sexta-feira, julho 21, 2006

Fw: Provérbios para gente culta

Se calhar só são novidade para mim, mas não resisto a difundir um Fw: que recebi hoje.

É à conta de recebermos estas coisas que ganhamos motivação para trabalhar. E sinto, dentro de mim, que tenho capacidade ainda para receber muito mais!!

Então aqui vai:

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

Tem o monarca no baixo ventre.
(Tem o rei na barriga)

Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)

terça-feira, julho 18, 2006

A minha vida dava um filme indiano, ou, de cada vez que levo o carro à oficina, é isto

Que ontem foi dia 17, e isso era a primeira coisa em que eu devia ter pensado antes de marcar a inspecção do carro para este dia.

Sete e meia, vamos a isto que é uma pressa, quanto mais depressa lá chegar mais depressa me despacho, e o raio da oficina ainda é longe.

Chego. Aviso a todas as mulheres com carros para levar à oficina este mês e no próximo, altura MUITO MÁ porque os tipos que costumam lá estar foram todos de férias e portanto correm sérios riscos de serem atendidas por... outra mulher. Foi o que me aconteceu.

Portantos, às oito e meia da manhã, uma bela rapariga muito senhora do seu Volskwagen Golf compareceu à hora marcada na oficina da marca, para fazer a inspecção, e já agora, da última vez que cá estive ficou a faltar colocar uma peça, era para aproveitar a viagem e tratar disso também, se faz favor.

Qual peça, perguntou-me a rapariga, que tinha voltado nesse dia de férias e deve perceber tanto de carros como eu. Ao que eu respondo, letra por letra o que o outro moço me tinha dito há uns meses atrás (e que está de férias), que eu nisto sou muito cuidadosa e até aponto as coisas que eles me dizem e tudo para repetir tudo certinho, a ver se corre tudo bem. Nunca corre, claro. Ah e tal, é para colocar uma protecção lateral do motor. Uma protecção lat... Então, mas e essa peça foi requisitada, perguntou-me a mocita. Pois eu disso já não sei, o seu colega disse-me só que quando cá voltasse se punha a peça, uma protecção do motor, pergunta ela, sim, respondo eu, mas que tipo de protecção é, não sabe, pois claro que não sei, respondo eu, então e de que lado é que está a faltar, pois também não faço ideia, e a referência da peça, sabe, pois o que é quer que eu lhe diga...

Nisto passa um homem em fato de macaco com todo o ar de ser mecânico, abençoado seja. Isto pensei eu e pensou ela, claro. Ó coiso e tal, esta senhora diz que precisa de colocar uma protecção no motor, ao que ele disse com toda a calma, sim senhor, uma protecção lateral do motor, e penso eu, finalmente apareceu alguém que sabe o que raio é isso. Só que temos um problemazinho (lá tinha que ser), a peça não há cá, tem que se encomendar, de moldes que vamos tratar disso e a senhora terá que cá voltar.

Sim senhor, digo eu, então mas nesse caso vamos em frente com a inspecção, que isso da peça depois logo se vê. Com certeza minha senhora, uma vez ultrapassado o problema da peça a rapariga estava de novo senhora do seu trabalhito, vamos lá a tratar das coisas, pronto já está, então agora é só esperar um bocadinho, disse-me ela com total segurança. Eram nove horas, por sinal a minha hora de entrar ao trabalho, com tolerância até às nove e meia a coisa ainda dá, pelos vistos isto está rápido e assim escuso de andar para trás e para a frente, levo já o carro, alegria. Confiei. Esperei.

Dez e dez. Ah e tal, isto hoje parece que está lá muita gente, só lhe levámos o carro agora e nem temos a certeza se fica pronto de manhã, que ainda estão muitos carros à frente do seu. Aí já pus a minha cara de chateada. E digo eu, já me podiam ter dito isso às nove da manhã, mas o tom de voz foi mais, vai mas é à merda com o raio da conversa, então deixas-me aqui à seca mais de uma hora e agora dizes-me uma coisa dessas com esse ar desconchavado? Tivesse eu aqui à mão uma protecção lateral de motor, seja lá o que isso for, e enfiava-to mas era por esse cu escanzelado acima, sua cabra. Ela deve ter percebido o sub-texto. Quando disse que precisava de me ir embora imediatamente, ofereceram-se logo para me emprestarem um carro. Digo eu, venha ele já, que a esta hora já devia era estar a trabalhar. E lá fui eu a correr para o trabalho.

Meio da tarde, telefonema, xôra dona Blimunda o seu carro está pronto, fechamos às seis. Cinco e meia, aqui vou eu a correr direita ao carro emprestado, já atrasada para ir buscar o meu carro à oficina, que fica assim mais ou menos nos confins do mundo. E vou dar com ele, o carro emprestado, placidamente à minha espera. Com um pneu furado.

O meu carro passou na inspecção. O senhor que mo trouxe ficou junto ao outro a trocar o pneu. Foi ele, verdadeiramente, a única vítima inocente de mais um dos meus típicos dias 17...

domingo, julho 16, 2006

É calor a mais (II)

Muito cumpridoras das recomendações médicas, metemos as toalhas nos sacos, e decidimos ir para a praia cedo. Bastante cedo, aliás. Pensámos, ah e tal, chegamos aí às 08h30 à praia, voltamos por volta das 11h30, tá-se bem.

E pronto, aqui vou eu para a Costa, cheia de pica. 25 quilómetros andados e parámos. Não pode ser fila, ainda é cedíssimo, a nossa especialidade é levantarmo-nos com as galinhas e chegar à praia antes mesmo dela abrir. Acidente, só pode ser.

Não era. Era fila para a Costa. Quando começámos a fazer contas, concluímos que o tempo que iríamos levar a chegar à praia, encontrar estacionamento, e abancar, seriam aí umas... 11h30. Ou seja, horas de vir embora.

E foi isso que fizemos. Viemos embora.

sábado, julho 15, 2006

É calor a mais

Aqui estou eu. Tudo fechado em casa e às escuras, mas o sol vai bater em cheio na cozinha e na varanda até aí às 20h15. Ventoinha a funcionar na sala, outra no quarto. Cueca e soutien, não se aguenta mais nada em cima da pele.

Era suposto limpar a cozinha no fim-de-semana. E também há roupa para lavar que até não implica assim tanto esforço, mas mesmo assim, ainda nem me cheguei lá ao pé. Enquanto estiver por lavar não se estende, não seca, e não tem que se passar a ferro.

De resto é esperar escondida, no que tenho de mais parecido com uma toca, que este tempo horrível se vá embora. Palavra de honra que não percebo as pessoas que gostam de calor. Para mim, de 30 a 35 graus de máxima já é desagradável. Quando ultrapassa isso, é uma calamidade.

sexta-feira, julho 14, 2006

Não gosto

De fazer telefonemas de enfiada, para um monte de sítios diferentes, sempre a dizer a mesma coisa.

É chatinho.

quinta-feira, julho 13, 2006

Favas com chouriço

Quem mais?

PS: Por acaso, não gosto de favas. Agora, se em vez de favas forem ervilhas, com o chouriço sim senhor e uns ovos escalfados, aí sim!...

terça-feira, julho 11, 2006

Senhor Primeiro Ministro, eu também quero

Venho por este meio propor a V.ª Ex.ª que, tendo em conta o massivo apoio que os portugueses prestaram à nossa Selecção durante o Mundial de Futebol, o Estado atribua um prémio de participação a todos estes cidadãos.

Considero que esta medida seria um justo reconhecimento da capacidade de mobilização dos portugueses, os quais contribuiram de forma significativa para a divulgação e prestígio do País, especialmente numa prova desportiva de tão elevado nível competitivo.

Face ao exposto, proponho a imediata isenção de IRS no ano de 2006 a todos os portugueses que tenham cumprido com pelo menos um dos seguintes requisitos:

- Colocação de Bandeira Nacional à janela;

- Presença no Estádio Nacional aquando da formação de "a mais bela bandeira do mundo", facto que inclusive deu direito à inclusão do nosso País nesse baluarte da cultura ocidental que é o Guinness Book of Records;

- Reacções do tipo "Ahhhh!....", "Nãããooooo!...", "F......!...", "Vai-te lixar, pá!", "Yes! Yes!", que reflectem uma enorme capacidade de entrega e de sofrimento durante todos os jogos, inclusive naqueles em que a gente levou valentes cabazadas (especialmente nesses);

- Saída para a rua no final de cada jogo em que a Selecção se consagrou vitoriosa, consumindo combustível e desgastando buzinas de automóvel, com especial referência a todos quantos conseguiram subir à estátua do Marquês de Pombal sem caírem de lá abaixo, isto em condições físicas particulamente difíceis, tendo em conta o teor alcoólico no sangue;

- Deslocação ao Aeroporto de Lisboa para receber em delírio todos os jogadores, ou em alternativa, paragem na 2.ª Circular para lhes dizer adeus e mandar beijos, e de um modo geral ao longo de todo o percurso.

- Deslocação ao Estádio Nacional para participar na festa que recebeu toda a comitiva, mais uma vez em condições excepcionalmente difíceis, face ao calor que se fazia sentir e à presença de Roberto Leal no Estádio para cantar o Hino Nacional.

Certa de que este pedido de isenção será atendido, e tendo em conta que toda a Selecção foi também obrigada a ouvir Roberto Leal a cantar o Hino Nacional depois de várias semanas de grande desgaste físico, aproveito esta oportunidade para manifestar o meu apoio ao pedido da Federação Portuguesa de Futebol, para que todos os jogadores da Selecção vejam os seus prémios de jogo do Mundial isentos de IRS. Tal como nós, eles também merecem.

Ao dispor de V.ª Ex.ª
Pede deferimento
Blimunda Sete Luas

quarta-feira, julho 05, 2006

Lost

É um vício desgraçado. Já comprei a primeira série e passei os últimos dias de férias a ver aquilo tudo outra vez.

Entretanto, acompanho sofregamente os episódios que vão passando na RTP, aos Domingos. E ontem não resisti. Fui ler os resumos todos até ao final da segunda série. :-)

Para os demais viciados, fica o link.

Entretanto, verifico o seguinte: a famosa série de números é 4-8-15-16-23-42.
O voo da Oceanic é o 815.
Foram 48, os sobreviventes na primeira série.
Somando o total de episódios da primeira série (25) e da segunda (23), dá um total de 48.
Quando se inicia a segunda série, passaram-se 48 dias na ilha.
A tecla tem que ser premida a cada 108 minutos*, ou seja, uma hora e 48 minutos.

E ainda:
Quantos são os sobreviventes na outra parte da ilha, no início da segunda série? 23, não é?O prémio para quem denunciasse a Kate, era de 23 mil dólares.
A Danielle Rousseau está na ilha há 16 anos.

... Acho que tenho que parar de pensar nisto... Não há dúvida que o ócio faz mal à cabeça das pessoas...

* PS: E se somarmos os números 4+8+15+16+23+42, o resultado é... 108!

sábado, julho 01, 2006

Apre!!!

Raios partam os Ingleses. Mas será possível que tenham sempre que ser uns bifes assim tão duros de roer? A sério, quando o jogo acabou estava completamente de rastos.

Ainda bem que eu não gosto de Futebol.

quinta-feira, junho 29, 2006

Apercebi-me agora

Que esta choça já fez um ano de existência.

Devo reconhecer que me espanta um bocado hoje em dia, olhar ali para o contador do lado direito e ver quantos?... 12.381?... Eh pá, muito e muito obrigada. A sério. Sejam bem vindos.

quarta-feira, junho 28, 2006

Regresso a casa

É muito bom ir. E estar por lá. Sentir os dias a passar a cem à hora, tão depressa cá chegámos, já está na hora de ir embora. É mesmo assim, e talvez por isso, por serem poucos, os dias se tornem ainda mais preciosos.

Mas a minha casa. Abrir a porta e sentir o meu próprio cheiro no ar. A luz dourada que sempre aparece ao meio da tarde, quando bate o sol nas janelas da frente. Sentar-me no meu sofá para abrir a correspondência. Tenho a cama feita de lavado. Hum...

sábado, junho 17, 2006

Há algum médico na sala?...

Se há, poderá por favor dizer-me o que é que estes medicamentos têm em comum, para além do facto de eu ser alérgica a eles todos?
  • Betadine
  • Clavamox
  • Flagyl
  • Baciginal Oral
Ando cá desconfiada do Estearato de Magnésio. Mas por outro lado, essa substância está presente no Atarax e no Xyzal, anti-alérgicos que se tornaram nos meus amiguinhos de todos os dias, para ver se eu, em vez de morrer das doenças, não morro das curas.

A quem deslindar o mistério, darei de bom grado um prémio de valor considerável, nomeadamente um rebobinador de cassetes VHS que assim escusava de ficar à espera da próxima quermesse, e uma centrifugadora Moulinex que faz uns sumos maravilhosos, pelo menos da última vez que foi ligada, há coisa de dez anos atrás, funcionou que foi uma maravilha!...

segunda-feira, junho 12, 2006

Haverá vida para além do Mundial?

Acho que muito pouca gente em Portugal saberá responder a isto hoje.

Houve um terramoto onde? E já agora, como está a situação em Timor? Sei que os GNR's de lá estiveram a ver o jogo, que para esta reportagem importantíssima esteve de serviço um profissional da comunicação social em directo, para nos falar disto de imediato. De resto, o que é que eles lá andam a fazer, se morrem ou levam tiros, isso agora não interessa para nada. A maternidade de Elvas fecha ou não fecha? Como estão os preços dos combustíveis? E os profissionais da fábrica da Azambuja, vão todos para o desemprego ou não?

Que eu também vi o jogo ontem, atenção. E tenciono ver os outros, desde que tenha oportunidade e tal.

Mas é um verdadeiro enjoo o que as nossas televisões, principalmente a SIC e a RTP, têm estado a fazer em torno do Mundial. Durante o jornal da noite de ontem, que durou duas horas (!), entre as 18h00 e as 20h00, houve uma única notícia: o Mundial de Futebol. Não se passa mais nada, nem no País, nem no Mundo, pelos vistos.

É um disparate e um exagero. E fazendo uso de uma palavra muito recorrente nas ideologias comunistas, o que não é o caso, é uma alienação. Na medida em que alienação é o mesmo que ter a consciência entre parêntesis.

terça-feira, junho 06, 2006

Ajude-me, diga-me o que fazer

Às vezes vêm ter comigo e pedem-me isto. Sinal de confiança e de respeito que me valoriza, sem dúvida, mas que traz também consigo a responsabilidade, essa coisa que se instala nos nossos ombros com todo o seu peso, e que nem sequer se pode sacudir assim sem mais nem menos, porque se o fizermos, é vê-la a cair e a magoar os que estão à nossa volta a pedir, ajude-me, diga-me o que fazer.

E quando não há resposta para esta pergunta? E quando a única maneira de se ser responsável
é dizer honestamente, não sei, está por sua conta. Esse peso, não o posso carregar eu.

E que posso eu fazer quando me calha a mim formular esta mesma pergunta? A quem é que eu peço ajuda, quando não sei o que fazer?

Quanto mais se sobe até ao cume da montanha, menos oxigénio existe para se respirar à vontade.

sábado, junho 03, 2006

Isto sim, é um filme de jeito



Enquanto anda tudo entretido com "O Código Da Vinci", "The World's Fastest Indian" está a passar ao lado de muita gente.

Em Lisboa só está em três salas: Alvaláxia, Colombo e El Corte Inglés. No Colombo está numa sala que deve ser das mais pequenas, e diga-se em abono da verdade que nem dez pessoas se juntaram para ver aquilo, ontem à noite.

Mas é muito giro. Uma história verídica bem aproveitada para combater alguns preconceitos contra a terceira idade. Existe muito aquela ideia de que ser-se velho é o mesmo que deixar de ter sonhos, projectos, ou vida sexual. E na verdade, se é certo que um corpo envelhecido necessariamente irá limitar-nos, isso não quer dizer que a nossa cabeça vá pelo mesmo caminho.
Anthony Hopkins está soberbo, como sempre. Vão depressa, antes que saia de cartaz.

sexta-feira, junho 02, 2006

Um dia normal de trabalho

Atrás de tempo, tempo vem.

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.

E ainda, sem ser provérbio mas que podia ser, do grande José Saramago:

"Aquilo que me pertence por direito, naturalmente me virá parar às mãos".

Desde o início deste ano, têm-me sucedido coisas em contexto de trabalho que chegam a ser inomináveis. Estou capaz de me propôr para a lista de excedentários da Função Pública...

segunda-feira, maio 29, 2006

Da Vinci


Fui ver o filme sem grande expectativa. De moldes que a decepção não chegou a existir. O que falha no filme, a meu ver, é aquilo que falha no livro, que é uma tentativa algo patética de fazer uma trama policial atractiva, e a verdade é que aquela narrativa não tem pés nem cabeça. Onde não é incongruente, é previsível. E o filme vai por arrasto. É fraquinho. São fraquinhos.

Aquilo que realmente me interessa é a análise deste fresco do Da Vinci. Para mim, que sempre encarei "A Última Ceia" como o quadro perfeito para colocar a enfeitar a despensa, ler e ver agora no filme todas as interpretações possíveis de fazer a esta imagem, isso sim é que me deixa com os neurónios aos saltos.

Eu não sei se Jesus deixou descendência ou não, nem ninguém pode afirmar, com certezas, seja o que for que confirme ou desminta essa possibilidade. Agora, olhando para esta imagem, não tenho a menor dúvida que à direita do Senhor, senta-se uma mulher. E que aquele "V" entre as duas figuras não é inocente. Como também não o é a mão que emerge junto à mesa, abaixo de Pedro empunhando uma faca e que pertence, basicamente a... ninguém. E que Pedro faz um gesto agressivo ao pescoço da figura feminina, como se quisesse ver aquela cabeça cortada. E que Jesus e a figura à sua direita estão vestidos a fazer "pendant", ele de vermelho e azul, ela de azul e vermelho... Além disso, que melhor vaso para conter o sangue de Jesus, senão o vaso do ventre de uma mulher?...

Acho que é neste despertar de consciências que reside todo o mérito de "O Código Da Vinci". Que o próprio Da Vinci teve alguma intenção com tudo isto, sem dúvida alguma. Se calhar queria apenas gozar com os dogmas que lhe impunham, mas todos sabemos que a ironia e o humor são óptimas armas para acordar os espíritos.

Sinceramente... Alguém ainda acha que a vida de Jesus se passou tal e qual como é contada pelos Evangelhos do Novo Testamento? Hein?... Acham?... Que pessoas tão piedosas que sedes todos vozes... Abençoados sejam...