segunda-feira, outubro 09, 2006

Pescadinha de rabo na boca

A flora vaginal é naturalmente ácida. É neste ambiente que se desenvolvem os bacilos Doderlein, essenciais para combater infecções por bactérias e outras porcarias.

Quando se tem uma infecção por bactérias, é preciso tomar antibiótico. Os antibióticos enfraquecem o sistema imunitário.

Quando se toma antibiótico para eliminar as bactérias, o sistema imunitário enfraquece e o organismo fica mais sujeito a infecções por fungos, como a Candida Albicans.

Quando se combate a Candida, altera-se o PH vaginal, porque o fungo não sobrevive em ambiente alcalino.

Quando se eleva o PH vaginal, matam-se os bacilos Doderlein que combatem as infecções por bactérias. As bactérias dão-se bem com ambiente alcalino.

Quando se tem uma infecção por bactérias é preciso tomar antibiótico...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Fecha-se uma porta...

Depois de três épocas de natação completas que tanto bem me fizeram ao corpo e ao espírito, tenho mesmo que decretar uma interrupção dessa prática por período indeterminado.

Mas já que esperei 30 anos para começar a fazer exercício físico com regularidade, deixa cá ver se não perco de vista este bom hábito. Começo hoje com o ginásio. Ginástica localizada, Aeróbica e Step.

Vou um bocado contrariada. Mas o meu inconformismo empurra-me para a frente. E melhores dias virão. Espero.

PS após primeira aula: Habituada ao exercício dentro da piscina, senti-me literalmente um peixe fora de água. Mas estou entusiasmada. Suei que nem uma camela e vim coxa da perna esquerda, é verdade. Mas por outro lado, se eu levar isto direitinho, desconfio que é desta que eu perco os tais três quilos a mais. Se é que hoje em dia são só três, que eu nunca mais fui à balança. Porquê? Porque motivos para andar deprimida já eu tenho de sobra, não preciso de mais esse...

segunda-feira, outubro 02, 2006

Crise da Segunda-Feira

Custou-me tanto hoje. Ainda estava meio escuro, e eu levantar-me sem luz do dia é um sacrifício do catano. E pensar em começar outra semana de trabalho, o mesmo trabalho, com as mesmas pessoas e os mesmos problemas eternamente sem solução, acordaram hoje ainda mais pesados do que habitualmente. Tive que recorrer à imagem mental da grua, a vir do tecto até ao nível da cama, a elevar-me em peso até me por de pé, e depois lá me levantei. Mas custou-me tanto.

Há bocado no café, enquanto tomava o pequeno-almoço, vi um garoto de uns quatro anitos aos gritos e a chorar, uma fita de todo o tamanho. A mãe teve que pegar nele ao colo e levá-lo enquanto ele esbraçejava: "NÃO QUEEEEERO! NÃO QUEEEEERO IR PARA A ESCOOOOOLA HOOOOOJE!...".

Privilégio de criança, isto de se poder fazer uma fita. Com mais 30 anos em cima, não me posso dar àquele luxo. Mas estou totalmente solidária com ele. Dentro de mim existe hoje algo dentro de mim que está igualmente aos gritos e a chorar compulsivamente. Humpf...

segunda-feira, setembro 25, 2006

Cidália e Julieta

Lá no escritório ninguém gosta muito da Cidália. É um bocado burra, tem um corpo meio desconchavado e nunca diz nada que interesse aos outros à sua volta. Parece uma versão feminina do Mr. Bean. Anda sempre sozinha. As pessoas riem-se à socapa daquela figura que parece sempre deslocada na sua profissão, deslocada nas roupas que veste, deslocada nas coisas que diz quando tenta ser simpática, deslocada dentro de si mesma. Solteirona e encalhada, se ainda não tem os 40 já não falta muito de certeza. Olha-se-lhe para dentro dos olhos e não se vê nada, ninguém sabe que pessoa é, nem o que é que verdadeiramente pensa, se é que pensa alguma coisa.

A Julieta é uma das pessoas que não a grama nem à lei da bala. Não perde uma oportunidade para a reduzir à sua insignificância, de preferência puxando dos seus galões de profissional superior e do seu estatuto de mulher bem casada. No outro dia o sarcasmo roçou a crueldade, quando se referiu a um hipotético namorado, coisa que não consta que exista ou alguma vez tenha existido para a Cidália. Uma boca foleira ao género toma-lá-que-já-te-entalei, especialidade exclusiva de mulher para mulher.

A outra deu-lhe uma resposta já meio entaramelada pela timidez e respeito à hierarquia, rodou nos calcanhares e sentou-se a engolir a frustração virada para o ambiente de trabalho. É uma questão de tempo até que lhe passe pelas mãos um qualquer processo de grande importância para a Julieta, e nessa altura, alguma coisa irá desaparecer ou correr mal, por motivos que ninguém entenderá.

A anos-luz das frustrações desta insignificante Cidália (será que ainda é virgem, coitada), a bem sucedida Julieta encaminha-se para casa tarde a más horas. Não há pressas. Hoje, tal como na maior parte dos dias da semana, tem à sua espera uma casa em silêncio, só terá a companhia do marido lá para as tantas da manhã. Também ele é um homem muito bem sucedido e atarefado.

domingo, setembro 24, 2006

"Mas vocês acham que eu ando aqui a dormir?..."


Estou deliciada com a campanha pró-vandalismo do mupi publicitário da Delta que surgiu recentemente, e que conta com a participação daquele rapaz que se diz que é humorista, um tal de Bruno Marques, ou assim.

É o jogo do "mata-esfola" a uma escala global, e isso é giro. Que é como quem diz, ai vão vandalizar isto de qualquer das maneiras, então vamos lá a fazer um concurso a ver quem é que vandaliza melhor.

Num País que tantas vezes prima pelo cinzentismo, acho notável que uma empresa tenha suficiente poder de visão para vender o seu produto recorrendo ao humor. E ainda por cima, tem a inteligência de continuar a aproveitar meios alternativos de publicidade, patrocinando um prémio para o autor do melhor acto de vandalismo.

Está tudo muito bem explicadinho aqui na chafarica do xô Marques. E para ver os vandalismos todos (que já me fartei de rir hoje), façam favor de clicar. Mas não resisto a deixar um dos que mais gostei, com a devida vénia ao autor, Manual de Deus.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Parece anedota de loura mas não é

Certa rapariga foi a um restaurante chinês e apreciou o exotismo dos caracteres impressos nos pauzinhos da refeição.

Resolveu tatuar os ditos caracteres no pescoço. Ficou bem giro, deu-lhe um certo estilo e tal.

Quando chegou ao trabalho, tinha lá um colega de origem chinesa que traduziu aquilo para o pessoal.

Dizia "bom apetite".

sexta-feira, setembro 15, 2006

Literatura, palavras cruzadas e sudoku

Que o meu pai cultiva o hábito da leitura, já eu sei de há muitos anos. Palavras cruzadas, também foi sempre um passatempo preferido, tudo bem. Agora, sudoku? Ficámos de boca aberta, eu e a minha irmã. O sr. Manuel, do alto dos seus 75 anos, anda-me a fazer sudokus como se não houvesse amanhã.

"Ah e tal, os do Correio da Manhã e do Record faço com uma perna às costas. Os do 24 Horas são uma porcaria e desconfio que estão todos engatados. E os do Público são difíceis à brava, vejo-me à rasca para os fazer e muitas vezes não consigo..."

Meti a viola no saco. Sim, porque aqui esta cabeça loira que vos tecla está prontinha a varar a noite dissertando sobre questões profundas como o Existencialismo nos filósofos alemães, os dogmas e contradições da religião católica, a pintura Expressionista. Mas se me puserem daqueles quadradinhos com números à frente os meus neurónios começam a chocalhar todos uns contra os outros e o único pensamento que consigo formular é "sistem failure".

Sudoku. "Ah e tal, tenho um sistema para fazer aquilo...". E explicou como é o sistema. Não percebi patavina. Mas abençoado seja o exercício regular que ele faz ao próprio cérebro. Cheira-me que são anos ganhos de sanidade mental, e mais tempo para nós podermos desfrutar da sua companhia com boa saúde.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Ciganices

Cigana:
Venho aqui perguntar porque é que não tenho direito ao subsídio.

Funcionária Pública:
A senhora não tem direito porque o seu IRS de 2005 tem um rendimento de 15.000 €...

Cigana:
15.000 €?!?!?! Com a vida desgraçada que eu levo?... Isso não pode ser!...
Esse IRS não é meu.
Esse IRS é meu mas o contabilista enganou-se, a culpa é dele.
Dê-me uma cópia disso, não sei do original do IRS.
Roubaram-me o original quando me assaltaram o carro, partiram-me o carro todo.

E a Funcionária Pública vê-a todos os dias a almoçar no café com as quatro filhas...

terça-feira, setembro 12, 2006

Olha! Baixou a gasolina outra vez

Mas eu hoje em dia já desconfio muito destas baixas de preço.

Cá para mim, os gajos estão só a recuar para tomarem balanço.

terça-feira, setembro 05, 2006

O meu nome é Albicans. Candida Albicans.

E tem licença para me atormentar. Ando há sete meses a lutar contra uma inflamação vaginal provocada por este fungo e estou cada vez mais desesperada. Nada resolve o problema. Já tenho que puxar muito pela cabeça para me recordar de todos os tratamentos que já fiz, de todas as substâncias que já ingeri ou apliquei, tudo o que consigo após cada tratamento são alguns dias, desta última vez então, apenas algumas horas de alívio até a inflamação voltar, sempre com mais força.

A minha esperança era que, quando me sentasse para escrever sobre este problema fosse uma coisa do género, aconteceu-me isto, resolvi desta maneira assim, assim. Um pouco até para ajudar uma desgraçada qualquer que, tal como eu, ande a circular pela internet à procura de alguma resposta que ainda ninguém deu, alguma substância activa que ainda não se experimentou, qualquer coisa, que eu por mim falo, se por esta altura me garantirem que para resolver o problema o melhor é saltar de um sítio qualquer alto, eu vou direitinha à Ponte 25 de Abril, atiro-me e nem discuto.

Mas não. Não tenho solução para apresentar. Antes agradeço qualquer contributo que surja de quem já tenha passado pelo mesmo ou saiba do que é que eu estou a falar. Porque eu já não sei o que hei-de fazer mais.

Os primeiros sintomas surgiram em finais de Janeiro. Comichão, ardor, não me espantou por aí além, eu fazia natação três vezes por semana (fazia, porque entretanto já abandonei) e as mulheres têm a chamada porta aberta para o mundo. Nestas circunstâncias, uma inflamação por Cândida é coisa corriqueira. Fui ao meu médico que me mandou aplicar o “Gyno-Pevaril” (Nitrato de Econazol). Não passou. Voltei lá, para ouvir o primeiro disparate de todo este processo. E ainda me custa mais, vindo de um médico que já me conhece há anos, e que até costuma ser tão cauteloso nos diagnósticos. Enfim. Que não havia nenhum fungo. Que o que eu tinha provavelmente era alguma ferida, provocada por uma incompatibilidade anatómica entre mim e o meu parceiro(?!). Mandou-me aplicar um outro creme, desta vez o “Travocort” (Nitrato de Isoconazol + Valerianato de Diflucortolona).

No início de Março, já a dizer mal da minha vida, virei-me para o ginecologista. Ao princípio a coisa parecia bem encaminhada. De acordo com a observação, o meu mal era Thricomonas, independentemente da existência do fungo. Lá fui eu recambiada, com comprimidos “Flagentyl” (Secnidazol) para tomar, eu e o meu parceiro, e mais 10 dias a aplicar óvulos “Flagyl”, com a mesma substância activa. Nesta altura entraram as alergias ao barulho, e já não consegui concluir o tratamento. A alergia aos óvulos foi de tal maneira que o simples facto de me limpar com papel higiénico deixava-me a amarinhar pelas paredes com comichão e ardor. Fui ter com o ginecologista de urgência que me passou para o creme “Gino-Canesten” (Clotrimazol). Melhorei. No fim deste tratamento fui fazer um exsudado vaginal pela primeira vez, e para mal dos meus pecados, cedo demais. Assim, quando me cheguei ao senhor doutor com uma análise negativa, mas a dizer-lhe que continuava a não me sentir bem, ele preferiu acreditar na análise e não em mim. Veio a segunda dose de disparates. Que eu precisava de me descontrair. Não foi por estas palavras, mas no fundo o que me foi transmitido é que o problema já não estava na vagina, mas sim na cabeça. E eu, estúpida, deixei-me convencer daquilo. Fui para casa esperar pelo resultado da citologia, tentando convencer-me que os sintomas eram todos psicológicos.

Em Abril voltei ao mesmo médico, porque me sentia cada vez pior. Fui lá perder o meu tempo e o dele. Que eu não me podia andar a lavar com anti-sépticos. Que era por isso que eu não melhorava. Areje, não se lave muito, descontraia-se, adeus e um queijo. Em Maio passei para outro ginecologista, nesta altura já totalmente deprimida. Na observação estava tudo bem, não havia motivos para. Fiquei de lhe levar o resultado da citologia, que tardava. Fui lá na semana seguinte, com mais outro resultado negativo. Palavra de honra que eu nunca imaginei receber resultados de análises que diziam estar tudo bem, e ficar desesperada a chorar agarrada aos papéis. As análises diziam uma coisa mas eu sentia outra totalmente diferente.

Acabei a repetir o esxudado por minha própria conta. E já armada em médica de mim mesma, enquanto esperava pelo resultado, comprei uma embalagem de “Sporanox” (Itraconazol), e só no primeiro dia tomei 400 mg. A seguir, 100 mg por dia, durante cinco dias. Enfim, mal não fez, mas também não resolveu.

Parei com a pílula e abandonei definitivamente a piscina (também, as vezes que lá consegui ir nos meses anteriores contaram-se pelos dedos). Em finais de Maio mudei para uma ginecologista que pelo menos tem a virtude de partilhar a minha frustração perante os insucessos. Levei-lhe uma análise positiva para Candida Albicans. Vim de lá cheia de esperança que desta vez é que era. Anti-inflamatório “Maxilaze” (Alfa-Amilase) + anti-alérgico “Xyzal” (Cloridrato de levocetirizina) durante 10 dias, seguidos de 12 dias a aplicar óvulos “Dafnegil” (Nifuratel + Nistatina). Ao mesmo tempo, uma droga nova para fazer as vezes de vacina. “Baciginal Oral”, um suplemento alimentar com probióticos, ainda pouco conhecido, e que ao fim de 12 dias me deixou cheia de urticária. Era suposto tomar aquilo 45 dias seguidos. Deixei de os tomar, terminei o resto do tratamento e tudo até levava a crer que estava resolvido, finalmente.

Tive descanso durante 10 dias. Quando fui repetir a análise já ia com a certeza do que é que me esperava. Lá voltou o resultado positivo para Candida, e a uma pesquisa por Chlamydia e por Mycoplasma, veio o resultado negativo para a primeira (alívio), mas positivo para o segundo, com um bicharoco chamado “Ureaplasma urealyticum”.

A última consulta foi em Agosto. Com a médica a dizer que já não sabe o que me há-de fazer. Tomei antibiótico “Vibramicina” (Doxicilina) para ver se mato o Mycoplasma, e tomei o “Rapamic” (Cetoconazol) durante 11 dias. A seguir reforcei com mais 12 dias de “Dafnegil”. Bastou tomar um comprimido de cada para a alergia se manifestar outra vez. Felizmente consegui controlá-la, mas só recorrendo a mais medicamento, desta feita “Atarax” (Hidroxizina). Terminei no Sábado passado, e desta vez nem tive direito a descanso. Os sintomas nunca chegaram a desaparecer totalmente, e foi uma questão de horas até se afirmarem definitivamente, a uma velocidade que eu considero ao mesmo tempo assustadora e impressionante.

Já na base do desespero vou dobrar a dose diária de “Rapamic” e engolir mais uns tantos comprimidos nos próximos dias. Anti-inflamatório “Nimed” (Nimesulida), porque não, já agora marcha também. Nesta altura já estou a rezar para não acordar amanhã de manhã cheia de manchas pelo corpo todo, mas desconfio que é o que tenho mais certo. Dizem que aplicar iogurte natural às vezes ajuda, vou experimentar isso também. E depois lá tenho eu que esperar 15 dias para repetir a análise, agora com um teste de resistência aos antifúngicos, para ver se ando a tomar alguma coisa que em vez de matar, esteja a dar de comer à bicha.

Entretanto vou virar-me também para o alergologista, porque sei lá, às tantas ando a comer alguma coisa à qual sou alérgica, e não tenho dúvidas que por esta altura o meu sistema imunitário está a precisar de uma ajuda qualquer.

O que é que falta? Qual é a análise, qual é a droga, produto químico, natural ou assim, assim, seja o que for, eu estou disposta a tudo. Haverá algum médico que saiba mais do que estes que eu tenho visitado, e tenha na manga algum tratamento eficaz para me devolver a uma vida normal? Aquela vida normal que eu passei tantos, demasiados anos sem ter, e que agora teria, não fosse isto.

O pior de tudo é pensar na possibilidade que mais me atormenta, a de que se calhar não há nada a fazer, e que a minha vida não vai passar disto. Sei que estes pensamentos negativos não me ajudam em nada. Mas a verdade é que, se há dias em que vou buscar forças não sei onde, optimismo não sei a quê, e a coisa leva-se, outros há em que já não me sinto capaz de nada. Só de me estender ali no sofá, fechar os olhos e deixar-me dormir.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Caramba

Por inspiração doutro amigo, aqui fica a letra completa, porque não há dúvida que o Sérgio Godinho é tão bom, tão bom, mas tão bom, que o melhor mesmo é fazer a vénia e ficar calada:

"Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dor

E já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor

E já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando for desesperar

Já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
Caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba

(Refrão)

Ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar

Mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar

E já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear

(Refrão)

Ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar

E já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar

E já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu"

E já agora um beijo grande para outro Pedro, que hoje precisa de toda a música deste mundo. Andamos todos na corda bamba, meu amigo.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Pequenos prazeres de Verão

Sair pela manhã sem pressas e encontrar a rua em silêncio.

Ter os chefes todos de férias, o que permite desenvolver imenso trabalho.

Ver o "CSI" (o original. Há outros?...) no AXN todos os dias às 18h30.

Assistir à chegada de todos os colegas que andaram de férias em Agosto, e ir de férias logo a seguir.

sábado, agosto 26, 2006

Penso eu de que

Qual Belenenses, qual Gil Vicente, qual Leixões. Quanto a mim, a melhor maneira de resolver estas questões futeboleiras é chamar o último classificado da 2.ª Divisão para a 1.ª Divisão. Nem sei qual é o clube, mas esse é que devia ocupar o lugar. Os outros ficavam a discutir uns com os outros no degrau de baixo.

Ou isto, ou irem os dirigentes desportivos em questão governarem-se todos com o salário mínimo nacional durante a próxima época.

terça-feira, agosto 22, 2006

O poder de Deus

Hoje de manhã passei por um cartaz com marketing religioso interessante:

"De mal a pior
Vá a uma Igreja Maná"

Achei honesto. Ou seja, a malta que já anda mal, vai à Igreja Maná para se por pior.

sexta-feira, agosto 18, 2006

E porque os dias 17 trazem sempre qualquer coisa...

Ontem, estando a minha casa à venda há mais de um ano, ficou agendada pela primeiríssima vez a visita de um potencial interessado.

É agora, às 17h30.

quinta-feira, agosto 17, 2006

A cor do dinheiro

Para mim é sempre cor de burro quando foge. Isto porque normalmente, mal olho para ele, já ele vai a fugir para um lado qualquer.

E sinceramente, as minhas ambições em matéria de dinheiro são do mais básico que pode haver. Não sinto falta de grandes fortunas, que devem dar um trabalhão a gerir. O que eu gostava mesmo (mas mesmo, mesmo!), era de não precisar de contar tostões.

Por um lado, há a noção de que poupar é importante. Por outro, há em mim um espírito consumista desenfreado que tenho que andar constantemente a vigiar, mas que também tenho que libertar de vez em quando, para não viver por aí cheia de frustrações e deprimida. Depois, há as preocupações com o futuro, a necessidade que ultimamente tenho (infelizmente) de deixar quantidades obscenas de dinheiro em consultórios médicos e na farmácia (um dia destes falarei disto). E ainda as coisas que legitimamente preciso de comprar, e onde terei que gastar dinheiro mais tarde ou mais cedo.

Ora, isto é muita coisa para uns certos 50 euros que me vieram parar ao bolso este mês. O meu lado precavido diz-me para os deixar sossegadinhos, que se eu andasse a poupar 50 euros todos os meses desde o início do ano, por esta altura já tinha 400 euros guardados. Mas nisto vem o meu lado consumista aos gritos, a lembrar que há uma camisola LINDA, com uma cor FANTÁSTICA na nova colecção da Lanidor, que AINDA DESAPARECE se eu não for a correr buscá-la.

Outra voz mais pragmática, ecoa em mim com relatórios pormenorizados das centenas de euros já gastos no dito problema de saúde, sem perspectivas de quando irá terminar esta nova despesa fixa que apareceu na minha vida. E uma outra diz-me que tenho uns sapatos capazes de irem para o lixo, de moldes que se é para gastar, que seja numa coisa que realmente me faz falta, tipo uns sapatos novos, e além disso ainda estão uns diazitos de férias programados lá para Setembro...

Tudo o que eu queria era ter podido comprar a camisola no instante em que a vi, os sapatos no dia seguinte, ter uma reserva de dinheiro confortável para fazer face a despesas inesperadas, tais como problemas de saúde ou outra coisa qualquer, e ir de férias quando me apeteça sem estar para me ralar muito com o assunto.

Assim como assim, o mais certo é andar aqui a fazer ginástica com os ditos 50 euros, a ver se eles chegam para os almoços e os cafés, e rezar para que venha depressa o ordenado de Agosto.

Vidas!...

PS: Aceitam-se propostas. O que fazer aos 50 €?
a) Guardá-los muito bem guardadinhos
b) Derretê-los em roupa
c) Derretê-los em sapatos
d) Guardá-los para derreter nas férias
e) Guardá-los para derreter na farmácia

domingo, agosto 13, 2006

Finalmente, subi na vida!

A chefe maior lá da minha xafarica, ou melhor dizendo, a que detém maior grau de autoridade (não lhe chamaria propriamente maior), foi de férias. A que está abaixo dela ainda está de férias amanhã.

A minha chefe está de férias, assim como quase todo o pessoal à minha volta. A encarregada da limpeza também está de férias.

Andava por lá uma mosca, um bocado maçadora, que já há uns tempos que não a vejo, vai na volta resolveu ir de férias.

Talvez porque não está lá quase ninguém. Ou então não. Amanhã sou Directora de Departamento!!

terça-feira, agosto 08, 2006

Carta aberta ao meu ferro de engomar

É só para te dizer que me estou a borrifar. Podes continuar com as tuas censuras veladas aí no fundo do roupeiro onde te encontras, tu que tens a mania que és dono de todas as virtudes no mundo dos algodões e dos sintéticos. Sei muito bem que passas os dias a destilar veneno a meu respeito, juntamente com o secador do cabelo, que vive duas prateleiras acima de ti. Também olha quem é que escolheste para me cortar na casaca, um aparelho que só veio parar cá a casa por oferta, e foi usado uma única vez, com resultados nada satisfatórios. Ele percebeu logo que eu não tinha mãos para manusear tal maquinaria, e o meu cabelo pensou o mesmo. Andamos a evitar-nos desde então.

Portanto juntem-se os dois à vontade, quero cá bem saber. De cada vez que apanho mais uma máquina de roupa e a ponho no cesto para passar, sinto nas costas esse teu olhar de freira virgem ressabiada a desprezar-me por ser tão desleixada. Pois então ficas sabendo, mais vale desleixada que porca, se a roupa está por passar é sinal que está lavada. Toma lá e vai-te curar.

E já sei que vais continuar a queixares-te da tua má sorte, por teres vindo parar a uma casa tão desgovernada como a minha. Com lamúrias dessas posso eu bem. Conforma-te por uma vez. Se for preciso deitar-me em lençóis amarrotados, deito-me. Se tiver que vestir roupa engelhada, que assim seja. Se for preciso rebuscar até ao mais fundo do cesto à procura de umas cuecas e soutien lavados, fá-lo-ei sem hesitações.

O cesto já leva com três máquinas de roupa em cima. Até podem vir mais três, mais seis, uma coisa tens tu certa: enquanto durar este filho da puta deste calor não passas nem um napron!!...

Passarola Voadora

A autêntica. Que pelos vistos nunca voou. E como poderia? Faltaram-lhe as vontades dos homens e a força de uma mulher que visse onde ir buscá-las.

domingo, agosto 06, 2006

No worries

Passear, mesmo debaixo de muito calor. Conversar. Rir. Bowling. Praia.

Já não me lembrava do hilariante que é jogar ao Uno, grande vício dos meus tempos de escola secundária.

Arranjei uma dor de garganta, mas se calhar foi do esforço do fim-de-semana. Ai deixa-me encostar um bocado ali no sofá, e pôr uma musiquita a tocar, que devo estar a precisar muito de repouso...

"(I just know your life's gonna change)
(Gonna get a little better)
(Moving on the darkest day)
(I just know your life's gonna change)
(Gonna get a little further)
(Right up until the feeling fades)
So, is this how it goes,
Think you've come this far,
and then it'll show,
but that aint so, oh no,
you don't see where you are,
and if you don't wanna look back
you'll never know,
cuz you think that you've been here
just treading water
waiting in the wings for the show to begin
but i always see you searching
and you try that bit harder
getting closer, oh yeah
to the life you're imagining
(I just know your life's gonna change)
maybe not today, maybe not today,
but some day soon you'll be alright,
(I just know your life's gonna change)
turn the other way, turn the other way,
feels like luck is on your side,
(Just wanna live)
no worries, no worries,
(Don't wanna die)
no worries, no worries,
sing for me, sing for me,
we all need somebody,
(yeah you can sink)
no worries, no worries,
(or you can swim)
no worries, no worries,
sing for me, sing for me,
we all need somebody,
So, baby keep drifiting on
getting there aint just selfless wasted time
seek and find, yeah
you're not that far from
what you hoped and wished for
all along,
cuz you think that you've been there,
just treading water
waiting in the wings for the show to begin
but i always see you searching
and you try that bit harder
getting closer, oh yeah
to the life you're imagining
I just know your life's gonna change
sing for me, sing for me,
we all need somebody..."

SIMON WEBBE
No Worries

domingo, julho 30, 2006

Porque é que?...

... As mulheres, genericamente, acham todas que têm o rabo grande, mas quando se chateiam com outras mulheres, as ditas têm SEMPRE um rabo escanzelado?

Tenho andado a pensar nisto, Pedro, não me esqueci! E de moldes que concluo o seguinte:

É um facto que mulher nenhuma neste mundo está ou estará, algum dia, satisfeita com o corpinho com que nasceu. É uma coisa genética. O rabo há-de ser sempre damasiado grande ou demasiado pequeno, queria ser mais alta, queria ser mais magra, o peito é grande de mais, pequeno demais, está descaído, pele muito seca, pele oleosa cheia de pontos negros, o cabelo, meu Deus, o cabelo!, porque é que é tão liso e colado à cabeça, porque é que encaracola e não se consegue pentear, quem me dera ser loura, os joelhos, as unhas das mãos, as unhas dos pés, a sobrancelha do olho esquerdo que fica em 5.º lugar a contar da direita e que NUNCA fica ao mesmo nível das outras.

Mas não concordo contigo. Nem todas as mulheres com quem eu me chateio me deixam a impressão de que têm o rabo escanzelado. Algumas têm um cu do tamanho de uma bomba de hidrogénio, e isso não quer dizer que eu tenha embirrado menos com elas. Depende.

Agora, admito. Também eu me incluo nessa generalidade de mulheres que acham o seu próprio rabo demasiado grande. Assim como também acho que outras coisas em mim são demasiado grandes, apesar de diversas opiniões em contrário. Só há uma coisa que eu nunca acho grande: o cabelo. O meu cabelo está sempre curto. Mesmo que me bata nas costas, abaixo da linha do soutien. Aliás, eu julgo que sofro de um distúrbio psicológico de média gravidade (entre outros, de elevada gravidade), que denomino por "anorexia capilar", que é parecido com a anorexia tradicional, mas com sintomas ao contrário, no que ao cabelo diz respeito. Não sei se me fiz entender... Provavelmente não.

O que acho verdadeiramente é que toda a mulher, quando confrontada com outra mulher, tem sempre como ponto de partida um nível de embirranço elevado. Se não for pelo rabo há-de ser por outra coisa qualquer das mencionadas acima. Porque é que isto é assim? Não sei. Mas é como as cobras quando mordem, não é por mal, é a nossa natureza que é assim...

Mas que a tipa tinha um cu escanzelado, tinha sim senhor. E um peitinho que mais parecia uma tábua de engomar, coitadita. Até te digo mais, alguém lhe devia dizer que em cima daqueles sapatos, JAMAIS ela conseguirá andar direita, e se calhar é por isso que o cérebro não é irrigado como deve ser.

Blimunda dixit, se o homem é o lobo do homem, a mulher é a cabra da mulher.

quinta-feira, julho 27, 2006

"A Woman's Right to Shoes"

Passou este fim-de-semana este episódio de "O Sexo e a Cidade". É muito interessante, porque de certa forma expõe algumas das clivagens que sempre acabam por surgir quando as pessoas assumem diferentes opções de vida.

Carrie vai a uma festa de uma amiga, que celebra o nascimento do seu terceiro filho. Por causa das crianças, pede às pessoas para se descalçarem na entrada, coisa que todos cumprem. E no final da noite, alguém acaba por levar, "por engano", as sandálias "Manolo" da Carrie, que por sinal lhe custaram a módica quantia de 485 dólares.

Os problemas começam quando Carrie começa a tentar ser compensada do seu prejuízo. Visita a dona da casa e telefona várias vezes, que faz sempre um ar complacente, de quem tem coisas muito mais importantes em que pensar do que em sapatos. Insinua mesmo que Carrie leva uma vida sem sentido nem objectivos, uma realidade muito distante da sua, que tem filhos para criar, e embora se ofereça inicialmente para lhe pagar o prejuízo, chega à conclusão que não tem que pagar por opções de vida tão extravagantes quanto as da Carrie.

Carrie vai para casa fazer contas ao seu extravagante estilo de vida. Convicta de que mesmo sem filhos para criar, a sua vida continua a fazer sentido à mesma. Chega à conclusão que, para celebrar as opções de vida da amiga, contribuiu com 2.300 dólares em prendas de casamento, e de nascimento para cada um dos filhos do casal!

E diz uma coisa que realmente é muito verdadeira. A nossa sociedade não prevê que qualquer pessoa solteira, a partir da formatura, tenha ocasiões de celebração do que quer que seja. Celebram-se os casamentos, os nascimentos, alguns divórcios, hoje em dia, mas se a opção é seguir um projecto de vida a solo... pelos vistos não há motivo para celebrar.

A personagem principal de "O Sexo e a Cidade" resolve o problema com uma aviso formal de que vai casar-se... consigo própria! E avisa a tal da amiga que, para celebrar o evento, abriu uma lista de casamento na sapataria "Manolo", lista essa que tem um único item: as sandálias que são suas, de pleno direito.

A culpa também é nossa, das pessoas solteiras, quero eu dizer, que esta falta de celebração aconteça. Afinal, remamos contra a maré ao tomar diferentes opções de vida, mas a verdade é que nos guiamos pela mesma cartilha social. Também nos vemos com o mesmo olhar dos outros, ao olharem para nós.

E no entanto é um grande, grande desafio, levar avante um projecto de vida a solo, e sem dúvida que faz tanto sentido quanto outro qualquer. Merece ser celebrado, claro que sim. Até porque é difícil, não é para toda a gente. Que eu por mim falo. Há dias em que tenho mesmo que dizer de mim para comim, xiça, não é mesmo nada fácil viver comigo!...

sexta-feira, julho 21, 2006

Fw: Provérbios para gente culta

Se calhar só são novidade para mim, mas não resisto a difundir um Fw: que recebi hoje.

É à conta de recebermos estas coisas que ganhamos motivação para trabalhar. E sinto, dentro de mim, que tenho capacidade ainda para receber muito mais!!

Então aqui vai:

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

Tem o monarca no baixo ventre.
(Tem o rei na barriga)

Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)

terça-feira, julho 18, 2006

A minha vida dava um filme indiano, ou, de cada vez que levo o carro à oficina, é isto

Que ontem foi dia 17, e isso era a primeira coisa em que eu devia ter pensado antes de marcar a inspecção do carro para este dia.

Sete e meia, vamos a isto que é uma pressa, quanto mais depressa lá chegar mais depressa me despacho, e o raio da oficina ainda é longe.

Chego. Aviso a todas as mulheres com carros para levar à oficina este mês e no próximo, altura MUITO MÁ porque os tipos que costumam lá estar foram todos de férias e portanto correm sérios riscos de serem atendidas por... outra mulher. Foi o que me aconteceu.

Portantos, às oito e meia da manhã, uma bela rapariga muito senhora do seu Volskwagen Golf compareceu à hora marcada na oficina da marca, para fazer a inspecção, e já agora, da última vez que cá estive ficou a faltar colocar uma peça, era para aproveitar a viagem e tratar disso também, se faz favor.

Qual peça, perguntou-me a rapariga, que tinha voltado nesse dia de férias e deve perceber tanto de carros como eu. Ao que eu respondo, letra por letra o que o outro moço me tinha dito há uns meses atrás (e que está de férias), que eu nisto sou muito cuidadosa e até aponto as coisas que eles me dizem e tudo para repetir tudo certinho, a ver se corre tudo bem. Nunca corre, claro. Ah e tal, é para colocar uma protecção lateral do motor. Uma protecção lat... Então, mas e essa peça foi requisitada, perguntou-me a mocita. Pois eu disso já não sei, o seu colega disse-me só que quando cá voltasse se punha a peça, uma protecção do motor, pergunta ela, sim, respondo eu, mas que tipo de protecção é, não sabe, pois claro que não sei, respondo eu, então e de que lado é que está a faltar, pois também não faço ideia, e a referência da peça, sabe, pois o que é quer que eu lhe diga...

Nisto passa um homem em fato de macaco com todo o ar de ser mecânico, abençoado seja. Isto pensei eu e pensou ela, claro. Ó coiso e tal, esta senhora diz que precisa de colocar uma protecção no motor, ao que ele disse com toda a calma, sim senhor, uma protecção lateral do motor, e penso eu, finalmente apareceu alguém que sabe o que raio é isso. Só que temos um problemazinho (lá tinha que ser), a peça não há cá, tem que se encomendar, de moldes que vamos tratar disso e a senhora terá que cá voltar.

Sim senhor, digo eu, então mas nesse caso vamos em frente com a inspecção, que isso da peça depois logo se vê. Com certeza minha senhora, uma vez ultrapassado o problema da peça a rapariga estava de novo senhora do seu trabalhito, vamos lá a tratar das coisas, pronto já está, então agora é só esperar um bocadinho, disse-me ela com total segurança. Eram nove horas, por sinal a minha hora de entrar ao trabalho, com tolerância até às nove e meia a coisa ainda dá, pelos vistos isto está rápido e assim escuso de andar para trás e para a frente, levo já o carro, alegria. Confiei. Esperei.

Dez e dez. Ah e tal, isto hoje parece que está lá muita gente, só lhe levámos o carro agora e nem temos a certeza se fica pronto de manhã, que ainda estão muitos carros à frente do seu. Aí já pus a minha cara de chateada. E digo eu, já me podiam ter dito isso às nove da manhã, mas o tom de voz foi mais, vai mas é à merda com o raio da conversa, então deixas-me aqui à seca mais de uma hora e agora dizes-me uma coisa dessas com esse ar desconchavado? Tivesse eu aqui à mão uma protecção lateral de motor, seja lá o que isso for, e enfiava-to mas era por esse cu escanzelado acima, sua cabra. Ela deve ter percebido o sub-texto. Quando disse que precisava de me ir embora imediatamente, ofereceram-se logo para me emprestarem um carro. Digo eu, venha ele já, que a esta hora já devia era estar a trabalhar. E lá fui eu a correr para o trabalho.

Meio da tarde, telefonema, xôra dona Blimunda o seu carro está pronto, fechamos às seis. Cinco e meia, aqui vou eu a correr direita ao carro emprestado, já atrasada para ir buscar o meu carro à oficina, que fica assim mais ou menos nos confins do mundo. E vou dar com ele, o carro emprestado, placidamente à minha espera. Com um pneu furado.

O meu carro passou na inspecção. O senhor que mo trouxe ficou junto ao outro a trocar o pneu. Foi ele, verdadeiramente, a única vítima inocente de mais um dos meus típicos dias 17...

domingo, julho 16, 2006

É calor a mais (II)

Muito cumpridoras das recomendações médicas, metemos as toalhas nos sacos, e decidimos ir para a praia cedo. Bastante cedo, aliás. Pensámos, ah e tal, chegamos aí às 08h30 à praia, voltamos por volta das 11h30, tá-se bem.

E pronto, aqui vou eu para a Costa, cheia de pica. 25 quilómetros andados e parámos. Não pode ser fila, ainda é cedíssimo, a nossa especialidade é levantarmo-nos com as galinhas e chegar à praia antes mesmo dela abrir. Acidente, só pode ser.

Não era. Era fila para a Costa. Quando começámos a fazer contas, concluímos que o tempo que iríamos levar a chegar à praia, encontrar estacionamento, e abancar, seriam aí umas... 11h30. Ou seja, horas de vir embora.

E foi isso que fizemos. Viemos embora.

sábado, julho 15, 2006

É calor a mais

Aqui estou eu. Tudo fechado em casa e às escuras, mas o sol vai bater em cheio na cozinha e na varanda até aí às 20h15. Ventoinha a funcionar na sala, outra no quarto. Cueca e soutien, não se aguenta mais nada em cima da pele.

Era suposto limpar a cozinha no fim-de-semana. E também há roupa para lavar que até não implica assim tanto esforço, mas mesmo assim, ainda nem me cheguei lá ao pé. Enquanto estiver por lavar não se estende, não seca, e não tem que se passar a ferro.

De resto é esperar escondida, no que tenho de mais parecido com uma toca, que este tempo horrível se vá embora. Palavra de honra que não percebo as pessoas que gostam de calor. Para mim, de 30 a 35 graus de máxima já é desagradável. Quando ultrapassa isso, é uma calamidade.

sexta-feira, julho 14, 2006

Não gosto

De fazer telefonemas de enfiada, para um monte de sítios diferentes, sempre a dizer a mesma coisa.

É chatinho.

quinta-feira, julho 13, 2006

Favas com chouriço

Quem mais?

PS: Por acaso, não gosto de favas. Agora, se em vez de favas forem ervilhas, com o chouriço sim senhor e uns ovos escalfados, aí sim!...

terça-feira, julho 11, 2006

Senhor Primeiro Ministro, eu também quero

Venho por este meio propor a V.ª Ex.ª que, tendo em conta o massivo apoio que os portugueses prestaram à nossa Selecção durante o Mundial de Futebol, o Estado atribua um prémio de participação a todos estes cidadãos.

Considero que esta medida seria um justo reconhecimento da capacidade de mobilização dos portugueses, os quais contribuiram de forma significativa para a divulgação e prestígio do País, especialmente numa prova desportiva de tão elevado nível competitivo.

Face ao exposto, proponho a imediata isenção de IRS no ano de 2006 a todos os portugueses que tenham cumprido com pelo menos um dos seguintes requisitos:

- Colocação de Bandeira Nacional à janela;

- Presença no Estádio Nacional aquando da formação de "a mais bela bandeira do mundo", facto que inclusive deu direito à inclusão do nosso País nesse baluarte da cultura ocidental que é o Guinness Book of Records;

- Reacções do tipo "Ahhhh!....", "Nãããooooo!...", "F......!...", "Vai-te lixar, pá!", "Yes! Yes!", que reflectem uma enorme capacidade de entrega e de sofrimento durante todos os jogos, inclusive naqueles em que a gente levou valentes cabazadas (especialmente nesses);

- Saída para a rua no final de cada jogo em que a Selecção se consagrou vitoriosa, consumindo combustível e desgastando buzinas de automóvel, com especial referência a todos quantos conseguiram subir à estátua do Marquês de Pombal sem caírem de lá abaixo, isto em condições físicas particulamente difíceis, tendo em conta o teor alcoólico no sangue;

- Deslocação ao Aeroporto de Lisboa para receber em delírio todos os jogadores, ou em alternativa, paragem na 2.ª Circular para lhes dizer adeus e mandar beijos, e de um modo geral ao longo de todo o percurso.

- Deslocação ao Estádio Nacional para participar na festa que recebeu toda a comitiva, mais uma vez em condições excepcionalmente difíceis, face ao calor que se fazia sentir e à presença de Roberto Leal no Estádio para cantar o Hino Nacional.

Certa de que este pedido de isenção será atendido, e tendo em conta que toda a Selecção foi também obrigada a ouvir Roberto Leal a cantar o Hino Nacional depois de várias semanas de grande desgaste físico, aproveito esta oportunidade para manifestar o meu apoio ao pedido da Federação Portuguesa de Futebol, para que todos os jogadores da Selecção vejam os seus prémios de jogo do Mundial isentos de IRS. Tal como nós, eles também merecem.

Ao dispor de V.ª Ex.ª
Pede deferimento
Blimunda Sete Luas

quarta-feira, julho 05, 2006

Lost

É um vício desgraçado. Já comprei a primeira série e passei os últimos dias de férias a ver aquilo tudo outra vez.

Entretanto, acompanho sofregamente os episódios que vão passando na RTP, aos Domingos. E ontem não resisti. Fui ler os resumos todos até ao final da segunda série. :-)

Para os demais viciados, fica o link.

Entretanto, verifico o seguinte: a famosa série de números é 4-8-15-16-23-42.
O voo da Oceanic é o 815.
Foram 48, os sobreviventes na primeira série.
Somando o total de episódios da primeira série (25) e da segunda (23), dá um total de 48.
Quando se inicia a segunda série, passaram-se 48 dias na ilha.
A tecla tem que ser premida a cada 108 minutos*, ou seja, uma hora e 48 minutos.

E ainda:
Quantos são os sobreviventes na outra parte da ilha, no início da segunda série? 23, não é?O prémio para quem denunciasse a Kate, era de 23 mil dólares.
A Danielle Rousseau está na ilha há 16 anos.

... Acho que tenho que parar de pensar nisto... Não há dúvida que o ócio faz mal à cabeça das pessoas...

* PS: E se somarmos os números 4+8+15+16+23+42, o resultado é... 108!

sábado, julho 01, 2006

Apre!!!

Raios partam os Ingleses. Mas será possível que tenham sempre que ser uns bifes assim tão duros de roer? A sério, quando o jogo acabou estava completamente de rastos.

Ainda bem que eu não gosto de Futebol.

quinta-feira, junho 29, 2006

Apercebi-me agora

Que esta choça já fez um ano de existência.

Devo reconhecer que me espanta um bocado hoje em dia, olhar ali para o contador do lado direito e ver quantos?... 12.381?... Eh pá, muito e muito obrigada. A sério. Sejam bem vindos.

quarta-feira, junho 28, 2006

Regresso a casa

É muito bom ir. E estar por lá. Sentir os dias a passar a cem à hora, tão depressa cá chegámos, já está na hora de ir embora. É mesmo assim, e talvez por isso, por serem poucos, os dias se tornem ainda mais preciosos.

Mas a minha casa. Abrir a porta e sentir o meu próprio cheiro no ar. A luz dourada que sempre aparece ao meio da tarde, quando bate o sol nas janelas da frente. Sentar-me no meu sofá para abrir a correspondência. Tenho a cama feita de lavado. Hum...

sábado, junho 17, 2006

Há algum médico na sala?...

Se há, poderá por favor dizer-me o que é que estes medicamentos têm em comum, para além do facto de eu ser alérgica a eles todos?
  • Betadine
  • Clavamox
  • Flagyl
  • Baciginal Oral
Ando cá desconfiada do Estearato de Magnésio. Mas por outro lado, essa substância está presente no Atarax e no Xyzal, anti-alérgicos que se tornaram nos meus amiguinhos de todos os dias, para ver se eu, em vez de morrer das doenças, não morro das curas.

A quem deslindar o mistério, darei de bom grado um prémio de valor considerável, nomeadamente um rebobinador de cassetes VHS que assim escusava de ficar à espera da próxima quermesse, e uma centrifugadora Moulinex que faz uns sumos maravilhosos, pelo menos da última vez que foi ligada, há coisa de dez anos atrás, funcionou que foi uma maravilha!...

segunda-feira, junho 12, 2006

Haverá vida para além do Mundial?

Acho que muito pouca gente em Portugal saberá responder a isto hoje.

Houve um terramoto onde? E já agora, como está a situação em Timor? Sei que os GNR's de lá estiveram a ver o jogo, que para esta reportagem importantíssima esteve de serviço um profissional da comunicação social em directo, para nos falar disto de imediato. De resto, o que é que eles lá andam a fazer, se morrem ou levam tiros, isso agora não interessa para nada. A maternidade de Elvas fecha ou não fecha? Como estão os preços dos combustíveis? E os profissionais da fábrica da Azambuja, vão todos para o desemprego ou não?

Que eu também vi o jogo ontem, atenção. E tenciono ver os outros, desde que tenha oportunidade e tal.

Mas é um verdadeiro enjoo o que as nossas televisões, principalmente a SIC e a RTP, têm estado a fazer em torno do Mundial. Durante o jornal da noite de ontem, que durou duas horas (!), entre as 18h00 e as 20h00, houve uma única notícia: o Mundial de Futebol. Não se passa mais nada, nem no País, nem no Mundo, pelos vistos.

É um disparate e um exagero. E fazendo uso de uma palavra muito recorrente nas ideologias comunistas, o que não é o caso, é uma alienação. Na medida em que alienação é o mesmo que ter a consciência entre parêntesis.

terça-feira, junho 06, 2006

Ajude-me, diga-me o que fazer

Às vezes vêm ter comigo e pedem-me isto. Sinal de confiança e de respeito que me valoriza, sem dúvida, mas que traz também consigo a responsabilidade, essa coisa que se instala nos nossos ombros com todo o seu peso, e que nem sequer se pode sacudir assim sem mais nem menos, porque se o fizermos, é vê-la a cair e a magoar os que estão à nossa volta a pedir, ajude-me, diga-me o que fazer.

E quando não há resposta para esta pergunta? E quando a única maneira de se ser responsável
é dizer honestamente, não sei, está por sua conta. Esse peso, não o posso carregar eu.

E que posso eu fazer quando me calha a mim formular esta mesma pergunta? A quem é que eu peço ajuda, quando não sei o que fazer?

Quanto mais se sobe até ao cume da montanha, menos oxigénio existe para se respirar à vontade.

sábado, junho 03, 2006

Isto sim, é um filme de jeito



Enquanto anda tudo entretido com "O Código Da Vinci", "The World's Fastest Indian" está a passar ao lado de muita gente.

Em Lisboa só está em três salas: Alvaláxia, Colombo e El Corte Inglés. No Colombo está numa sala que deve ser das mais pequenas, e diga-se em abono da verdade que nem dez pessoas se juntaram para ver aquilo, ontem à noite.

Mas é muito giro. Uma história verídica bem aproveitada para combater alguns preconceitos contra a terceira idade. Existe muito aquela ideia de que ser-se velho é o mesmo que deixar de ter sonhos, projectos, ou vida sexual. E na verdade, se é certo que um corpo envelhecido necessariamente irá limitar-nos, isso não quer dizer que a nossa cabeça vá pelo mesmo caminho.
Anthony Hopkins está soberbo, como sempre. Vão depressa, antes que saia de cartaz.

sexta-feira, junho 02, 2006

Um dia normal de trabalho

Atrás de tempo, tempo vem.

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.

E ainda, sem ser provérbio mas que podia ser, do grande José Saramago:

"Aquilo que me pertence por direito, naturalmente me virá parar às mãos".

Desde o início deste ano, têm-me sucedido coisas em contexto de trabalho que chegam a ser inomináveis. Estou capaz de me propôr para a lista de excedentários da Função Pública...

segunda-feira, maio 29, 2006

Da Vinci


Fui ver o filme sem grande expectativa. De moldes que a decepção não chegou a existir. O que falha no filme, a meu ver, é aquilo que falha no livro, que é uma tentativa algo patética de fazer uma trama policial atractiva, e a verdade é que aquela narrativa não tem pés nem cabeça. Onde não é incongruente, é previsível. E o filme vai por arrasto. É fraquinho. São fraquinhos.

Aquilo que realmente me interessa é a análise deste fresco do Da Vinci. Para mim, que sempre encarei "A Última Ceia" como o quadro perfeito para colocar a enfeitar a despensa, ler e ver agora no filme todas as interpretações possíveis de fazer a esta imagem, isso sim é que me deixa com os neurónios aos saltos.

Eu não sei se Jesus deixou descendência ou não, nem ninguém pode afirmar, com certezas, seja o que for que confirme ou desminta essa possibilidade. Agora, olhando para esta imagem, não tenho a menor dúvida que à direita do Senhor, senta-se uma mulher. E que aquele "V" entre as duas figuras não é inocente. Como também não o é a mão que emerge junto à mesa, abaixo de Pedro empunhando uma faca e que pertence, basicamente a... ninguém. E que Pedro faz um gesto agressivo ao pescoço da figura feminina, como se quisesse ver aquela cabeça cortada. E que Jesus e a figura à sua direita estão vestidos a fazer "pendant", ele de vermelho e azul, ela de azul e vermelho... Além disso, que melhor vaso para conter o sangue de Jesus, senão o vaso do ventre de uma mulher?...

Acho que é neste despertar de consciências que reside todo o mérito de "O Código Da Vinci". Que o próprio Da Vinci teve alguma intenção com tudo isto, sem dúvida alguma. Se calhar queria apenas gozar com os dogmas que lhe impunham, mas todos sabemos que a ironia e o humor são óptimas armas para acordar os espíritos.

Sinceramente... Alguém ainda acha que a vida de Jesus se passou tal e qual como é contada pelos Evangelhos do Novo Testamento? Hein?... Acham?... Que pessoas tão piedosas que sedes todos vozes... Abençoados sejam...

sábado, maio 27, 2006

Bandeiras

Cada um com a sua.

Hoje olhei para a varanda de um vizinho e lá estava ela, mais uma bandeira pendurada da varanda, exibindo o que vai no coração das gentes daquela casa.

A marcar a sua presença, que em Portugal o Mundial não se faz só de verde e vermelho, lá está ela, a bandeira da Selecção de Angola.

domingo, maio 21, 2006

Má-criação em directo na SIC

Acabei de assistir a mais uma pérola de patriotismo na nossa televisão. Numa altura em que se procura exaltar tanto aquilo que é Português, a fadista Mariza começa a sua actuação na Gala dos Globos de Ouro e toca de cortar o pio a uma das cantoras mais talentosas do nosso País, e isto para entrar o quê? A publicidade, pois claro.

Será que vão fazer o mesmo à mocinha cujo nome agora não me lembro e que vai cantar o "first day of my life"? Não me parece...

Estragaram tudo. Aquilo até estava giro, e tal. Mas isto é falta de educação. Borraram a pintura toda.

quinta-feira, maio 18, 2006

Parece mentira, mas não é

Palavras não eram ditas, e pelos vistos mais valia ter estado calada, o carro avariou. Ontem. O que soma mais um aos filhos da &%#"?=, mais o &$»?/&#$ dos azares que me vêem sucedendo desde o início do ano.

E depois, a mística dos números. Por uma razão qualquer que desconheço, há uns tantos números sempre presentes, e sempre determinantes na minha vida, um assunto que um dia destes vou abordar com mais pormenor. É o caso do número 17. A cada dia 17, sempre acontece algo marcante, quase sempre para o bem, algumas vezes para o mal. Ontem foi dia 17 e aconteceram várias coisas, se calhar umas boas e outras manifestamente más, como foi o caso do carro.

E quanto se acende luz avisadora que indica que algo não vai bem, o que é que se faz? Vai-se ao livro de instruções ver o que é aquilo. A luz que acendeu correspondia a que número? Número 17, pois claro. Não podia ser outro.

segunda-feira, maio 15, 2006

As escolhas de Scolari

Então, parece que ficámos hoje a saber quem vai representar-nos no Mundial de Futebol. E que o Scolari já escolheu, e tal. Muito se tem dito sobre os critérios de selecção mas eu devo dizer que, na minha opinião, faltou ao Mister um critério absolutamente essencial, que é o critério estético. E assim, não vamos a lado nenhum no Futebol. Estamos perante um conjunto de seleccionados muito irregular, com homens verdadeiramente bonitos, outros em que a gente faz de conta que não vê a cara em nome das pernas e do... enfim, do resto, mas depois temos outros que pelamordedeus, que é aquilo.

Passo a explicar.

Guarda-redes:
Ricardo (Sporting). Eu acho que ele é giro. Jeitoso. Por mim, foi bem escolhido. Um grande guarda-redes.

Quim (Benfica). Também lhe acho piada. Não é tão bonito quanto o Ricardo, e sem dúvida que o Vítor Baía fazia uma falta enorme a esta Selecção, porque é de longe o mais lindo deles todos. Para mim, a falta do Baía é a primeira grande falha do Mister. Com todo o respeito.

Bruno Vale (Estrela da Amadora). Começou o disparte. Favor ver acima argumentação a favor de Vítor Baía

Defesas:
Miguel (Valência). Este moço é muito giro. Excelente defesa. Muito bem escolhido.

Paulo Ferreira (Chelsea). Tem cara de beto, mas está bem. Despenteado, com a barba por fazer, podia ser que marchasse.

Ricardo Carvalho (Chelsea). Ehrrr... Este rapaz é feio, peço imensa desculpa. Não pode ser.

Fernando Meira (Estugarda). Conheço mal, e as fotos não ajudam. Mas quer-me cá parecer que está aqui outro grande disparate...

Ricardo Costa (FC Porto). Estou a ver que tenho mesmo que chamar o Mister à razão, este grupo de defesas, mas o que é isto?...

Caneira (Sporting). Sem comentários.

Nuno Valente (Everton). Eh pá, se não forem os avançados que nos safem... Falta muito para chegar ao Figo?...

Médios:
Costinha (Dínamo de Moscovo). AAARGHHH!!!....

Petit (Benfica). Até que enfim, uma cara conhecida. Tem a sua piada. Mas eu, na verdade, tenho uns gostos às vezes meio esquisitos.

Maniche (Chelsea). Eh pá, por favor. Mas onde é que este homem estava com a cabeça...

Tiago (Lyon). É engraçado. Pode ficar.

Deco (FC Barcelona). Muito giro. Sim senhor. Percebe-se perfeitamente que esteja na Selecção.

Hugo Viana (Valência). Hum... Nunca tinha reparado neste... Não me parece nada mal...

Avançados:
Figo (Inter de Milão). Como o próprio nome indica. (suspiro). (suspiro mais prolongado). Adiante.

Cristiano Ronaldo (Manchester United). Há quem o ache giro. Eu cá não acho. E já agora, para que é que esta malta quer tanto dinheiro? Já não ganhou o suficiente para pagar uma cirurgia plástica que o livre daquelas marcas do acne, e já agora, arranjar os dentes? Hein?...

Boa Morte (Fulham). Não lhe desejo mal nenhum. Mas o que é que ele está a fazer neste grupo? Não sei.

Simão (Benfica). O saboroso. Dizem. Que eu nunca provei. Mas não há dúvida que esteticamente está aprovado.

Nuno Gomes (Benfica). Outro clássico. Para mim tem um ar demasiado efeminado. Mas enfim, são gostos. É bonitinho. Demasiado bonitinho.

Pauleta (Paris SG). É um dos meus preferidos. De alguma maneira estranha, este rapaz consegue ser parecido com o vocalista dos "Maroon 5" e com o "Jack" dos "Perdidos"...

Hélder Postiga (St. Etienne). Este moço não é giro, mas é querido. E gosto muito de o ver a correr por ali a fora, é uma presença muito alegre. E isso também conta.

E prontos, Scolari. Toma e embrulha. Querem ter mulheres a apoiar a Selecção? Então ó faxavor, vamos lá a ter em conta os critérios estéticos. Mainada.

Porque a verdade tem que ser dita

E esta malta da publicidade tem que perceber, duma vez por todas, que há limites para tudo.

Não, não falo daquele anúncio do carro em que o gajo vai devolver a mulher ao pai, depois de a ter experimentado três dias. Até aí ainda vamos, meus amigos.

Agora, vamos ser sérios, sim? É que não há mulher nenhuma deste mundo que, com um bolo daqueles no frigorífico, o ponha de lado para comer cereais. Nenhuma. Aquele anúncio é uma vergonha. Os tipos da Kellogs deviam era ser processados por inventarem uma tal infâmia, e tentarem enganar assim as pessoas.

Cambada.

sexta-feira, maio 12, 2006

Mudança de Instalações

Quatro anos e quatro meses numas instalações que sempre detestei. Parece que finalmente vamos para outro lado.

Não era bem esta a mudança que eu queria, mas ao menos é uma mudança. E mudar é sempre bom, nem que seja para pior.

terça-feira, maio 09, 2006

Não pirilamparás

Sinceramente. Eu sei que a causa é nobre, e tal. Mas eu acho que é um disparate de dinheiro aquilo que pedem pelo raio do pirilampo mágico. E ainda por cima o bicho é feio. E fica mal em todo o lado. E é uma autêntica praga, que começam a acumular-se de uns anos para os outros.

E no entanto, não faço mais nada na minha vida que me deixe com esta sensação clara de que vou de certezinha para o inferno, do que mentir descaradamente a todas aquelas pessoas que nos assaltam diariamente a tentar vender o pirilampo.

Mesmo assim, desde que começou a campanha, de todas as vezes que me tentam vender uma coisa daquelas, digo com o ar mais seguro deste mundo, já comprei, muito obrigada. E as pessoas ficam com um ar tão feliz, coitadas. Não presto mesmo para nada.

domingo, maio 07, 2006

Day After

Terminou ontem. Desde há oito anos para cá que sou responsável por esta iniciativa, que é uma espécie de Fórum Estudante à escala municipal, e que está dirigida a jovens a partir dos 15 anos. O objectivo é dar informação a estes garotos sobre o que poderão vir a fazer das suas vidas no futuro, seja pela via do prosseguimento de estudos, ou pelo ingresso directo na vida profissional. Paralelamente, estes mesmos jovens têm oportunidade de actuar num palco “à séria”, e durante estes quatro dias foram actores, cantores, bailarinos e modelos de passerelle.

A maior dificuldade tem sido sempre a falta de meios. Este ano então, a única coisa de que nos pudemos gabar de continuar a ter com fartura, foi a nossa própria boa vontade. De resto, tivemos paus e pedras para trabalhar. Mas hoje, depois de tudo ter corrido pelo melhor, e recuperadas que estão as horas de sono perdidas, não consigo pensar muito nas dificuldades diárias, nem nas frustrações e aborrecimentos. Isso fica para amanhã.

Só consigo pensar num dos miúdos que desfilaram ontem, na passagem de modelos que encerrou o evento. Conheci-o em 2002, quando ele tinha talvez uns 12 ou 13 anos. Juntamente com outro irmão, estava no grupo de teatro da Escola Básica que frequentava na altura, e eram bem patentes as carências económicas que a família dele deveria enfrentar. Mas ali estava ele, pronto para fazer teatro, e para nos ajudar no que fosse preciso para erguer esta outra iniciativa que também promovemos anualmente, e que consiste em juntar os grupos de teatro das Escolas Básicas e Secundárias do Concelho, apresentando os seus espectáculos a toda a comunidade.

O caso dele não é diferente de tantos outros, apenas sei dele um pouco mais do que sei dos outros. E apenas posso imaginar quantas coisas ele gostaria de ter e não pode, que esforços serão necessários à família para o manter na Escola, assim como aos outros irmãos, que são uma data deles, e como aquele dia-a-dia deve ser difícil.

Quase todos os anos o tenho visto em cima dos palcos que nós lhe proporcionamos. Ontem então, quando o vi aparecer já tão crescido (deve andar pelo 11.º Ano), maquilhado e penteado, desfilando formoso e seguro por aquela passerelle fora, senti outra vez aquela satisfação do dever cumprido, e formulei novamente um pensamento que sempre me acompanha nestas ocasiões. Haverá quem beneficie do nosso esforço sem o merecer. Mas estes miúdos merecem tudo o que a gente possa fazer por eles. Ali, em cima daquele palco, estive ontem a ver desfilar o verdadeiro pagamento que eu recebo pelo meu trabalho.

sexta-feira, abril 28, 2006

Trabalho, trabalho e mais trabalho

A tal iniciativa, que não irá inaugurar, mas sim que cuja inauguração irá efectuar-se, inicia-se no dia 03 de Maio, ou seja, próxima Quarta-Feira, e termina no Sábado, dia 06.

São quatro meses de trabalho para quatro dias de actividades, e já só temos dois dias úteis para que esteja tudo pronto. Vai estar, como sempre, eu sei. Mas até lá chegar, por mais que tente, não me livro desta angústia.

Quem me dera já cá o dia 07 de Maio! O que eu vou dormir descansada nesse dia!...

terça-feira, abril 25, 2006

Duas canções

Para celebrar Abril. Escolhi estas duas porque gosto delas, podiam ser milhentas.

Cada um terá as suas preferidas, e isso só é assim porque esta nossa Revolução também foi feita de música e poemas, e músicos e poetas, que não merece a pena procurar palavras para elogiar, tanto as obras como os autores, porque isso serão sempre apenas palavras, e isso não chega para lhes dar o devido valor.

Acho que mais vale fazer assim, deixar que estas músicas e estes poemas façam sempre parte de nós:

E depois do Adeus
Interpretação:
Paulo de Carvalho Música: José Calvário Letra: José Niza


"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós"

Já joguei ao Boxe, já toquei Bateria
Sérgio Godinho
"O rapaz até que não é burro
tem é falta de uso
mete o nariz onde não é chamado
como um parafuso
ó meu rapaz, tu só és senhor
do nariz que é teu
aqui paro para explicar uma coisa:
é que o rapaz sou eu
e assim fala quem quer mandar em mim
e assim fala quem quer mandar em mim
e assim fala quem quer mandar em mim
não protestes
não desfiles
não contestes
não refiles
já joguei ao boxe, já toquei bateria (trapum)
p´ra ver se me livrava desta energia
nada feito, que arrelia
isto no fim não passa de uma fase
que passa com o uso
foi muita liberdade de uma vez
e o rapaz está confuso
agora é tempo de apertar com ele:
olha, acabou-se a farra
ai, ai que este país está de pantanas
e não há quem o varra
assim fala quem já me quis varrer
assim fala quem já me quis varrer
assim fala quem já me quis varrer
não protestes
não desfiles
não contestes
não refiles
já joguei ao boxe, já toquei bateria (trapum)
p'ra ver se me livrava desta energia
nada feito, que arrelia
durante algum tempo foi necessário
pôr o rapaz a uso
pô-lo a gritar sobre o prestigio pátrio
e o orgulho luso
agora só nos faltava ele querer
virar o feitiço
contra o feiticeiro que o pôs a render
é que nem pensar nisso
assim fala quem me pôs a render
assim fala quem me pôs a render
assim fala quem me pôs a render
não protestes
não desfiles
não contestes
não refiles
já joguei ao boxe, já toquei bateria (trapum)
p'ra ver se me livrava desta energia
nada feito, que arrelia"
Que seria de nós todos, bloggers errantes, se não fora por este dia, há 32 anos atrás?...

segunda-feira, abril 24, 2006

O lado merdoso da vida

Pois claro. Eu logo vi que este exercício de procurar o lado brilhante da vida, comigo jamais resultaria. Uma pessimista congénita como eu não abandona assim às boas a convicção de que todo o mundo conspira contra mim, que há bruxas sim senhor, e que umas tantas andaram a juntar-se nos últimos tempos para me rogarem uma bela duma praga.

Haverá outra explicação para o facto de hoje de manhã, a fechadura da porta da rua decidir encravar-se e deixar-me fechada por dentro durante meia-hora, até ao ponto do desespero total? Quando consegui desencravar aquela merda já os bombeiros vinham a caminho.

Valeram-me as vizinhas do lado, aquelas almas caridosas que me apelaram à calma do lado de fora e a seguir me deram toalhas molhadas para arrefecer a testa e me ajudaram a controlar os nervos...

domingo, abril 23, 2006

O lado brilhante da vida

Ok. Vou fazer essa coisa de ver o lado brilhante da vida.

Não há dúvida que o esquentador avariou, não posso tomar banho em casa e tenho que aquecer água no fogão para lavar a loiça. Mas por outro lado, na cozinha há vários outros electrodomésticos, tipo o frigorífico, a máquina de lavar roupa, o fogão e o exaustor, o microondas, e estão todos a funcionar perfeitamente.

O aspirador, por sinal partiu-se uma peça na semana passada mas que se lixe, afinal ele continou a trabalhar alegremente, e já hoje limpou a casa toda sem problema.

Já o ferro de engomar, da última vez que trabalhou fez uns barulhos muito estranhos e o vapor não saiu nada como deve ser, o que não augura nada de bom para o futuro... Mas então, de que é que eu me estou a queixar? O carro, tirando o facto de beber óleo como se não hovesse amanhã, não sabe sequer o significado da palavra "avaria".

Um esquentador avariado, isso é lá coisa para aborrecer alguém...

Vou só ali comer uma tablete de chocolate e depois faço este exercício outra vez, pode ser que à segunda resulte...

terça-feira, abril 18, 2006

Francisco Adam

Tenho visto nos últimos dias, a maneira como a TVI tem espremido até não poder mais tudo o que tenha a ver com a morte do rapaz, escarafunchando mais uma vez na desgraça alheia, e de caminho aproveitando para dar ainda mais promoção à novela.

Só posso concluir uma coisa: provavelmente, estamos perante todo um novo potencial para o programa "Circo das Celebridades".

segunda-feira, abril 17, 2006

Onde andará ela

A minha paz de espírito. Veio visitar-me por poucos dias, agora desandou outra vez.

Não tenho outro remédio senão ir à procura dela. Faz-me muita falta. A ver se a encontro, já volto.

quinta-feira, abril 13, 2006

Seis horas de sono dá nisto

Estive a um milímetro de espalhar creme hidratante na escova de dentes.

O que vale é que falta só meio-dia para começar o fim-de-semana mais sagrado de todos. Abençoada seja a época da Páscoa. Hosanas pelos feriados e tolerâncias de ponto!

quarta-feira, abril 12, 2006

Ironia, essa companheira constante

"Well life has a funny way of sneaking up on you
When you think everything's okay and everything's going right
And life has a funny way of helping you out when
You think everything's gone wrong and everything blows up
In your face

(...)

Life has a funny way of sneaking up on you
Life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out"
Alanis Morissette, Ironic
A vida tem altos e baixos, já se sabe. Dá-nos a pancada quando a gente pensa que está tudo bem, mas também tem a sua maneira de nos puxar para cima, mesmo que até pareça que está tudo a correr mal.
De alguém cujos macaquinhos no sótão têm vindo nos últimos dias a acalmar, e por isso anda mais optimista, para a amiga que está a precisar de se lembrar que "life has a funny way of helping you out". Para os entretantos, contamos uns com os outros.

sábado, abril 08, 2006

O acto médico está pela hora da morte

Aviso a todos os machos que lêem este blog:
Este post é susceptível de afectar os homens mais sensíveis. Contém referências técnicas relacionadas com exames ginecológicos e coisas assim que as mulheres costumam fazer, que não se percebem bem o que são e que quando elas começam a explicar metem uma impressão do caraças, que a gente é modernos, mas com juízo.

E agora, o post propriamente dito:

Isto parece uma anedota, e visto bem, se calhar é. Os meandros das comparticipações da ADSE não cessam de me surpreender, e espelham bem o País de merda em que vivemos, desculpem lá a expressão.

Pois que fui a consulta de Ginecologia, devidamente comparticipada pela ADSE. Alegria. Durante a consulta, o senhor Doutor tratou de recolher amostra para se realizar a citologia.

E o que é uma citologia, poderão perguntar? Uma citologia é um exame em que se faz a colheita de material do colo do útero, o qual é mandado para um laboratório especializado em citopatologia.

(por esta altura, todos os homens que aguentaram ler isto até aqui já vão por esta altura a correr, espavoridos, na direção da televisão mais próxima que esteja sintonizada na Sport TV).

Agora, reparai na maravilha desta subtileza: a consulta de ginecologia foi comparticipada. O exame no laboratório também vai ser. Mas o acto médico de recolher o material do colo do útero, isso não é comparticipado. Arrota aí com 20 euros, que isto do acto médico de retirar material para análise num sítito destes, é coisa que nem tem nada a ver com a consulta, está-se mesmo a ver, eu é que tenho a mania de ir ao médico da especialidade para fazer isto, esquisitices, qualquer mecânico de automóveis, ou canalizador poderia talvez, aí por metade do preço...

Tipo, a malta vai ao médico com uma constipação, a ADSE comparticipa a consulta sim senhor, mas ai, ai, ai, se o médico pegar no estetoscópio, atenção, que o acto médico de auscultar o paciente a ver se tem os pulmões apanhados, isso a ADSE já não está cá para comparticipar, era o que faltava!...

Ah! Falta só dizer que este exame (a citologia) é fundamental, devia ser feito por todas as mulheres uma vez por ano, e serve, entre outras coisas, para detectar precocemente o cancro do colo do útero...

quinta-feira, abril 06, 2006

Dias difíceis

E não, não são daqueles mais óbvios que costumam acontecer às senhoras, e às que não são senhoras também, visto que a mim também me acontecem.

É porque de vez em quando lá surgem alturas destas, em que me sinto uma espécie de equilibrista, a segurar uma pilha de pratos numa mão, outra pilha na outra mão, mais outra num dos pés, outra bem grande na ponta do nariz... e à espera, a qualquer momento, que venha parar tudo ao meio do chão, desfeito em cacos...

Nesta altura do ano, é quase sempre assim. Tem sobretudo a ver com o volume de trabalho, a que se juntam mais umas preocupações pessoais para ajudar à festa. Em fases de grande pressão como estas, fico sempre aquém das minhas próprias expectativas porque gostava de ser mais forte do que aquilo que realmente sou. E menos chorona. E menos pessimista.

Mas como alguém já disse em tempos, "reclama as tuas limitações porque elas pertencem-te". E portantos, quando começo a resvalar para uma espiral de negativismo já minha bem conhecida, e o pânico se aloja na minha garganta e não me deixa respirar como deve ser, tomo ansiolíticos sim senhor, e não tenho vergonha nenhuma disso.

Os dias ficam difíceis na mesma, mas pelo menos sou eu quem toma conta dos problemas, não são os problemas a tomarem conta de mim.

sexta-feira, março 31, 2006

Expectativas

Algumas vezes já tenho vindo para aqui falar das minhas aspirações a mudar de emprego. Não sou criatura para andar a lamentar-me sobre alguma coisa que esteja mal na minha vida e não fazer nada para a modificar. Vai daí, desde há coisa de um ano, passei a estar muito atenta às ofertas que me pudessem convir, e tenho vindo a candidatar-me a alguns concursos públicos, ou simplesmente enviando cartas de apresentação.

Já sei à partida que isto é um bocado dar murros em pontas de faca. Em 99,99% dos casos em que aparece um concurso público, sobretudo se for interno, está "reservado" o cargo para a pessoa que já o ocupa, sendo aquilo mais uma formalidade para resolver a situação à pessoa do que propriamente para seleccionar seja quem for. Mesmo assim, tem valido a pena concorrer, porque sempre vou distribuíndo o meu currículo e passando informação a meu respeito, se não for para aquele concurso pode sempre surgir outra coisa qualquer.

Nas últimas semanas surgiram várias coisas interessantes, daquelas que eu se pudesse até pagava para ir fazer. Ontem mandei uma candidatura para um lugar que é tão completamente a minha cara, que até me enervei a ler o anúncio.

E mais uma vez lá me meti eu toda no correio, o meu curso do Secundário, a minha Licenciatura, a minha Pós-Graduação, as acções de formação - as boas e as da treta, só para encher -, a minha passagem pelo Teatro de amadores, as minhas pretensas vocações literárias, o meu Inglês falado e escrito, o meu domínio de informática na óptica do utilizador.

Lá seguiram via postal, as minhas expectativas. Com uma linda carta muito profissional, onde é possível ler-se, nas entrelinhas, levem-me daqui, que eu prometo que não se arrependem...

terça-feira, março 28, 2006

Ufa!!...

Andei meses a ler "O Livro Secreto de João". O entusiamo inicial da compra, descrito aqui, não se desvaneceu, mas empacou numa leitura muito mais difícil do que eu imaginava.

São textos muito, muito antigos, alguns deles escritos nos primeiros cem anos após o nascimento de Jesus Cristo, e dão conta de uma versão da origem do universo tão alternativa à que é narrada no próprio Velho Testamento, que consegue fazer do Deus "Javé", originário do Deus da Igreja Católica, uma mera criatura emanada de uma potência muito maior. Portanto, quando esse "Javé" se auto-proclama como o único Deus, não havendo outro para além dele (primeiro mandamento do Velho Testamento, certo?), está apenas a ser arrogante e a ofender, tanto a nossa verdadeira origem, quanto a dele próprio.

Basicamente, e de acordo com os gnósticos, toda a matéria, ou seja, todo o universo tal como o conhecemos, resulta de uma situação anómala, que não era suposto ter acontecido. Uma granda bronca, portantos. E depois deu nisto, que é aquilo que nós somos. Mas há salvação, porque mesmo sendo nós todos um aborto de proporções galácticas, temos em nós a essencia do inominável, auto-gerado, origem e potência de tudo o que é. Há divindade em nós. Poucochinha, mas há.

Adiante. Nos próximos tempos vou dedicar-me a umas leituras mais "leves". Tal como a que já aparece ali ao lado. Fui ver o filme aqui há uns tempos e constatei que as histórias de amor, quando são bem contadas, são sempre muito bonitas e comoventes...

segunda-feira, março 27, 2006

Sapatos, esse pesadelo

Embora me identifique, em muitos aspectos, com as musas inspiradoras aqui do lado, duas delas padecem de grande fixação com sapatos da qual eu não partilho.

Carrie Bradshaw e Cathy derretem rios de dinheiro em sapatos, eu não. Mas não é que eu não quisesse, já que derreto rios de dinheiro em roupa, porque não gastar também em sapatos. O problema é que os criadores de calçado, nos últimos anos, pura e simplesmente enlouqueceram.

Durante estações e estações a fio, foi a moda do sapato em bico:

horrível Tipo, acaba o pé e o bico do sapato continua mais cinco centímetros. Mais dez. Houve alturas em que eu julgava que só iam parar quando começasse o sapato, e meio metro depois chegasse o pé. A sério. Que moda tão parva. Eu quando compro um sapato ou uma bota quero que o meu pé fique pequenino, não quero olhar para baixo e ficar com a sensação de que passei a calçar o 43!

Mas não, essa moda entrou em declínio. E eu pensei, finalmente, agora vou encontrar calçado giro e que me fique bem. Mas a moda mudou de sapato bicudo para...

medonhasSabrinas. Tudo redondinho à frente, como se agora todas nós tivéssemos nascido para bailarinas. E sem salto absolutamente nenhum. Tudo muito enfeitadinho com florinhas e outras mariquices. Só falta oferecerem logo o par de suquetes brancos para a gente a seguir usar com a saia de folhos, que por sinal voltou a usar-se. Eu por mim só aceito vestir esse figurino se for sem meias, e com as minhas pernas à espera de verem cera depilatória há pelo menos cinco semanas. Se é para andar a fazer figuras ridículas, ao menos faço a coisa cumadeveser.

Por conta disto, ando com uns sapatos a caírem de velhos há meses, tenho as minhas sandálias de Verão (as poucas decentes que encontrei no ano passado) todas capazes de irem para o lixo, e as botas vão-se tornar impossíveis de calçar dentro de muito pouco tempo.

Acresce a tudo isto que todo e qualquer calçado que eu compre vai sempre dar-me cabo dos pés nos primeiros dias, e não é seguro que, depois das feridas sararem, eu consiga voltar a calçar aquelas coisas sem que elas me magoem. Muito sapato, muita sandália, deitados fora ou oferecidos novos porque não os consigo aguentar nos pés.

Por isso é que eu, quando vejo malta a comprar sapatos como quem compra camisas, tenho a mesma sensação que costumo ter quando vejo o George Clooney no écran. A visão dá-me prazer, mas sei que há coisas neste mundo que simplesmente não são para mim, e eu tenho que aprender a viver com isso...

domingo, março 26, 2006

Perdidos

Sou grande admiradora da série, desde o princípio.

E escusam de ficar a pensar que é só por causa disto:

Sawyer










Ou disto:

Jack

E muito menos por causa disto:
(embora neste caso específico consiga facilmente imaginar filmes muito interessantes envolvendo este actor, a minha própria pessoa e uma ilha paradisíaca)

Sayid

Não senhor. É porque aquilo é mesmo bom, e bem feito, e estimulante e inquietante e viciante.
É sem dúvida das coisas melhorzinhas que andam a passar na televisão.

Ah! E também têm lá mulheres!

sexta-feira, março 24, 2006

Bons prenúncios?

O dia ainda vai só a meio, mas se vesti as cuecas do avesso e a única coisa que acontece é ter que aturar os chefes todos a darem uma "ripada" ao pessoal, então nesse caso, ora bolas para os sinais de boa sorte.

xiça!...

Bons prenúncios

Gosto à brava do número 17. Não sei porquê, mas o certo é que ao dia 17 de cada mês, acontece-me sempre alguma coisa especial. Nem quer dizer que seja boa, pode não ser, mas será sempre determinante.

O dia de hoje é 24.03.2006. Se somarmos 2 + 4 + 3 + 2 + 6, dá o quê? 17. Lá está. Um bom prenúncio.

E outra coisa boa de acontecer é quando calha vestir roupa do avesso, sobretudo roupa interior, é sempre sinal de boa sorte.

Hoje vesti a cueca do avesso. Dois bons prenúncios num dia só, muito bom.

E isto é científico. Tenham a certeza disso.