quinta-feira, outubro 13, 2005

Livrai-nos do mal

A cidade onde sempre vivi tem 30.000 habitantes*. Ora, num sítio onde vive tanta gente a coisa mais natural deste mundo é que, com regularidade, morra mais do que uma pessoa no mesmo dia, e portanto, dois ou mais núcleos familiares se juntem na casa mortuária numa mesma noite, para passar aquelas horas que são muito dolorosas e que ninguém deseja, mas que todos nós já tivemos que enfrentar, seja por conta da morte de um parente próximo, ou simplesmente para mostrar solidariedade junto dos nossos amigos.

Ora, aqui nesta cidade a casa mortuária há anos que não corresponde às necessidades. Um espaço exíguo, a cair de velho, de difícil acesso, que não oferece as mínimas condições, nem sequer de dignidade para com o morto, quanto mais para com os vivos, que naquela hora já têm bem a sua conta.

Recentemente, foi inaugurada nesta mesma cidade uma mega igreja que do meu ponto de vista é a coisa mais inútil que pode haver. Um elefante branco que é o catolicismo no exercício pleno da sua megalomania, instalado num terreno enorme que estava mesmo bem situado para a construção de um centro cultural, por exemplo, coisa que esta cidade também não tem, e que nos fazia muito mais falta.

Adiante. Inútil para mim, a não ser justamente no que respeita à casa mortuária, que pelos vistos existe nesta nova igreja, finalmente com o número de salas e espaços adequados à dimensão da cidade onde está instalada.

Tudo muito bonito, não fosse a dita igreja estar mesmo ao lado de uma escola do primeiro ciclo. Então não é que os pais desta escola desde o início se insurgiram contra a presença da casa mortuária ao lado da escola, e não querem que os filhos estejam “paredes meias” com o ir e vir de carros funerários, pessoas a chorar e vestidas de negro, enfim, receiam que as crianças fiquem traumatizadas!...

A casa mortuária está fechada por conta deste grupo de pessoas, e a cidade continua a recorrer ao tal espaço que há mais de 10 anos não tem condições para servir a população.

Eu peço imensa desculpa. Não sou mãe e já sei que quem tem filhos sente as coisas doutra maneira e tal, e que se eu tivesse um filho também não gostava e coiso. Mas digam-me lá uma coisa: a morte não faz parte da vida? Traumatizados porquê? Então não compete aos pais, educadores e professores, explicar aos meninos o que é a morte e que o que é que ela implica? Não se querem dar a esse trabalho? Quer-me cá parecer que estes miúdos até podiam ter ali alguma vantagem em relação a outros, que com o poder de encaixe que eles têm rapidamente compreenderiam o que se estava ali a passar, e seguiam em frente. Estarei enganada?...

Mas que raio de maneira de educar é esta que parte do princípio que as crianças têm que crescer cristalizadas numa bolha cor-de-rosa com cheiro a morango, onde tudo são sorrisos, facilidades, roupinhas Bennetton e chocolates Kinder? A vida não é assim. A vida cheira mal, é perigosa, está cheia de gente má, traz consigo muitos problemas e desgostos, e por causa disso, muitas vezes a vida faz-nos chorar e sentirmo-nos infelizes. E todos os dias há gente que morre. Se as crianças não são preparadas para isto tudo, em que espécie de pessoas é que se irão tornar?

Já para não falar que estão 30.000 habitantes a serem prejudicados por conta do egoísmo dos pais de 300 alunos.

Não se fique com a ideia que, para mim, os miúdos serem criados ao pontapé é que é bom. Não é nada disso. É claro para mim que a protecção está na essência de se criar um filho. Mas parece-me que hoje em dia, em resultado de (felizmente) muitas famílias poderem dispor de melhores condições de vida, há a tentação de super-hiper-proteger, dar tudo já que se pode dar tudo, e como sempre acontece, o excesso nunca é benéfico.

Resta saber se muitas vezes a hiper-protecção não serve também para descarregar as consciências, uma qualquer forma de compensação sobre outras coisas que não se dão, seja porque não se tem para dar, seja porque não há tempo para dar. Os tais afectos, a tal educação, a tal formação… Mas isto dava pano para muito mais e eu hoje até já me alonguei...

Eu estou mesmo só revoltada porque a casa mortuária devia funcionar, raios!!

* Nota da energúmena que escreve estas balelas: a minha triste cabeça loira não escorreu o suficiente para reparar que 123.000 habitantes era capaz de ser um grandessíssimo exagero, justificado apenas pelo facto de eu estar a olhar para o número de habitantes do Concelho, e não da freguesia em questão. De moldes que o número correcto é aquele que agora está ali em cima, com as minhas sinceras desculpas à meia-dúzia de pessoas estranhas que se dá ao trabalho de vir aqui ler estas coisas.

terça-feira, outubro 11, 2005

Uma desgraça nunca vem só

Se houvesse justiça no mundo, uma mulher constipada jamais estaria, ao mesmo tempo, menstruada!

... Mas este mundo não é justo.

sexta-feira, outubro 07, 2005

BEMVINDO SR. PRESIDENTE

"Soubera eu que o senhor vinha
e com certeza não me tinha
apanhado na cozinha

ovos mexidos com salsichas
batata frita de pacote
e o que sobrou de um happy-meal
três embalagens de ketchup

Soubera eu que no rastreio
eu tinha sido o escolhido
um caso típico do meio

teria pedido ao serviço
que à parte de me ter dispensado
que atribuísse qualquer verba
p`ra eu tratar do convidado

Não é casa que se mostre
não é casa que se mostre
a um visitante tão ilustre

Mas
Benvindo Sr. Presidente
do Consenso Capicua
sente sente
Vá! Aqui no sofá
a casa é sua!
um café? Cerveja já não há
a casa é sua!
vou buscar a vassoura e a pá
a casa é sua!
e um banco corrido para estes senhores
Como é que se chamam?
Ah! Assessores…

Soubera eu do seu programa
e teria pelo menos
recolhido o sofá-cama

foi lá que ressonei pesado
sonhei vinganças de ex-marido
e nem senti que a mãe e o puto
p`la manhã tinham fugido

mas isso agora não interessa
mas isso agora não interessa
fotos, poses, peça, peça

Mas
Benvindo Sr. Presidente
do Consenso Capicua
sente sente

Vá! Aqui no sofá
a casa é sua!
um café? Cerveja já não há
a casa é sua!
vou buscar a vassoura e a pá
a casa é sua!
e um banco corrido para estes senhores
Como é que se chamam?

Ah! Assessores…

Soubera eu desta visita
e não me tinha agora aqui
a queixar-me da desdita
do futuro um parasita
eu que quis vida bonita

a sua agenda é apertada
e a sua vida correria
posso já ficar sózinho
ou quer ainda que sorria?

o certo é que o senhor merece
o certo é que o senhor merece
esquecer o que me acontece

Benvindo Sr. Presidente
do Consenso Capicua
sente sente
Vá! Aqui no sofá
a casa é sua!
um café? Cerveja já não há
a casa é sua!
vou buscar a vassoura e a pá
a casa é sua!
e um banco corrido para estes senhores
Como é que se chamam?
Ah! Assessores…
"

Sérgio Godinho, in "Lupa", 2000
Vamos lá então votar...

quinta-feira, outubro 06, 2005

- Dói-me tudo!...

... E tenho isto tudo apanhado. Ai, ai, ai, estou a sofrer tanto, eu nem devia estar aqui!...

- Realmente, o senhor está com um ar muito doente. Devia estar era em casa, metido na cama... Não é melhor sentar-se?...

- Não, não, menina, que eu só consigo estar de pé, nem sentado me aguento, veja bem a minha desgraça! Estou de baixa, não consigo trabalhar... Até a respirar me dói, estou todo esfolado... (tosse, tosse, mostra as feridas), AI!, AI!, ai, ai, ai...

- Então, mas, mas... O que é se passa consigo? Caiu dumas escadas abaixo,teve um acidente em serviço, está tuberculoso, tem um cancro em fase terminal, é o quê?...

- Nada disso. Estive nas esperas de toiros e fui colhido. Ai, ai, ai, coitado de mim, que podia ter morrido, sou um desgraçado, ai que dores, ai, ai...

terça-feira, outubro 04, 2005

Ganhei!

Nadei 1.024 metros em 50 minutos. Andava há que tempos a projectar ultrapassar a barreira psicológica do quilómetro mas não havia meio, e ficava-me sempre pelos 960. Foi hoje. Sou a maior.

É o quê?... Levar quase uma hora para nadar 1.000 metros não é nada?... Acham fraquinho?...

Tenham juízo. Isto é um feito histórico, que a única competição legítima é connosco próprios!!!

segunda-feira, outubro 03, 2005

É com cada chouriço!!


Esta, e outras preciosidades, podem ser encontradas aqui. Uma pequena amostra (havia tantos outros para acrescentar) das maravilhas que se têm feito nesta campanha eleitoral.

Se isto é assim na campanha, o que nos reservará o dia 09? Eu, enquanto cidadoa, estou cheia de expectativa...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Isto sim, é um homem!

Nada como uma boa barracada para a gente se rir.

Mas tenho que deixar aqui assinalada uma coisa: é que a minha irmã tinha uma ideia genial para este programa.

Na opinião dela, "o vencedor deveria ser aquele a quem aparecesse primeiro a menstruação".

E eu, tudo bem.

A vida é bela



No outro dia regressei a casa de autocarro com a minha sobrinha, de 16 anos, e uma amiga dela. Voltavam da escola, encontrámo-nos por acaso. Vinham às gargalhadas por causa de uma coisa qualquer. Porque o não sei quem veio-me falar, e riam-se, porque a professora de coiso e tal é uma ganda maluca, sabes que ela hoje, e riam-se, porque não sei como estou a perceber aquela matéria, e eu não estou a perceber nada, e riam-se.

Amanhã faço anos, vamos jantar, é de noite, tens que vir, para a semana há a Feira, temos que ir, não sei porquê os meus colegas só falam em sexo, as conversas todas, todas, dão sempre em sexo. E riam-se.

Elas e os outros todos, era ensurdecedor o chinfrim naquele autocarro. Ficam vermelhas, falam aos atropelos, riem até lhes faltar o ar. Andam ébrias com tanto deslumbramento pela vida. Estão imparáveis. São tão lindas!...

quinta-feira, setembro 29, 2005

Já tenho o dia estragado

Não é possível. Eu não percebo nada de carros. Mas um carro que muda o óleo em Fevereiro (o que já fora estranho, que a mudança anterior tinha sido em Junho do ano anterior), chega ao dia de hoje em acusa falta de óleo outra vez?... Sete meses?...

Isto não é normal... Não é não... Tou lixada...

Quando, mas quando é que eu comprarei um carro que não me dê chatices?... Mais valia ter comprado outro Renault Clio, chatices por chatices tinha empatado menos dinheiro. Merda!...

(crise existencial)

quarta-feira, setembro 28, 2005

Era o vinho que eu mais adorava

Reguengo de Melgaço 2004, Vinho Verde Alvarinho

Quinta do Crasto 2001 Douro Reserva

Quinta do Ventozelo 2000 Douro

Taylor Fladgate 2000 Porto Quinta de Vargellas Vinha Velha

Por acaso, nunca provei nenhum... Mas gostava. Faço ideia os preços! Em qualquer dos casos, parabéns aos premiados!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Tá mal!!...

Leva-me contigo, sem ti não sou ninguém...

Quer-se dizer. Os meus colegas da Informática são uns chatos. Receio que tenha de falar com eles muito a sério sobre os seus critérios para bloquear o acesso a uns sites e a outros não.

Ora, se do computador do meu serviço eu consigo entrar aqui (sempre às horas de almoço, claro!), que raio de puritanismo cretino é que bloqueia o acesso a este aqui, que ainda por cima a ligação a carvão que tenho em casa não me deixa abrir...

Das duas uma: ou os colegas da informática não gostam de cuecas e soutiens, ou então não estão atentos a algumas marcas de roupa feminina de grande qualidade. Tá mal, pois claro que tá mal...

PS: Este post era para ter uma linda foto de um casaco bem giro. Só que hoje o blogger recusa-se a colaborar. Também deve estar armado em puritano...

PS2: Como sou uma gaja muita teimosa, lá consegui mostrar o lindo casaco, que por sinal custa 250,00 €, cinquenta contos, portantos.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Não, eu não tenho nada a dizer sobre o caso Fátima Felgueiras

... porque nem para dar a minha opinião me apetece pensar que isto está a acontecer.

Para me esquecer disto, vou trauteando a linda canção do Pedro Abrunhosa:

"E eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui,
Eu estou aqui

E eu estou aqui
Eu estou aqui..."

Acho que agora era a altura dos restantes Portugueses estarem noutro lado qualquer... Tipo, no Brasil, bute todos para lá! Também temos direito, não?...

Ai! Bolas, que afinal sempre disse qualquer coisa! Raios!...

quarta-feira, setembro 21, 2005

Ah! Fazer exercício era tão positivo!...

Se, de todas as vezes que levo o saco da natação a passear de carro, conseguisse depois chegar à piscina ao fim do dia, quem sabe, talvez estivesse já livre destes quatro quilos a mais, tanto que eu gostava de um dia os ver partir...

(suspiro de frustração)

terça-feira, setembro 20, 2005

Demasiadas coisas nas mãos

Casaco. Pasta A4 com documentos. Porta-moedas. Garrafa de água. Telemóvel. Bilhete do comboio. Bilhete do comboio?... Onde é que está o bilhete do comboio?!...

Só mesmo eu para entrar no comboio em Entrecampos, descobrir no Areeiro que estou a viajar sem bilhete, andar a fugir ao pica para ver se ao menos consigo chegar ao Oriente, sair, comprar outro bilhete, e esperar meia-hora pelo próximo comboio!

Eu palavra de honra, às vezes não tenho pachorra para me aturar!...

sábado, setembro 17, 2005

Bolero do coronel sensível que fez amor em monsanto

Ouvi dizer há dias atrás que uma banda recém-criada (nem sei quem são) fez uma versão deste tema do Vitorino. Já conheço a canção aos anos, mas por acaso não sabia que a letra era do António Lobo Antunes.

Aqui fica ela, que quem não conhece isto não merece o ar que respira:

"Bolero Do Coronel Sensível Que Fez Amor Em Monsanto

Eu que me comovo
por tudo e por nada
deixei-te parada
na berma da estrada
usei o teu corpo
paguei o teu preço
esqueci o teu nome
limpei-me com o lenço

olhei-te a cintura
de pé no alcatrão
levantei-te as saias
deitei-te no banco
num bosque de faias
de mala na mão
nem sequer falaste
nem sequer beijaste
nem sequer gemeste
quinhentos escudos
foi o que disseste
tinhas quinze anos
dezasseis, dezassete
cheiravas a mato
à sopa dos pobres
a infância sem quarto
a suor a chiclete
saíste do carro
alisando a blusa
espiei da janela
rosto de aguarela
coxa em semifusa
soltei o travão

voltei para casa
de chaves na mão
sobrancelha em asa
disse: fiz serão
ao filho e à mulher
repeti a fruta
acabei a ceia
larguei o talher

estendi-me na cama
de ouvido à escuta
e perna cruzada
que de olhos em chama
só tinha na ideia
teu corpo parado
na berma da estrada
eu que me comovo
por tudo e por nada."


Da nova versão desta tal banda não sei nada. Mas isto cantado pelo Vitorino é do caraças. Se puderem vão ouvir. Está editado num álbum chamado "As Mais Bonitas".

sexta-feira, setembro 16, 2005

É impossível...

... trabalhar hoje. Vou só ficar aqui sentadinha, à espera para atender o próximo telefone.

Ops!, lá está! Aqui vou eu...

PS: O que é giro é que 90% dos telefonemas são a perguntar por coisas que só não estão feitas porque está tudo ocupado a... atender telefones!

quarta-feira, setembro 14, 2005

Emancipação

Quando casou ia virgem.

Hoje em dia mantém apenas uma união sem factos, e um dia-a-dia feito a pensar nos outros. Vive num lugar que entende a infelicidade e a abnegação como coisa natural e própria da condição feminina. Aos olhos dos que a rodeiam tem um bom marido. Tem trabalhado toda a vida pela família e vem sempre dormir a casa.

Não interessa que regresse sempre bêbado. Não interessa que não a acompanhe em nada. Que a envergonhe. Não interessa.

E a bem da verdade, também já nada disso lhe interessa, essa ferida há muito tempo que secou. Muito gostava ela de o ver pelas costas. Mas ele ali está, estendido no sofá da sala da casa que o pai e a mãe lhe deram. Na casa que é dela, mas que ele não deixa, se calhar porque não tem para onde ir.

As filhas estão criadas, bem casadas, deseja-lhes melhor sorte que a sua. Em momentos de desespero chegou a dizer que, no dia em que visse as duas fora de casa, sairia ela de seguida. Mas a casa é dela. A mãe ainda lá mora. E ela ainda não teve coragem de bater com a porta.

Está apaixonada. Um amor duplamente pecaminoso, que os compadres são o mesmo que família. Com mais de quarenta anos de idade, descobriu-se em prazeres que o marido nunca lhe soube proporcionar, na pressa de alcançar o seu próprio. Descobriu o afecto. O encanto. O cuidado. Este homem está disposto a tudo por ela, tudo. Excepto esperar para sempre.

A vida não pára. Não decidir é uma decisão também, e não há decisões sem consequências. Ela sabe. Sabe que se sair por aquela porta terá todo o seu mundo a apontar-lhe o dedo, começando pela mãe, com quem provavelmente não trocará mais nenhuma palavra até ao fim da vida. E também sabe que se ficar onde está, um dia destes não há ninguém à sua espera do lado de fora.

O cão veio cheirá-la, estranhando vê-la imóvel por tanto tempo. Levantou-se, são horas de fazer o jantar. Ouviu o vento lá fora a soprar.

Com a força do vento, o portão da rua não parava de bater.

terça-feira, setembro 13, 2005

Rentrée

É preciso telefonar.
É preciso retomar aquilo que ficou parado à minha espera.
É preciso ir à reunião amanhã.
É preciso atender os telefones que tocam todos ao mesmo tempo.
É preciso concentração e motivação, que as férias já lá vão.

... Era preciso que eu tivesse dormido melhor esta noite...

sábado, setembro 10, 2005

De volta

Acabaram as férias, que foram bem boas. A lanzeira foi tão grande, mas tão grande, que pasmem as almas, venho com vontade de cozinhar! Muito estranho.

E estou com um bronzeado bem jeitoso. Não há dúvida, uns dias à beira-mar fazem mesmo bem à pele...

sexta-feira, setembro 02, 2005

Improbabilidades de 2005

No início deste ano, quem haveria de dizer...

Que o PS conseguia finalmente a maioria absoluta que tanto desejava?
Que chegávamos a Setembro e continuava sem chover?
Que afinal ainda havia floresta em Portugal com fartura para arder durante o Verão?
Que nas próximas eleições autárquias iríamos ter tanta bailarina a dançar à nossa volta?
Que uma coisa chamada Katrina iria deixar New Orleans parecida com a Ásia, depois do Tsunami?
Que o Mário Soares, qual pilha duracell, se iria candidatar outra vez à Presidência da República?
Que eu estaria hoje de malas aviadas, pronta para ir de férias já amanhã?...

Para o melhor e para o pior, não restam dúvidas: este ano de 2005 tem sido assim uma coisa... não sei, improvável...