- Boa tarde. É para fazer depilação, por favor…
- Com certeza, minha senhora...
(dois erros numa única frase: não sou dela, e também não sou uma senhora. Mas adiante.)
- ... vem para fazer meia-perna, perna inteira?...
(mais outro disparate pegado. As pernas, sejam inteiras ou às metades, são minhas e já estão feitas, que diabo!...)
- Ó fáxavor, deixemo-nos de mariquices. É para arrancar pêlo, começando nos tornozelos e terminando junto ao umbigo, sim? Pode ser já?... Óptimo, vamos lá a isto, então...
segunda-feira, agosto 08, 2005
sexta-feira, agosto 05, 2005
Mais um poema existencialista
Álvaro de Campos:
"Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo -
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ... "
40 graus. Nimed. Zyrtec. Unisedil: sou eu, à espera de melhores dias...
"Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo -
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ... "
40 graus. Nimed. Zyrtec. Unisedil: sou eu, à espera de melhores dias...
quinta-feira, agosto 04, 2005
40 Graus!
Hoje dão 40 graus de máxima para Lisboa. E amanhã outros 40. Ora, isto é coisa para me derreter os já poucos neurónios que ainda teimam em habitar o meu cérebro tresloucado.
Detesto estes calores disparatados. Fico capaz de emigrar para qualquer sítio do mundo, desde que por lá esteja frio. Quantos dias é que teremos que aturar isto desta vez? Hein?...
Detesto estes calores disparatados. Fico capaz de emigrar para qualquer sítio do mundo, desde que por lá esteja frio. Quantos dias é que teremos que aturar isto desta vez? Hein?...
quarta-feira, agosto 03, 2005
Cântico Negro
"«Vem por aqui» --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
--- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
--- Sei que não vou por aí."
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
--- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
--- Sei que não vou por aí."
José Régio, Poemas de Deus e do Diabo
segunda-feira, agosto 01, 2005
A melhor invenção desde a roda
Ena! O bem que isto poderá vir a fazer em prol das relações interpessoais! Extremamente positivo!
sábado, julho 30, 2005
A fénix
A mim sempre me pareceu que há algumas semelhanças entre a fénix que eternamente renasce das próprias cinzas e o dogma católico da ressurreição, a meu ver erradamente considerado como acontecimento histórico, quando deveria talvez ser interpretado pelo seu valor simbólico.
Seja como for, exemplos de renascimentos e ressurreições estão sempre a acontecer por este mundo fora, e nas vidas de cada um de nós também. É graças a esse tanto de fénix que todos temos que podemos ver esta maravilha transformar-se nesta outra, e serem ambas verdadeiras, e ambas expressarem aquilo que é.
Seja como for, exemplos de renascimentos e ressurreições estão sempre a acontecer por este mundo fora, e nas vidas de cada um de nós também. É graças a esse tanto de fénix que todos temos que podemos ver esta maravilha transformar-se nesta outra, e serem ambas verdadeiras, e ambas expressarem aquilo que é.
sexta-feira, julho 29, 2005
8.428.517 punhetas a grilos depois...
... e na perspectiva desta semana não chegar para as bater todas, tenho apenas a dizer que:
SÓ ME APETECE SUBIR AOS POSTES E APALPAR O CU ÀS LÂMPADAS!
Arre!...
SÓ ME APETECE SUBIR AOS POSTES E APALPAR O CU ÀS LÂMPADAS!
Arre!...
quinta-feira, julho 28, 2005
Silly Season
Ele há dias, tal como hoje, em que o meu trabalho não tem outra forma de ser caracterizado: tenho aqui que bater uma série de punhetas a grilos...
Quando terminar estarei capaz de me sentar em frente à televisão durante horas, com um prato bem grande de bifes com batatas fritas à frente, comendo compulsivamente enquanto vejo telenovelas mexicanas...
Enfim, vidas...
Quando terminar estarei capaz de me sentar em frente à televisão durante horas, com um prato bem grande de bifes com batatas fritas à frente, comendo compulsivamente enquanto vejo telenovelas mexicanas...
Enfim, vidas...
terça-feira, julho 26, 2005
Um dia de chuva
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é."
Ambos existem; cada um como é."
Alberto Caeiro
segunda-feira, julho 25, 2005
Jesus!
Hoje trouxe para casa um autêntico tesouro. Estou rica, mesmo sem euro milhões.
Comprei os dois primeiros volumes de um conjunto de três, que estes senhores fizeram o favor de traduzir do castelhano, num trabalho que assim à primeira vista me parece ser de bastante qualidade. Finalmente, finalmente!, uma tradução para português de jeito dos Evangelhos Gnósticos! Tenho nas minhas mãos, com o papel a cheirar a novo, O Livro Secreto de João e outros Textos Gnósticos, e também Evangelhos Gnósticos. Autênticas preciosidades como o “Evangelho de Tomé”, “O Evangelho de Maria (Madalena)” e o “Evangelho de Filipe”, entre outros. Eu nem estou em mim de tanta felicidade! Falta-me agora ter acesso ao terceiro volume, A Revelação de Pedro e Outros Textos Gnósticos.
Estes textos nunca integraram o Novo Testamento e desde sempre foram rejeitados pelas correntes ortodoxas do cristianismo. É nos Evangelhos Gnósticos, ou apócrifos, que podemos encontrar histórias desde sempre incómodas para os católicos, tais como esta, retirada do Evangelho de Filipe: “E a companheira do [Salvador é] Maria Madalena. O [Salvador] amava-a mais do que a todos os discípulos e beijava-a frequentemente na [boca].”
Isto contado desta maneira pode parecer um bocado estúpido, mas confesso que quando vi estes livros na prateleira do Jumbo o meu coração deu um salto, exclamei um “ah!” de alegria que se ouviu uns bons metros à volta (algumas pessoas chegaram a olhar-me de maneira esquisita, mas estou-me a borrifar para elas), e a verdade é que, algumas horas passadas, ainda não consegui aquietar-me completamente.
Neste momento, a única coisa que ocupa o meu espírito, para além da urgência de ler isto tudo é: QUERO COMPRAR O TERCEIRO VOLUME JÁ! PORQUE É QUE NÃO ESTAVA AO PÉ DOS OUTROS?! HEIN? ONDE É QUE ESTÁ… O TERCEIRO VOL… PRECISO DO TERC… VOL… URGENT… É UM CASO DE VIDA OU MORT…
… Estas coisas põem-me louca.
Comprei os dois primeiros volumes de um conjunto de três, que estes senhores fizeram o favor de traduzir do castelhano, num trabalho que assim à primeira vista me parece ser de bastante qualidade. Finalmente, finalmente!, uma tradução para português de jeito dos Evangelhos Gnósticos! Tenho nas minhas mãos, com o papel a cheirar a novo, O Livro Secreto de João e outros Textos Gnósticos, e também Evangelhos Gnósticos. Autênticas preciosidades como o “Evangelho de Tomé”, “O Evangelho de Maria (Madalena)” e o “Evangelho de Filipe”, entre outros. Eu nem estou em mim de tanta felicidade! Falta-me agora ter acesso ao terceiro volume, A Revelação de Pedro e Outros Textos Gnósticos.
Estes textos nunca integraram o Novo Testamento e desde sempre foram rejeitados pelas correntes ortodoxas do cristianismo. É nos Evangelhos Gnósticos, ou apócrifos, que podemos encontrar histórias desde sempre incómodas para os católicos, tais como esta, retirada do Evangelho de Filipe: “E a companheira do [Salvador é] Maria Madalena. O [Salvador] amava-a mais do que a todos os discípulos e beijava-a frequentemente na [boca].”
Isto contado desta maneira pode parecer um bocado estúpido, mas confesso que quando vi estes livros na prateleira do Jumbo o meu coração deu um salto, exclamei um “ah!” de alegria que se ouviu uns bons metros à volta (algumas pessoas chegaram a olhar-me de maneira esquisita, mas estou-me a borrifar para elas), e a verdade é que, algumas horas passadas, ainda não consegui aquietar-me completamente.
Neste momento, a única coisa que ocupa o meu espírito, para além da urgência de ler isto tudo é: QUERO COMPRAR O TERCEIRO VOLUME JÁ! PORQUE É QUE NÃO ESTAVA AO PÉ DOS OUTROS?! HEIN? ONDE É QUE ESTÁ… O TERCEIRO VOL… PRECISO DO TERC… VOL… URGENT… É UM CASO DE VIDA OU MORT…
… Estas coisas põem-me louca.
sábado, julho 23, 2005
Delícias da vida doméstica
Ora deixa cá ver...
Mexer em carne crua, que cheira, obviamente a carne crua. Tirar peles e gorduras nojentas. Por conta do cheio e do resto, fazer grande esforço de abstracção mental, essencial para impedir os espasmos do estômago, perigosamente indiciadores do vómito.
A seguir, ficar com os olhos a arder enquanto se pica a cebola, para logo depois as mãos ficarem a tresandar com o cheiro a alho.
Passar pelo menos hora e meia de volta de um tacho a ferver, transpirar, transpirar e ver cada vez mais longe a frescura do banho acabado de tomar.
Eis aquilo que está para além da minha capacidade de compreensão: há pessoas que, mesmo passando por isto tudo, continuam... continuam a gostar... gostam de cozinhar! Tss, tss, tss...
Mexer em carne crua, que cheira, obviamente a carne crua. Tirar peles e gorduras nojentas. Por conta do cheio e do resto, fazer grande esforço de abstracção mental, essencial para impedir os espasmos do estômago, perigosamente indiciadores do vómito.
A seguir, ficar com os olhos a arder enquanto se pica a cebola, para logo depois as mãos ficarem a tresandar com o cheiro a alho.
Passar pelo menos hora e meia de volta de um tacho a ferver, transpirar, transpirar e ver cada vez mais longe a frescura do banho acabado de tomar.
Eis aquilo que está para além da minha capacidade de compreensão: há pessoas que, mesmo passando por isto tudo, continuam... continuam a gostar... gostam de cozinhar! Tss, tss, tss...
quinta-feira, julho 21, 2005
As faces são opostas mas a moeda é a mesma
O celibato é uma coisa boa porque…
- O que é meu é meu. Sou livre para comprar ou vender quando me apetece, sem ter que discutir, negociar ou ceder sobre coisa nenhuma.
- Não tenho que gastar dinheiro em coisas parvas tais como consolas de videogames ou máquinas digitais de filmar que vão custar um dinheirão e servir uma vez ou duas, até aparecer um brinquedo mais giro.
- Ao regressar a casa, as únicas coisas que encontro desarrumadas são precisamente aquelas que eu própria desarrumei.
- Posso chegar ao fim do dia e “fechar-me na concha”, no silêncio da minha casa, até conseguir recuperar o equilíbrio que por vezes me abandona enquanto ando na rua.
- Não tenho camisas de homem para passar a ferro.
- Quando sou atacada pelo SPM (Síndroma Pré-Menstrual) isso não afecta mais ninguém a não ser eu própria, o que pode ser muito positivo sobretudo quando o dito inclui crises de ansiedade, irritabilidade simplesmente porque o céu é azul, flatulência e outros desarranjos intestinais.
- Gasto o dinheiro que me apetece em roupa, lingerie e cosméticos sem precisar de inventar argumentos que expliquem porque é que tudo isto me faz tanta falta, quando a verdade é que não há argumentos possíveis…
O celibato é uma coisa má porque…
- Não tenho vida sexual, facto que reconhecidamente não me faz nada bem aos nervos. Por outro lado é óptimo para os fabricantes de ansiolíticos e de chocolates.
- Tenho que acartar sozinha com as compras do supermercado até ao terceiro andar.
- Quando chega a hora de pagar a renda da casa, a prestação do carro, a água, a luz, o telefone, etc., etc., sai tudo do mesmo ordenado e não é o do vizinho do lado, infelizmente.
- Se chego tarde e exausta a casa não está lá ninguém para tomar conta de mim e me preparar o jantar (porém o que não falta prái são homens que não preparam jantares).
- Nas férias calha-me sempre a mim conduzir a porra do carro.
- Sou sempre descaradamente enganada por tudo o que seja vendedor ou mecânico de automóveis, e ainda por cima tenho que me ralar com coisas estupidamente parvas, tais como lavar o carro (!), ou verificar o ar dos pneus (???!) (porém o que não falta prái são homens que não percebem nada de carros).
- Quando avaria o autoclismo, há candeeiros e cortinados para montar ou alguma torneira começa a pingar, surge um sentimento de apocalipse iminente extremamente desagradável, ultrapassado apenas quando me conformo em ser escandalosamente enganada pelos canalizadores, electricistas, ou simplesmente pelos gajos que têm jeito para tratar destas merdas (porém, ó desgraça, ó martírio, o que não falta prái são homens que não conseguem sequer trocar uma lâmpada).
- O que é meu é meu. Sou livre para comprar ou vender quando me apetece, sem ter que discutir, negociar ou ceder sobre coisa nenhuma.
- Não tenho que gastar dinheiro em coisas parvas tais como consolas de videogames ou máquinas digitais de filmar que vão custar um dinheirão e servir uma vez ou duas, até aparecer um brinquedo mais giro.
- Ao regressar a casa, as únicas coisas que encontro desarrumadas são precisamente aquelas que eu própria desarrumei.
- Posso chegar ao fim do dia e “fechar-me na concha”, no silêncio da minha casa, até conseguir recuperar o equilíbrio que por vezes me abandona enquanto ando na rua.
- Não tenho camisas de homem para passar a ferro.
- Quando sou atacada pelo SPM (Síndroma Pré-Menstrual) isso não afecta mais ninguém a não ser eu própria, o que pode ser muito positivo sobretudo quando o dito inclui crises de ansiedade, irritabilidade simplesmente porque o céu é azul, flatulência e outros desarranjos intestinais.
- Gasto o dinheiro que me apetece em roupa, lingerie e cosméticos sem precisar de inventar argumentos que expliquem porque é que tudo isto me faz tanta falta, quando a verdade é que não há argumentos possíveis…
O celibato é uma coisa má porque…
- Não tenho vida sexual, facto que reconhecidamente não me faz nada bem aos nervos. Por outro lado é óptimo para os fabricantes de ansiolíticos e de chocolates.
- Tenho que acartar sozinha com as compras do supermercado até ao terceiro andar.
- Quando chega a hora de pagar a renda da casa, a prestação do carro, a água, a luz, o telefone, etc., etc., sai tudo do mesmo ordenado e não é o do vizinho do lado, infelizmente.
- Se chego tarde e exausta a casa não está lá ninguém para tomar conta de mim e me preparar o jantar (porém o que não falta prái são homens que não preparam jantares).
- Nas férias calha-me sempre a mim conduzir a porra do carro.
- Sou sempre descaradamente enganada por tudo o que seja vendedor ou mecânico de automóveis, e ainda por cima tenho que me ralar com coisas estupidamente parvas, tais como lavar o carro (!), ou verificar o ar dos pneus (???!) (porém o que não falta prái são homens que não percebem nada de carros).
- Quando avaria o autoclismo, há candeeiros e cortinados para montar ou alguma torneira começa a pingar, surge um sentimento de apocalipse iminente extremamente desagradável, ultrapassado apenas quando me conformo em ser escandalosamente enganada pelos canalizadores, electricistas, ou simplesmente pelos gajos que têm jeito para tratar destas merdas (porém, ó desgraça, ó martírio, o que não falta prái são homens que não conseguem sequer trocar uma lâmpada).
quarta-feira, julho 20, 2005
Sobre o post anterior...
... que pelos vistos não foi bem entendido.
O problema não é o excesso de peso da jovem de ontem. É mesmo a falta de gosto, as más opções na escolha das roupitas, que não a favoreciam em nada. Fiquem lá com mais estes exemplos, a ver se nos entendemos:


Perceberam agora? A noção do ridículo é fundamental...
Isto é tão elementar quanto as saias deverem obedecer sempre a um mínimo de 37 centímetros regulamentares, e as mulheres com mamas grandes não poderem usar soutiens que só custam 5 euros!
Fui mais clara agora?... Não?... Mas que raio...
O problema não é o excesso de peso da jovem de ontem. É mesmo a falta de gosto, as más opções na escolha das roupitas, que não a favoreciam em nada. Fiquem lá com mais estes exemplos, a ver se nos entendemos:

Perceberam agora? A noção do ridículo é fundamental...
Isto é tão elementar quanto as saias deverem obedecer sempre a um mínimo de 37 centímetros regulamentares, e as mulheres com mamas grandes não poderem usar soutiens que só custam 5 euros!
Fui mais clara agora?... Não?... Mas que raio...
terça-feira, julho 19, 2005
Momento religioso
sábado, julho 16, 2005
Efeitos colaterais
Eu ando tão frustrada com isto de não encontrar calças de ganga que me sirvam, que no espaço de uma semana já é a segunda blusa que compro.
quinta-feira, julho 14, 2005
Homem bonito, homem feio
Aqui na chafarica destes amigos, tem suscitado vivo debate um certo anúncio publicitário que mete homens semi-nus, cavalos e kilts, e por arrasto, o conceito feminino de beleza masculina, uma coisa que pelos vistos vai muito para além da capacidade de entendimento da classe masculina em geral.
Aproveito este meu canto para me alongar um bocadinho sobre o assunto. Como a maior parte das mulheres entenderá, não há a mínima possibilidade de explicar de forma objectiva porque é que um homem é bonito ou não. Até porque o homem mais belo do mundo pode deixar de o ser em cinco segundos, simplesmente porque fez isto ou aquilo, ou em alternativa, porque não fez isto ou aquilo. Além disso, também não acho os homens assim tão objectivos quando se trata de considerar uma mulher bonita ou feia, portanto estamos conversados, que todó mundo padece da tal da subjectividade.
E depois acho que a questão está mal colocada a priori. A minha apreciação, por exemplo, nunca é posta em termos de bonito ou feio, com todo o respeito por quem pense nesses termos, obviamente. Eu cá prefiro outros conceitos, a meu ver mais abrangentes: simplesmente, ou faz efeito ou não faz efeito.
Assim sendo, e mandando a objectividade às urtigas, andei à procura duns tantos exemplos daquilo que me faz ou não efeito (ou que faria se a minha sorte chegasse a tanto). Se este post não contribuir para o esclarecimento do tema em questão, devo dizer que pelo menos a pesquisa foi muito agradável de fazer e que acredito ter contribuído para a boa disposição do mulherio. Ah! A ordem, tirando o primeiro de todos, é aleatória, que isto não é nenhum campeonato:
Este é o que faz mais efeito de todos!
Descoberto recentemente. Faz efeito se estiver assim, porque se for assim já não faz efeito nenhum
Ai, ai, o efeito que este amiguinho (o da camisa azul) me faz!...
Faz sempre efeito. Sempre. Raios o partam.
Outro “vintage” que nunca deixa de fazer efeito.
Este, este, e este também fazem todos efeito, sendo que isto resume praticamente tudo o que eu sei acerca de futebol.
Aqui está o personagem com tudo para fazer efeito na vida de uma mulher…
E sim, este gajo também me faz efeito, e NÃO QUERO SABER!
Depois,
Faz efeito assim, assim
E finalmente,
Nem que se pinte todo de dourado, não me faz efeito nenhum
Outro que deixa as mulheres todas loucas. A mim, não faz efeito
Nada. Nem um pelinho do braço se me arrepia, quanto mais o resto.
Nop. Este também não faz
Mas isto fará efeito a alguém?... Pior é que a algumas faz. Medo.
É bonito? Sem dúvida. Faz efeito? Não.
E pronto. Aceitam-se sugestões para futuros updates...
Aproveito este meu canto para me alongar um bocadinho sobre o assunto. Como a maior parte das mulheres entenderá, não há a mínima possibilidade de explicar de forma objectiva porque é que um homem é bonito ou não. Até porque o homem mais belo do mundo pode deixar de o ser em cinco segundos, simplesmente porque fez isto ou aquilo, ou em alternativa, porque não fez isto ou aquilo. Além disso, também não acho os homens assim tão objectivos quando se trata de considerar uma mulher bonita ou feia, portanto estamos conversados, que todó mundo padece da tal da subjectividade.
E depois acho que a questão está mal colocada a priori. A minha apreciação, por exemplo, nunca é posta em termos de bonito ou feio, com todo o respeito por quem pense nesses termos, obviamente. Eu cá prefiro outros conceitos, a meu ver mais abrangentes: simplesmente, ou faz efeito ou não faz efeito.
Assim sendo, e mandando a objectividade às urtigas, andei à procura duns tantos exemplos daquilo que me faz ou não efeito (ou que faria se a minha sorte chegasse a tanto). Se este post não contribuir para o esclarecimento do tema em questão, devo dizer que pelo menos a pesquisa foi muito agradável de fazer e que acredito ter contribuído para a boa disposição do mulherio. Ah! A ordem, tirando o primeiro de todos, é aleatória, que isto não é nenhum campeonato:
Este é o que faz mais efeito de todos!
Descoberto recentemente. Faz efeito se estiver assim, porque se for assim já não faz efeito nenhum
Ai, ai, o efeito que este amiguinho (o da camisa azul) me faz!...
Faz sempre efeito. Sempre. Raios o partam.
Outro “vintage” que nunca deixa de fazer efeito.
Este, este, e este também fazem todos efeito, sendo que isto resume praticamente tudo o que eu sei acerca de futebol.
Aqui está o personagem com tudo para fazer efeito na vida de uma mulher…
E sim, este gajo também me faz efeito, e NÃO QUERO SABER!
Depois,
Faz efeito assim, assim
E finalmente,
Nem que se pinte todo de dourado, não me faz efeito nenhum
Outro que deixa as mulheres todas loucas. A mim, não faz efeito
Nada. Nem um pelinho do braço se me arrepia, quanto mais o resto.
Nop. Este também não faz
Mas isto fará efeito a alguém?... Pior é que a algumas faz. Medo.
É bonito? Sem dúvida. Faz efeito? Não.
E pronto. Aceitam-se sugestões para futuros updates...
terça-feira, julho 12, 2005
VENDE-SE
Funcionária pública competente. Organizada, eficaz na análise, rápida na execução. Com espírito de liderança. A precisar de estímulos profissionais. Preço negociável.
segunda-feira, julho 11, 2005
Alguém entende?...
1.ª noite: Escola. Refeitório. Vidro partido. Assaltantes vandalizam e comem da comidinha que encontram mesmo a jeito, inicialmente destinada aos meninos no dia seguinte. Pela manhã, chamar GNR. Reparar vidro. Lamentar o estado a que isto chegou
2.ª noite: Escola. Refeitório. Vidro partido (outro, não o mesmo). Assaltantes dedicam-se a fritar bifes e a comê-los. Nasce o sol, repara-se o vidro outra vez, GNR, bla bla bla.
3.ª noite: Escola. Refeitório. Vidro partido (ao menos vão-se substituindo os novos pelos velhos, o pior é que os que lá estavam tinham sido pintados pelos miúdos, enfim, estes assaltantes são do piorio). Assaltantes tornam-se refinados, fritam bifes e batatas, já só falta o ovo a cavalo (se calhar não gostam, pronto).
4.ª noite: Escola. Refeitório. Outro vidro (sempre diferente). Não se pode comer sempre à base de fritos. A saladinha também é muito positiva. Estes assaltantes têm bons hábitos alimentares.
Se calhar, é por andarem tão bem alimentados que se tornam mais difíceis de apanhar. Pelo menos a GNR, com eles a irem sempre ao mesmo sítio em quatro noites seguidas ainda não conseguiu. Se calhar acham os assaltantes demasiado previsíveis. Não?...
2.ª noite: Escola. Refeitório. Vidro partido (outro, não o mesmo). Assaltantes dedicam-se a fritar bifes e a comê-los. Nasce o sol, repara-se o vidro outra vez, GNR, bla bla bla.
3.ª noite: Escola. Refeitório. Vidro partido (ao menos vão-se substituindo os novos pelos velhos, o pior é que os que lá estavam tinham sido pintados pelos miúdos, enfim, estes assaltantes são do piorio). Assaltantes tornam-se refinados, fritam bifes e batatas, já só falta o ovo a cavalo (se calhar não gostam, pronto).
4.ª noite: Escola. Refeitório. Outro vidro (sempre diferente). Não se pode comer sempre à base de fritos. A saladinha também é muito positiva. Estes assaltantes têm bons hábitos alimentares.
Se calhar, é por andarem tão bem alimentados que se tornam mais difíceis de apanhar. Pelo menos a GNR, com eles a irem sempre ao mesmo sítio em quatro noites seguidas ainda não conseguiu. Se calhar acham os assaltantes demasiado previsíveis. Não?...
quinta-feira, julho 07, 2005
Moda ou ditadura?...
a) cintura um pouco descaída
b) cintura descaída
c) cintura muuuuuito descaída
Entre umas e outras estão calças que:
a) assentam na perfeição;
b) assentam assim assim, conforme os modelos;
c) foram concebidas por criaturas malévolas com o único objectivo de nos humilharem em frente ao espelho da cabine de provas!
Ó xô dona da loja! Muito giras estas calças de ganga! Já vi que têm disto para barbies e para adolescentes anorécticas. Agora, se não se importa, diga-me lá onde é que está a roupa para mulheres?!
b) cintura descaída
c) cintura muuuuuito descaída
Entre umas e outras estão calças que:
a) assentam na perfeição;
b) assentam assim assim, conforme os modelos;
c) foram concebidas por criaturas malévolas com o único objectivo de nos humilharem em frente ao espelho da cabine de provas!
Ó xô dona da loja! Muito giras estas calças de ganga! Já vi que têm disto para barbies e para adolescentes anorécticas. Agora, se não se importa, diga-me lá onde é que está a roupa para mulheres?!
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