sexta-feira, março 24, 2006

Bons prenúncios?

O dia ainda vai só a meio, mas se vesti as cuecas do avesso e a única coisa que acontece é ter que aturar os chefes todos a darem uma "ripada" ao pessoal, então nesse caso, ora bolas para os sinais de boa sorte.

xiça!...

Bons prenúncios

Gosto à brava do número 17. Não sei porquê, mas o certo é que ao dia 17 de cada mês, acontece-me sempre alguma coisa especial. Nem quer dizer que seja boa, pode não ser, mas será sempre determinante.

O dia de hoje é 24.03.2006. Se somarmos 2 + 4 + 3 + 2 + 6, dá o quê? 17. Lá está. Um bom prenúncio.

E outra coisa boa de acontecer é quando calha vestir roupa do avesso, sobretudo roupa interior, é sempre sinal de boa sorte.

Hoje vesti a cueca do avesso. Dois bons prenúncios num dia só, muito bom.

E isto é científico. Tenham a certeza disso.

quarta-feira, março 22, 2006

Sem surpresas

"Você tem um espírito independente e proclama alto e bom som que o amor não é prioridade – o que não deixa de ser verdade, mas esconde também algum medo de ficar só. É muito opinativa e mesmo sarcástica."

terça-feira, março 21, 2006

Não tem nada a ver

Uma coisa é dizer que certa iniciativa irá inaugurar no dia tal.

Completamente diferente é dizer que a inauguração da iniciativa será efectuada no dia tal.

Qualquer pessoa percebe as diferenças. Eu é que sou estúpida. Por isso é que me calhou a mim emendar as 31 cartas...

domingo, março 19, 2006

Limpezas


Uma das maravilhas (ou não) dos fins-de-semana, é o tempo que se dedica à limpeza da casa. Para quem, como eu, não tem dinheiro para ter assalariados a fazer esse serviço, nada mais resta do que ser eu própria a fazê-lo, ocupando sempre um tempito do Sábado ou Domingo para o fazer.

Mas há limpezas e limpezas. Há a limpeza de começar logo de manhã e passar dias inteiros naquilo, ele é limpar frigorífico por dentro e por fora, ele é tirar os livros todos das estantes para limpar o pó como deve ser, ele é aplicar desengordurante no fogão e tudo à volta para deixar tudo a brilhar...

E depois, há a limpeza da toalhita. Toalhita desengordurante para todo o tipo de superfícies, com agradável aroma a limão. Toalhitas limpa-vidros. Toalhitas limpa-frigoríficos e micro-ondas. Toalhitas limpa-móveis, com cera de abelhas.

Este fim-de-semana foi de limpeza de toalhita. Daqui a dois dias está tudo na mesma. Mas quero que se lixe, em contrapartida estou farta de passear!...

quarta-feira, março 15, 2006

Os meus escritos

São outros, que não aqueles que aqui costumo colocar. Terminei ontem mais um conto, de uma série que venho escrevendo, sempre muito devagarinho que estas coisas saem-me da alma e a inspiração nem sempre ajuda.

Fico sempre a perguntar-me se estas coisas que eu escrevo terão algum valor para além daquele que eu própria lhes dou. Nos dias bons acho que sim. Noutros, dá-me uma crise de rejeição e acho que é tudo uma porcaria.

Por exemplo, este extracto que aqui vos deixo, não é mais um conjunto de banalidades e lugares-comuns, repleto de lamechices e sem qualquer importância?

"A propósito de flores e sentimentos, a verdade é que, se por um lado, os amores são todos imperfeitos e por isso não são flores, têm no entanto inúmeros aspectos em comum com elas. São frágeis, os sentimentos, qualquer sol demasiado intenso ou chuva arrebatada os podem destruir. Há que cuidá-los bem e acarinhá-los, dar água e luz em doses certas para os ver crescer. E no entanto também há os que persistem em florescer mesmo quando as condições lhes são adversas, morrerão esses também enfim, se continuarem os maus-tratos, mas no entretanto deram grande lição de perseverança, já que teimaram em existir onde há muito, tantos outros teriam já entregue as armas dizendo, não posso mais. Para estes amores, imperfeitos todos, não é o primeiro vento que lhes quebra o caule, não são as primeiras chuvas a fazer ceder as pétalas, e mesmo quando o sol deu calor a mais, as cores foram capazes de se manter como estavam pela frescura da manhã. Se calhar, plantas que sejam como estes amores deveriam ser chamadas de amores-teimosos, amores-determinados, amores-perserverantes. Ou então nada disto é verdade e há apenas um amor, que é sempre igual, diferente apenas a pessoa que o sente e a pessoa por quem se sente. Quem sabe. Afinal, a vida das flores está repleta de segredos."

terça-feira, março 14, 2006

sábado, março 11, 2006

Não deixa de ser irónico

Que precisamente quando estou a vender a casa, me tenha calhado este ano ser a administradora do prédio.

Ou seja, quando a minha cabeça estava mais do que virada para empacotar coisas e contratar empresas de mudanças, é de imaginar a minha disposição para me ralar com os assuntos do condomínio.

Para ajudar à festa, desde que "tomei posse" em Janeiro, o prédio já entrou em obras duas semanas para instalar o gás natural, foi preciso mandar uma carta aos donos do bar aqui de baixo por causa do barulho, as lâmpadas das escadas desataram todas a fundir-se ao mesmo tempo e há um corrimão na entrada a aguardar orçamento para ser substituído.

Ah! Ontem quando cheguei, vieram informar-me que os trincos eléctricos deixaram todos de funcionar, ou seja, ninguém consegue abrir a porta da entrada, a partir de casa.

É mais que a conta.

sexta-feira, março 10, 2006

Caríssimas PT's e netcabos, e assim

Entendam uma coisa de uma vez por todas.

Se vocês contratam um qualquer rapazito imberbe, que vem tocar-me à porta de casa às oito horas da noite, quando eu e a maior parte das pessoas deste País estão sentadas a jantar, não há a mínima hipótese, a mínima, entendem, de eu lhe comprar o que quer que seja.

As pessoas já passam as horas todas do dia a serem interpeladas por isto ou aquilo, acham mesmo que ainda dá para estar receptiva a conversas da treta de um tipo que nos apareceu em casa sem ser convidado ou sequer avisar que vinha? Hein?

A sério, desistam das vendas porta-a-porta. Parem com isso.

quarta-feira, março 08, 2006

Isto é que vai ser!! (A Maya é que sabe)

"Março de 2006

Carta dominante: XIX O SOL

O SOL define uma conjuntura auspiciosa para os nativos de Peixes que verão a sua vida evoluir de forma surpreendente. Pode dizer-se que o mês de Março tende a ser rico e próspero para Peixes que verá assuntos desbloquear e terá verdadeiras surpresas a maioria das quais, felizmente, de cariz positivo. Peixes está optimista e divertido e força do destino virá dar ainda mais intensidade à sua vida.
Sentimentalmente não terá motivos para estar inseguro ou desconfiado, pelo contrário, a conjuntura é de grandes afinidades e deveras propícia ao crescimento afectivo. Deve viver o mês de forma tranquila manifestando serenamente o que sente. Em Março pode ser surpreendido por manifestações de afecto ou gestos românticos que muito lhe vão agradar.
No campo profissional Março é um mês positivo neste sector e adequado a que possa correr riscos; ou melhor, aproveitar oportunidades. Para quem se queixava que a vida não corria muito bem, o SOL brilha de forma auspiciosa. Tenha em conta que, independentemente da sua idade ou estatuto, há situações que não se repetem; confie em si e na sua capacidade de trabalho e arrisque.
Na saúde conseguirá, apesar de ser um mês muito intenso, gerir da melhor forma as suas energias. Deve ter especiais cuidados com a postura dado que alguns problemas de coluna ou pernas podem dever-se a erros posturais. "

Vou vender a casa. Vou mudar de emprego. Homens vão prostrar-se aos meus pés. Vou acertar no Euromilhões.

Tudo num mês só.

Eu tenho tanta coisa que fazer...

... E vontade?

Dizia hoje um senhor muito inteligente, desde que as pessoas estejam motivadas, e tenham boas condições de trabalho, há bons motivos para nos levantarmos de manhã.

Desde que. Lá está.

segunda-feira, março 06, 2006

As maravilhas da ADSE

Então e não é que ainda há uns meses fui daqui recambiada para Lisboa para ter uma consulta médica daquela especialidade?

E não é que hoje vou dar com um médico dos que eu preciso, a meia-dúzia de quilómetros de minha casa, e que me arranjou consulta já para esta semana?

Ainda me parece bom demais para ser verdade... Na volta acontece-me o mesmo que dessa outra vez em que fui a Lisboa, muito contente porque o médico era super disponível... Saiu-me um velho com ar de octogenário, que tremia por todo o lado, ouvia mal e não se percebia nada do que ele dizia.

O que será que me espera nesta Sexta-Feira? Para já, levei um dia inteiro a achar o número de telefone da clínica, que depois dizia não estar atribuído, liguei de novo ao 118, que me deu outro número, que pelos vistos é da casa da senhora que marca as consultas, que me explicou que o outro número foi mandado encerrar por engano, porque era parecido com o da vizinha do lado que vendeu a casa, mas ela era muito simpática, a senhora que me atendeu, a vizinha não cheguei a conhecer, e então agora durante quinze dias até a PT resolver a coisa o único contacto é o da casa dela, e então disse-me para lhe ligar para casa logo à noite, que já me diz a que horas pode ser a consulta. Mas já ficou marcado. Acho eu.

É um dos karmas da minha vida. Sempre que tenho alguma coisa relacionada com esta área da medicina, tenho sempre a sensação de ter entrado na twilight zone. Medo.

domingo, março 05, 2006

Dedicatória

"Eu contigo, eu consigo
Fazer o que digo
Eu contigo, eu consigo
Fazer o que digo

Eu contigo, eu não pago
Eu não temo e eu não devo
Devo dizer-te ao ouvido
Eu sem ti não tem sentido
Tem sido

Devo dizer-te ao ouvido
Bem bom
Bem bom, bem bom
Bem mais do que o que é bom
Bem bom, bem bom"

Sérgio Godinho
in Escritor de Canções

sexta-feira, março 03, 2006

As férias, as férias...

Numa fase de pouca motivação profissional, é mesmo só no que apetece pensar.

E depois tem uma vantagem: enquanto estão em projecto, podemos ir para um monte de lugares giros, porque em projecto não se paga nada!...

terça-feira, fevereiro 28, 2006

34

Feitos hoje. Sem nostalgias. Estou de bem com o meu presente e não o trocava por nenhum dos meus passados. Para a frente é que é caminho. Parabéns e coiso e tal, e siga, siga, siga...

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Insólito, dizem eles

Os senhores do Correio da Manhã acharam isto insólito.

O pior é se um dia destes deixa de ser insólito, para se tornar banal. Já faltou mais...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Flexicoiso

Uns senhores de uma certa entidade bancária, sabendo que eu estou quase a comemorar o meu aniversário, estão dispostos a oferecer-me 1.000,00 € de presente pelos meus 34 anos, ficando eu a pagar mais de 50 € por mês até ter quase 36.

São tão queridos.

Privacidade vs solidariedade

Ouvi em tempos uma pessoa dizer que em termos de relacionamento humano, onde se ganha em solidariedade perde-se sempre em privacidade. Não posso estar mais de acordo, e se isto às vezes é uma coisa difícil de conciliar, meus amigos.

Senão vejamos. Aqui na minha vidinha de todos os dias, vou muitas vezes de autocarro para o trabalho. E acontece que há diversos colegas que me dão boleia com alguma frequência, já que entramos todos mais ou menos às mesmas horas e vamos todos para o mesmo lado. Tenho uma colecção de potenciais boleias muito considerável, que me permite poupar alguns trocos em transportes, o que é positivo. ;-)

Mas depois, lá está. Ganha-se solidariedade, perde-se privacidade. Ando a braços com a situação caricata de um certo colega, que me dá boleia com alguma regularidade, que de cada vez que não me encontra no local habitual à hora de sempre, acha-se no direito de me questionar, então a que horas vieste hoje, o que é que te aconteceu, trouxeste o carro, etc., etc.

Isto a mim causa-me calafrios. Desde sempre, se eu sonho que alguém me anda a controlar os horários, isso é coisa para me tirar do sério. Não gosto, não gosto mesmo nada. Inclusive, posso-me tornar mal educada se insistirem muito.

Além disso, o que é que o senhor quer? À pergunta mais frequente, a que horas vieste hoje, essa então recuso-me a responder de todo, era o que me faltava. Já me basta o relógio de ponto à entrada do serviço. Aliás, a resposta mais provável seria essa, eh pá, telefone para a secção de pessoal que por esta altura já lá está o registo. Não pode ser, o colega até é simpático, e se calhar nem tem noção de que está a ser inconveniente. E a boleia dele dá jeito. Mas há perguntas que não se fazem, bolas.

Além de que, com a vida que eu levo, nem que eu lhe passasse a minha agenda. E assim ele já sabia os dias em que não apareci porque tive uma reunião de manhã noutro lado, porque adormeci e resolvi apanhar um autocarro mais tarde, porque trouxe o carro para ir à piscina ao fim do dia, ou a uma reunião qualquer noutro lado qualquer, porque, porque, porque, porque. Não há pachorra.

Então e se me desse para responder mesmo? Também podia ser giro. Uma pergunta do género, que foi que te aconteceu hoje, a ser respondida à letra poderia ser algo parecido com isto:
- Sabe, é que eu esta noite não dormi em casa, e portanto era impossível ver-me por aquela zona de manhã...

ou então, melhor ainda:
- É que eu por estes dias andei menstruada e então, sabe como é, tive que dar mais umas voltinhas na casa de banho e atrasei-me, foi isso... Então o tempo? Este frio não há meio de abalar, hein?...

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Por estes dias

Estive em formação, e daí o silêncio. Durou a semana toda e terminou hoje.

Estas experiências valem sempre a pena, acho eu. Ainda que o tempo de duração seja curto e os assuntos todos tratados pela rama, ainda que as condições sejam precárias, ainda que, ainda que, se a gente não quiser começar logo derrotados, a verdade é que se pode aproveitar sempre alguma coisa.

Por um lado, é a oportunidade de conviver com colegas com quem nunca tenho que trabalhar directamente e por isso só muito por alto sabia o que raio faziam eles. Até conheci algumas que nunca tinha sequer visto. E durante aquela semana não há hierarquias nem divisões ou departamentos, e temos que trabalhar em conjunto e em pé de igualdade. É muito giro.

Depois realmente, quem me quiser ver motivada e contentinha é darem-me coisas novas para aprender. Eu gosto mesmo muito de estudar. E estes períodos em que me recoloco na posição de aprendiz de alguma coisa tornam-se numa espécie de alimento para a alma, um choque vitamínico que me deixa cheia de bons sentimentos, optimismo, esperança.

Modéstias à parte, as apreciações da minha prestação são quase sempre muito positivas. E comprovam aquilo que eu já sinto há muito tempo, que estou pronta para outros voos e só falta a oportunidade acontecer. Dizia a formadora que lhe apetecia, depois daquela formação e doutras, pegar numas tantas pessoas e fazer o papel de caçadora de cabeças, para levar para outros lados. Não me contive. Disse logo, "eh pá, a minha cabeça está à disposição para ser caçada!". Riu-se tudo muito e eu fiquei contente. Como isto nunca se sabe, lá passei a mensagem a mais outra pessoa.

E porque tudo tem o sem valor, e às vezes no pouco é que se encontra o muito, nos momentos de convívio que sempre ocorrem nestas alturas, um colega pode ter-me dado, sem saber, o mote que me andava a faltar para a escrita de um romance. Se eu tiver unhas para isso.