tínhamos tudo à disposição, desfeita era não aceitar. As imperiais vinham-me (perigosamente) parar às mãos sem que eu as pedisse e sem saber sequer quem as oferecia ou as estava a pagar. Cantei o fado. Ri com gosto de todas as anedotas que me contaram. Encontrei e abracei amigos que não via há anos e como sempre conversámos e tirámos prazer de estarmos novamente juntos, e isso deixou-nos a todos muito felizes.

Quando cheguei da Festa tinha o corpo numa desgraça. Porém a minha alma vinha a transbordar desta sensação maravilhosa que é a de se pertencer de facto a alguma coisa. Como se a Festa, tão ruidosa e fatigante, fosse afinal uma espécie de colo de mãe, quente e aconchegante. Será isto a tradição?...

sábado, julho 02, 2005

É que não há limites para a estupidez...

Palavras de Mariah Carey: "Quando vejo as crianças a passar fome em África dá-me vontade de chorar. Também gostava de ser assim magra, mas sem aquelas moscas à minha volta."

Andei a tentar arranjar qualquer coisa para comentar isto, mas olha, não consigo lembrar-me de nada...

sexta-feira, julho 01, 2005

Um poema para o fim-de-semana

"Eis o leito em que me deito
No buraco do meu quarto.
E em que sofro a dor do parto
Que não acaba
De mim próprio."

José Régio, acho eu, que procurei procurei e não achei o livro onde isto está.

quinta-feira, junho 30, 2005

A minha alma está parva!

Olha! Tu queres ver que… Então não é que hoje passou um episódio do Gato Fedorento na SIC Generalista antes do Jornal da Noite?! Eu palavra de honra que vi aquilo convencida que estava na SIC Radical, só quando fui a mudar para a “3”, numa de ver as notícias é que percebi a coisa. Alguma coisa de muito estranha se passa nas cabeças daqueles senhores que definem as programações e aquilo que o “povão” gosta de ver para fazerem uma coisa destas.

Então e o “Chocolate com Pimenta”, coitadito? Hein? Uma novela tão gira da qual já ninguém se lembrava porque passou há imeeeeenso tempo e por isso foi uma coisa mesmointeligenteàbrava colocá-la novamente na grelha, sim senhor… Uma novela que é “mesmo adequada para jovens”, palavras de uma rapariguinha que aparecia em spots de promoção a esta excelente estratégia de programação, e que tentava desviar os putos de uma coisa qualquer chamada “Morangos com Açúcar”? Hã? Como é que ficamos? Troca não troca, troca não troca... Mau, queres ver que a gente vai-se chatear?...

Então esta gente é doida ao ponto de mostrarem a todó Portugal esse programa com um nome absolutamente idiota, com umas piadas que nem os jovens nem ninguém consegue achar graça nenhuma, feito com um orçamento ridículo, sempre pelos mesmos quatro gajos parvinhos até ao infinito, e é isto que colocam na SIC Generalista, no lugar do “Chocolate com Pimenta”?... Ao que nós chegámos, meus amigos…

Agora a sério, o que é giro nisto é que estes tipos da SIC parecem tão desesperados para recuperar audiências no horário entre as 19h00 e as 20h00 que estão dispostos a experimentar tudo, mesmo tudo. Pasmem-se as almas, o desespero vai ao ponto de tomarem medidas com sérias probabilidades de serem as mais acertadas!

Acabou não acabou

O meu carro voltou para mim! Acabou a abstinência automóvel! Acabaram os suores, os calores, a vontade de amarinhar pelas paredes… porém oficina não acabou com o “problemazinho”, isto mesmo depois de ter acabado com o meu subsídio de férias… Vidas…

terça-feira, junho 28, 2005

"Temos aqui um problemazinho..."

Claro. Há sempre um “problemazinho”. Também que se lixe, se não fosse para resolver os problemazinhos não levava o carro para a oficina. Agora, o que me fascina é o tom de voz. Mesmo antes do tom, o termo “temos”. Temos? Peço desculpa mas não “temos” nada, o problema é meu, que quando chegar a hora de pagar a conta do “problemazinho” o solícito funcionário não diz, “aqui está a nossa factura”. O que ele diz é “aqui está a sua factura”.

Voltando ao tom. É verdadeiramente assustador, porque o tom que o homem da oficina usa para dizer “temos aqui um problemazinho” é PRECISAMENTE o mesmo tom que a minha ginecologista usou quando uma vez me disse “tem aqui uma feridazinha”… medo. Onde, em que lugar obscuro deste mísero planeta, ginecologistas e funcionários de oficinas auto se juntaram para aprenderem a usar aquele tom?

E quando é que acaba a minha abstinência automóvel? Ontem de manhã era já ontem à tarde. Ontem à tarde, por causa do problemazinho, teve que ficar para hoje à tarde, sem falta nenhuma, fique descansada. Promessas…

QUERO O MEU CARRO DE VOLTA!

segunda-feira, junho 27, 2005

Abstinência

Diz-se que longos períodos de abstinência sexual deixam as mulheres demasiado nervosas; descompensadas; facilmente irritáveis, com variações imprevisíveis de humor. Admito hoje que me sinto precisamente assim, nervosa, descompensada, irritada, mal-humorada… Começou no minuto seguinte a deixar o carro na oficina, para revisão. Estou com uma crise séria de abstinência automóvel.