terça-feira, agosto 22, 2006

O poder de Deus

Hoje de manhã passei por um cartaz com marketing religioso interessante:

"De mal a pior
Vá a uma Igreja Maná"

Achei honesto. Ou seja, a malta que já anda mal, vai à Igreja Maná para se por pior.

sexta-feira, agosto 18, 2006

E porque os dias 17 trazem sempre qualquer coisa...

Ontem, estando a minha casa à venda há mais de um ano, ficou agendada pela primeiríssima vez a visita de um potencial interessado.

É agora, às 17h30.

quinta-feira, agosto 17, 2006

A cor do dinheiro

Para mim é sempre cor de burro quando foge. Isto porque normalmente, mal olho para ele, já ele vai a fugir para um lado qualquer.

E sinceramente, as minhas ambições em matéria de dinheiro são do mais básico que pode haver. Não sinto falta de grandes fortunas, que devem dar um trabalhão a gerir. O que eu gostava mesmo (mas mesmo, mesmo!), era de não precisar de contar tostões.

Por um lado, há a noção de que poupar é importante. Por outro, há em mim um espírito consumista desenfreado que tenho que andar constantemente a vigiar, mas que também tenho que libertar de vez em quando, para não viver por aí cheia de frustrações e deprimida. Depois, há as preocupações com o futuro, a necessidade que ultimamente tenho (infelizmente) de deixar quantidades obscenas de dinheiro em consultórios médicos e na farmácia (um dia destes falarei disto). E ainda as coisas que legitimamente preciso de comprar, e onde terei que gastar dinheiro mais tarde ou mais cedo.

Ora, isto é muita coisa para uns certos 50 euros que me vieram parar ao bolso este mês. O meu lado precavido diz-me para os deixar sossegadinhos, que se eu andasse a poupar 50 euros todos os meses desde o início do ano, por esta altura já tinha 400 euros guardados. Mas nisto vem o meu lado consumista aos gritos, a lembrar que há uma camisola LINDA, com uma cor FANTÁSTICA na nova colecção da Lanidor, que AINDA DESAPARECE se eu não for a correr buscá-la.

Outra voz mais pragmática, ecoa em mim com relatórios pormenorizados das centenas de euros já gastos no dito problema de saúde, sem perspectivas de quando irá terminar esta nova despesa fixa que apareceu na minha vida. E uma outra diz-me que tenho uns sapatos capazes de irem para o lixo, de moldes que se é para gastar, que seja numa coisa que realmente me faz falta, tipo uns sapatos novos, e além disso ainda estão uns diazitos de férias programados lá para Setembro...

Tudo o que eu queria era ter podido comprar a camisola no instante em que a vi, os sapatos no dia seguinte, ter uma reserva de dinheiro confortável para fazer face a despesas inesperadas, tais como problemas de saúde ou outra coisa qualquer, e ir de férias quando me apeteça sem estar para me ralar muito com o assunto.

Assim como assim, o mais certo é andar aqui a fazer ginástica com os ditos 50 euros, a ver se eles chegam para os almoços e os cafés, e rezar para que venha depressa o ordenado de Agosto.

Vidas!...

PS: Aceitam-se propostas. O que fazer aos 50 €?
a) Guardá-los muito bem guardadinhos
b) Derretê-los em roupa
c) Derretê-los em sapatos
d) Guardá-los para derreter nas férias
e) Guardá-los para derreter na farmácia

domingo, agosto 13, 2006

Finalmente, subi na vida!

A chefe maior lá da minha xafarica, ou melhor dizendo, a que detém maior grau de autoridade (não lhe chamaria propriamente maior), foi de férias. A que está abaixo dela ainda está de férias amanhã.

A minha chefe está de férias, assim como quase todo o pessoal à minha volta. A encarregada da limpeza também está de férias.

Andava por lá uma mosca, um bocado maçadora, que já há uns tempos que não a vejo, vai na volta resolveu ir de férias.

Talvez porque não está lá quase ninguém. Ou então não. Amanhã sou Directora de Departamento!!

terça-feira, agosto 08, 2006

Carta aberta ao meu ferro de engomar

É só para te dizer que me estou a borrifar. Podes continuar com as tuas censuras veladas aí no fundo do roupeiro onde te encontras, tu que tens a mania que és dono de todas as virtudes no mundo dos algodões e dos sintéticos. Sei muito bem que passas os dias a destilar veneno a meu respeito, juntamente com o secador do cabelo, que vive duas prateleiras acima de ti. Também olha quem é que escolheste para me cortar na casaca, um aparelho que só veio parar cá a casa por oferta, e foi usado uma única vez, com resultados nada satisfatórios. Ele percebeu logo que eu não tinha mãos para manusear tal maquinaria, e o meu cabelo pensou o mesmo. Andamos a evitar-nos desde então.

Portanto juntem-se os dois à vontade, quero cá bem saber. De cada vez que apanho mais uma máquina de roupa e a ponho no cesto para passar, sinto nas costas esse teu olhar de freira virgem ressabiada a desprezar-me por ser tão desleixada. Pois então ficas sabendo, mais vale desleixada que porca, se a roupa está por passar é sinal que está lavada. Toma lá e vai-te curar.

E já sei que vais continuar a queixares-te da tua má sorte, por teres vindo parar a uma casa tão desgovernada como a minha. Com lamúrias dessas posso eu bem. Conforma-te por uma vez. Se for preciso deitar-me em lençóis amarrotados, deito-me. Se tiver que vestir roupa engelhada, que assim seja. Se for preciso rebuscar até ao mais fundo do cesto à procura de umas cuecas e soutien lavados, fá-lo-ei sem hesitações.

O cesto já leva com três máquinas de roupa em cima. Até podem vir mais três, mais seis, uma coisa tens tu certa: enquanto durar este filho da puta deste calor não passas nem um napron!!...

Passarola Voadora

A autêntica. Que pelos vistos nunca voou. E como poderia? Faltaram-lhe as vontades dos homens e a força de uma mulher que visse onde ir buscá-las.

domingo, agosto 06, 2006

No worries

Passear, mesmo debaixo de muito calor. Conversar. Rir. Bowling. Praia.

Já não me lembrava do hilariante que é jogar ao Uno, grande vício dos meus tempos de escola secundária.

Arranjei uma dor de garganta, mas se calhar foi do esforço do fim-de-semana. Ai deixa-me encostar um bocado ali no sofá, e pôr uma musiquita a tocar, que devo estar a precisar muito de repouso...

"(I just know your life's gonna change)
(Gonna get a little better)
(Moving on the darkest day)
(I just know your life's gonna change)
(Gonna get a little further)
(Right up until the feeling fades)
So, is this how it goes,
Think you've come this far,
and then it'll show,
but that aint so, oh no,
you don't see where you are,
and if you don't wanna look back
you'll never know,
cuz you think that you've been here
just treading water
waiting in the wings for the show to begin
but i always see you searching
and you try that bit harder
getting closer, oh yeah
to the life you're imagining
(I just know your life's gonna change)
maybe not today, maybe not today,
but some day soon you'll be alright,
(I just know your life's gonna change)
turn the other way, turn the other way,
feels like luck is on your side,
(Just wanna live)
no worries, no worries,
(Don't wanna die)
no worries, no worries,
sing for me, sing for me,
we all need somebody,
(yeah you can sink)
no worries, no worries,
(or you can swim)
no worries, no worries,
sing for me, sing for me,
we all need somebody,
So, baby keep drifiting on
getting there aint just selfless wasted time
seek and find, yeah
you're not that far from
what you hoped and wished for
all along,
cuz you think that you've been there,
just treading water
waiting in the wings for the show to begin
but i always see you searching
and you try that bit harder
getting closer, oh yeah
to the life you're imagining
I just know your life's gonna change
sing for me, sing for me,
we all need somebody..."

SIMON WEBBE
No Worries

domingo, julho 30, 2006

Porque é que?...

... As mulheres, genericamente, acham todas que têm o rabo grande, mas quando se chateiam com outras mulheres, as ditas têm SEMPRE um rabo escanzelado?

Tenho andado a pensar nisto, Pedro, não me esqueci! E de moldes que concluo o seguinte:

É um facto que mulher nenhuma neste mundo está ou estará, algum dia, satisfeita com o corpinho com que nasceu. É uma coisa genética. O rabo há-de ser sempre damasiado grande ou demasiado pequeno, queria ser mais alta, queria ser mais magra, o peito é grande de mais, pequeno demais, está descaído, pele muito seca, pele oleosa cheia de pontos negros, o cabelo, meu Deus, o cabelo!, porque é que é tão liso e colado à cabeça, porque é que encaracola e não se consegue pentear, quem me dera ser loura, os joelhos, as unhas das mãos, as unhas dos pés, a sobrancelha do olho esquerdo que fica em 5.º lugar a contar da direita e que NUNCA fica ao mesmo nível das outras.

Mas não concordo contigo. Nem todas as mulheres com quem eu me chateio me deixam a impressão de que têm o rabo escanzelado. Algumas têm um cu do tamanho de uma bomba de hidrogénio, e isso não quer dizer que eu tenha embirrado menos com elas. Depende.

Agora, admito. Também eu me incluo nessa generalidade de mulheres que acham o seu próprio rabo demasiado grande. Assim como também acho que outras coisas em mim são demasiado grandes, apesar de diversas opiniões em contrário. Só há uma coisa que eu nunca acho grande: o cabelo. O meu cabelo está sempre curto. Mesmo que me bata nas costas, abaixo da linha do soutien. Aliás, eu julgo que sofro de um distúrbio psicológico de média gravidade (entre outros, de elevada gravidade), que denomino por "anorexia capilar", que é parecido com a anorexia tradicional, mas com sintomas ao contrário, no que ao cabelo diz respeito. Não sei se me fiz entender... Provavelmente não.

O que acho verdadeiramente é que toda a mulher, quando confrontada com outra mulher, tem sempre como ponto de partida um nível de embirranço elevado. Se não for pelo rabo há-de ser por outra coisa qualquer das mencionadas acima. Porque é que isto é assim? Não sei. Mas é como as cobras quando mordem, não é por mal, é a nossa natureza que é assim...

Mas que a tipa tinha um cu escanzelado, tinha sim senhor. E um peitinho que mais parecia uma tábua de engomar, coitadita. Até te digo mais, alguém lhe devia dizer que em cima daqueles sapatos, JAMAIS ela conseguirá andar direita, e se calhar é por isso que o cérebro não é irrigado como deve ser.

Blimunda dixit, se o homem é o lobo do homem, a mulher é a cabra da mulher.

quinta-feira, julho 27, 2006

"A Woman's Right to Shoes"

Passou este fim-de-semana este episódio de "O Sexo e a Cidade". É muito interessante, porque de certa forma expõe algumas das clivagens que sempre acabam por surgir quando as pessoas assumem diferentes opções de vida.

Carrie vai a uma festa de uma amiga, que celebra o nascimento do seu terceiro filho. Por causa das crianças, pede às pessoas para se descalçarem na entrada, coisa que todos cumprem. E no final da noite, alguém acaba por levar, "por engano", as sandálias "Manolo" da Carrie, que por sinal lhe custaram a módica quantia de 485 dólares.

Os problemas começam quando Carrie começa a tentar ser compensada do seu prejuízo. Visita a dona da casa e telefona várias vezes, que faz sempre um ar complacente, de quem tem coisas muito mais importantes em que pensar do que em sapatos. Insinua mesmo que Carrie leva uma vida sem sentido nem objectivos, uma realidade muito distante da sua, que tem filhos para criar, e embora se ofereça inicialmente para lhe pagar o prejuízo, chega à conclusão que não tem que pagar por opções de vida tão extravagantes quanto as da Carrie.

Carrie vai para casa fazer contas ao seu extravagante estilo de vida. Convicta de que mesmo sem filhos para criar, a sua vida continua a fazer sentido à mesma. Chega à conclusão que, para celebrar as opções de vida da amiga, contribuiu com 2.300 dólares em prendas de casamento, e de nascimento para cada um dos filhos do casal!

E diz uma coisa que realmente é muito verdadeira. A nossa sociedade não prevê que qualquer pessoa solteira, a partir da formatura, tenha ocasiões de celebração do que quer que seja. Celebram-se os casamentos, os nascimentos, alguns divórcios, hoje em dia, mas se a opção é seguir um projecto de vida a solo... pelos vistos não há motivo para celebrar.

A personagem principal de "O Sexo e a Cidade" resolve o problema com uma aviso formal de que vai casar-se... consigo própria! E avisa a tal da amiga que, para celebrar o evento, abriu uma lista de casamento na sapataria "Manolo", lista essa que tem um único item: as sandálias que são suas, de pleno direito.

A culpa também é nossa, das pessoas solteiras, quero eu dizer, que esta falta de celebração aconteça. Afinal, remamos contra a maré ao tomar diferentes opções de vida, mas a verdade é que nos guiamos pela mesma cartilha social. Também nos vemos com o mesmo olhar dos outros, ao olharem para nós.

E no entanto é um grande, grande desafio, levar avante um projecto de vida a solo, e sem dúvida que faz tanto sentido quanto outro qualquer. Merece ser celebrado, claro que sim. Até porque é difícil, não é para toda a gente. Que eu por mim falo. Há dias em que tenho mesmo que dizer de mim para comim, xiça, não é mesmo nada fácil viver comigo!...

sexta-feira, julho 21, 2006

Fw: Provérbios para gente culta

Se calhar só são novidade para mim, mas não resisto a difundir um Fw: que recebi hoje.

É à conta de recebermos estas coisas que ganhamos motivação para trabalhar. E sinto, dentro de mim, que tenho capacidade ainda para receber muito mais!!

Então aqui vai:

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

Tem o monarca no baixo ventre.
(Tem o rei na barriga)

Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)

terça-feira, julho 18, 2006

A minha vida dava um filme indiano, ou, de cada vez que levo o carro à oficina, é isto

Que ontem foi dia 17, e isso era a primeira coisa em que eu devia ter pensado antes de marcar a inspecção do carro para este dia.

Sete e meia, vamos a isto que é uma pressa, quanto mais depressa lá chegar mais depressa me despacho, e o raio da oficina ainda é longe.

Chego. Aviso a todas as mulheres com carros para levar à oficina este mês e no próximo, altura MUITO MÁ porque os tipos que costumam lá estar foram todos de férias e portanto correm sérios riscos de serem atendidas por... outra mulher. Foi o que me aconteceu.

Portantos, às oito e meia da manhã, uma bela rapariga muito senhora do seu Volskwagen Golf compareceu à hora marcada na oficina da marca, para fazer a inspecção, e já agora, da última vez que cá estive ficou a faltar colocar uma peça, era para aproveitar a viagem e tratar disso também, se faz favor.

Qual peça, perguntou-me a rapariga, que tinha voltado nesse dia de férias e deve perceber tanto de carros como eu. Ao que eu respondo, letra por letra o que o outro moço me tinha dito há uns meses atrás (e que está de férias), que eu nisto sou muito cuidadosa e até aponto as coisas que eles me dizem e tudo para repetir tudo certinho, a ver se corre tudo bem. Nunca corre, claro. Ah e tal, é para colocar uma protecção lateral do motor. Uma protecção lat... Então, mas e essa peça foi requisitada, perguntou-me a mocita. Pois eu disso já não sei, o seu colega disse-me só que quando cá voltasse se punha a peça, uma protecção do motor, pergunta ela, sim, respondo eu, mas que tipo de protecção é, não sabe, pois claro que não sei, respondo eu, então e de que lado é que está a faltar, pois também não faço ideia, e a referência da peça, sabe, pois o que é quer que eu lhe diga...

Nisto passa um homem em fato de macaco com todo o ar de ser mecânico, abençoado seja. Isto pensei eu e pensou ela, claro. Ó coiso e tal, esta senhora diz que precisa de colocar uma protecção no motor, ao que ele disse com toda a calma, sim senhor, uma protecção lateral do motor, e penso eu, finalmente apareceu alguém que sabe o que raio é isso. Só que temos um problemazinho (lá tinha que ser), a peça não há cá, tem que se encomendar, de moldes que vamos tratar disso e a senhora terá que cá voltar.

Sim senhor, digo eu, então mas nesse caso vamos em frente com a inspecção, que isso da peça depois logo se vê. Com certeza minha senhora, uma vez ultrapassado o problema da peça a rapariga estava de novo senhora do seu trabalhito, vamos lá a tratar das coisas, pronto já está, então agora é só esperar um bocadinho, disse-me ela com total segurança. Eram nove horas, por sinal a minha hora de entrar ao trabalho, com tolerância até às nove e meia a coisa ainda dá, pelos vistos isto está rápido e assim escuso de andar para trás e para a frente, levo já o carro, alegria. Confiei. Esperei.

Dez e dez. Ah e tal, isto hoje parece que está lá muita gente, só lhe levámos o carro agora e nem temos a certeza se fica pronto de manhã, que ainda estão muitos carros à frente do seu. Aí já pus a minha cara de chateada. E digo eu, já me podiam ter dito isso às nove da manhã, mas o tom de voz foi mais, vai mas é à merda com o raio da conversa, então deixas-me aqui à seca mais de uma hora e agora dizes-me uma coisa dessas com esse ar desconchavado? Tivesse eu aqui à mão uma protecção lateral de motor, seja lá o que isso for, e enfiava-to mas era por esse cu escanzelado acima, sua cabra. Ela deve ter percebido o sub-texto. Quando disse que precisava de me ir embora imediatamente, ofereceram-se logo para me emprestarem um carro. Digo eu, venha ele já, que a esta hora já devia era estar a trabalhar. E lá fui eu a correr para o trabalho.

Meio da tarde, telefonema, xôra dona Blimunda o seu carro está pronto, fechamos às seis. Cinco e meia, aqui vou eu a correr direita ao carro emprestado, já atrasada para ir buscar o meu carro à oficina, que fica assim mais ou menos nos confins do mundo. E vou dar com ele, o carro emprestado, placidamente à minha espera. Com um pneu furado.

O meu carro passou na inspecção. O senhor que mo trouxe ficou junto ao outro a trocar o pneu. Foi ele, verdadeiramente, a única vítima inocente de mais um dos meus típicos dias 17...

domingo, julho 16, 2006

É calor a mais (II)

Muito cumpridoras das recomendações médicas, metemos as toalhas nos sacos, e decidimos ir para a praia cedo. Bastante cedo, aliás. Pensámos, ah e tal, chegamos aí às 08h30 à praia, voltamos por volta das 11h30, tá-se bem.

E pronto, aqui vou eu para a Costa, cheia de pica. 25 quilómetros andados e parámos. Não pode ser fila, ainda é cedíssimo, a nossa especialidade é levantarmo-nos com as galinhas e chegar à praia antes mesmo dela abrir. Acidente, só pode ser.

Não era. Era fila para a Costa. Quando começámos a fazer contas, concluímos que o tempo que iríamos levar a chegar à praia, encontrar estacionamento, e abancar, seriam aí umas... 11h30. Ou seja, horas de vir embora.

E foi isso que fizemos. Viemos embora.

sábado, julho 15, 2006

É calor a mais

Aqui estou eu. Tudo fechado em casa e às escuras, mas o sol vai bater em cheio na cozinha e na varanda até aí às 20h15. Ventoinha a funcionar na sala, outra no quarto. Cueca e soutien, não se aguenta mais nada em cima da pele.

Era suposto limpar a cozinha no fim-de-semana. E também há roupa para lavar que até não implica assim tanto esforço, mas mesmo assim, ainda nem me cheguei lá ao pé. Enquanto estiver por lavar não se estende, não seca, e não tem que se passar a ferro.

De resto é esperar escondida, no que tenho de mais parecido com uma toca, que este tempo horrível se vá embora. Palavra de honra que não percebo as pessoas que gostam de calor. Para mim, de 30 a 35 graus de máxima já é desagradável. Quando ultrapassa isso, é uma calamidade.

sexta-feira, julho 14, 2006

Não gosto

De fazer telefonemas de enfiada, para um monte de sítios diferentes, sempre a dizer a mesma coisa.

É chatinho.

quinta-feira, julho 13, 2006

Favas com chouriço

Quem mais?

PS: Por acaso, não gosto de favas. Agora, se em vez de favas forem ervilhas, com o chouriço sim senhor e uns ovos escalfados, aí sim!...

terça-feira, julho 11, 2006

Senhor Primeiro Ministro, eu também quero

Venho por este meio propor a V.ª Ex.ª que, tendo em conta o massivo apoio que os portugueses prestaram à nossa Selecção durante o Mundial de Futebol, o Estado atribua um prémio de participação a todos estes cidadãos.

Considero que esta medida seria um justo reconhecimento da capacidade de mobilização dos portugueses, os quais contribuiram de forma significativa para a divulgação e prestígio do País, especialmente numa prova desportiva de tão elevado nível competitivo.

Face ao exposto, proponho a imediata isenção de IRS no ano de 2006 a todos os portugueses que tenham cumprido com pelo menos um dos seguintes requisitos:

- Colocação de Bandeira Nacional à janela;

- Presença no Estádio Nacional aquando da formação de "a mais bela bandeira do mundo", facto que inclusive deu direito à inclusão do nosso País nesse baluarte da cultura ocidental que é o Guinness Book of Records;

- Reacções do tipo "Ahhhh!....", "Nãããooooo!...", "F......!...", "Vai-te lixar, pá!", "Yes! Yes!", que reflectem uma enorme capacidade de entrega e de sofrimento durante todos os jogos, inclusive naqueles em que a gente levou valentes cabazadas (especialmente nesses);

- Saída para a rua no final de cada jogo em que a Selecção se consagrou vitoriosa, consumindo combustível e desgastando buzinas de automóvel, com especial referência a todos quantos conseguiram subir à estátua do Marquês de Pombal sem caírem de lá abaixo, isto em condições físicas particulamente difíceis, tendo em conta o teor alcoólico no sangue;

- Deslocação ao Aeroporto de Lisboa para receber em delírio todos os jogadores, ou em alternativa, paragem na 2.ª Circular para lhes dizer adeus e mandar beijos, e de um modo geral ao longo de todo o percurso.

- Deslocação ao Estádio Nacional para participar na festa que recebeu toda a comitiva, mais uma vez em condições excepcionalmente difíceis, face ao calor que se fazia sentir e à presença de Roberto Leal no Estádio para cantar o Hino Nacional.

Certa de que este pedido de isenção será atendido, e tendo em conta que toda a Selecção foi também obrigada a ouvir Roberto Leal a cantar o Hino Nacional depois de várias semanas de grande desgaste físico, aproveito esta oportunidade para manifestar o meu apoio ao pedido da Federação Portuguesa de Futebol, para que todos os jogadores da Selecção vejam os seus prémios de jogo do Mundial isentos de IRS. Tal como nós, eles também merecem.

Ao dispor de V.ª Ex.ª
Pede deferimento
Blimunda Sete Luas

quarta-feira, julho 05, 2006

Lost

É um vício desgraçado. Já comprei a primeira série e passei os últimos dias de férias a ver aquilo tudo outra vez.

Entretanto, acompanho sofregamente os episódios que vão passando na RTP, aos Domingos. E ontem não resisti. Fui ler os resumos todos até ao final da segunda série. :-)

Para os demais viciados, fica o link.

Entretanto, verifico o seguinte: a famosa série de números é 4-8-15-16-23-42.
O voo da Oceanic é o 815.
Foram 48, os sobreviventes na primeira série.
Somando o total de episódios da primeira série (25) e da segunda (23), dá um total de 48.
Quando se inicia a segunda série, passaram-se 48 dias na ilha.
A tecla tem que ser premida a cada 108 minutos*, ou seja, uma hora e 48 minutos.

E ainda:
Quantos são os sobreviventes na outra parte da ilha, no início da segunda série? 23, não é?O prémio para quem denunciasse a Kate, era de 23 mil dólares.
A Danielle Rousseau está na ilha há 16 anos.

... Acho que tenho que parar de pensar nisto... Não há dúvida que o ócio faz mal à cabeça das pessoas...

* PS: E se somarmos os números 4+8+15+16+23+42, o resultado é... 108!

sábado, julho 01, 2006

Apre!!!

Raios partam os Ingleses. Mas será possível que tenham sempre que ser uns bifes assim tão duros de roer? A sério, quando o jogo acabou estava completamente de rastos.

Ainda bem que eu não gosto de Futebol.