A senhora doutora antes de o ser, já o era. Soube sempre o que queria e chegou lá depressa. Nada se atravessou no seu caminho.
Programou a sua vida ao minuto e ao segundo, escolheu a dedo amigos e namorados, estes sim, que são respeitáveis e estão feitos à minha imagem e semelhança, estes não, que são inconstantes e embebedam-se, não vão à igreja, são promíscuos. Agora estudo, agora namoro, agora saio com amigos e sou muito divertida, agora caso-me e sou uma mãe de família exemplar e só me dou com gente ao meu nível. Hoje em dia é uma mulher de suceso.
Outra senhora doutora usa o título mas não o deixa entranhar-se.
Demorou muito tempo a crescer e a perceber o que queria, avançou por tentativa e erro, seguiu por caminhos pouco utilizados e isso trouxe-lhe do melhor e do pior. Portou-se mal, teve amantes, não acredita nos deuses das igrejas, nunca casou. Hoje em dia é uma mulher de sucesso.
Encontraram-se hoje por acaso, velhas conhecidas do tempo em que uma e outra não eram mais do que um projecto de mulheres adultas. Caminhos opostos percorridos, a animosidade desses tempos foi a mesma nestes tempos. Os sorrisos foram amarelos, os cumprimentos hipócritas. Ambas preferiam não se terem encontrado, não se respeitam mais hoje do que há 15 anos atrás. Apenas um pouco mais de base, baton e talvez, mais uns centímetros nos saltos dos sapatos.
Acontece que hoje, uma delas estava mais bem vestida, eh eh....
quinta-feira, novembro 06, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
Mamas para que vos quero
De vez em quando, a mim como a toda a gente, acontecem coisas que não lembram a ninguém. E digo a mim como a toda a gente, porque embora seja habitual o recurso à expressão "isto só comigo!", mal seria que realmente o fosse, que era no mínimo uma grande injustiça para com a minha humilde pessoa, que certas coisas só se passassem comigo, logo eu que não faço mal a ninguém, para além de que ficava eu com o exclusivo de coisas para contar no blogue do género "isto só comigo", e as outras pessoas não tinham nada para contar, o que era chato.
Mas realmente, isto há coisas que só comigo. E assim introduzo a problemática da mama, ora aí está, dirão alguns, até que enfim vem aí algum assunto com interesse, por esta altura já finalmente captei a atenção de todos os que não desistiram logo ao primeiro parágrafo, para além de que a partir daqui vai ser vê-los a cair que nem tordos à procura de mamas, mais outra, isto nas próximas semanas o contador de visitas vai andar sem saber para que lado se há-de virar.
Falemos pois de mamas, mas aviso já, caro leitor e/ou pesquisador incauto, que não se vai tratar bem disso de que anda à procura. Mas como não quero deixar nenhum cliente insatisfeito, tenha a bondade de clicar aqui, e faça o favor de ir à sua vida. Obrigadinha.
Levei as minhas mamas a fazer uma ecografia mamária. Coisa banal, julgava eu, mas como disse, há coisas que só comigo. Que o meu ginecologista acha que eu, com 36 anos, sem nunca ter fumado um único cigarro na vida (é verdade, nem sequer para experimentar), nem queixas de coisa nenhuma, não tem necessidade de fazer mamografia antes dos 40. E eu, tudo bem. Lá fui eu, as mamas, a requisição do médico, bater de frente com uma outra médica que diz não senhor, a partir dos 35 ou faz as duas coisas ou não faz nenhuma. Se vem para fazer "eco" tabém tem que fazer "mamo", o seu médico é uma besta que só a manda fazer uma coisa quando devia mandar fazer as duas e ponha-se mas é a andar que já me está a maçar.
O meu doutor ginecologista (porque será que esta especialidade médica me dá sempre tanta história para contar na minha vida, valha-me a santa) manteve o que disse. Não vê necessidade nenhuma de uma mamografia. Solução? "Vá a outro lado"!...
E uma pessoa fica assim a perguntar-se quem terá razão. Já não é a primeira vez que penso nisto, dantes havia certos profissionais no mundo nos quais era suposto ter-se uma total confiança. Hoje em dia já não é mesmo nada assim. Sinto muitas vezes que antes pelo contrário, temos é que arranjar maneira de nos apetrecharmos para podermos defender os nossos interesses apesar da existência deles!
É realmente bizarro que para se lidar com os médicos o melhor seja também sabermos alguma coisa de medicina, que para se entender os advogados seja melhor irmos nós estudar as leis, para se falar com os informáticos tenhamos que... não, espera. Aí não adianta de nada estudar informática. No caso dos informáticos nada que a gente leia nos ajuda, estamos nas mãos deles. E nas dos mecânicos de automóveis também.
Médicos e advogados tudo bem, a gente pesquisa umas coisas na net, lê umas merdas e ficamos mais ou menos capazes de apresentar argumentos ou perceber quando alguma coisa não está a bater certo. Agora, informáticos e mecânicos não vale a pena, estamos nas mãos deles.
E assim termino o meu dia, um par de mamas perfeitamente ecografáveis, e ninguém que as queira ecografar. Nem mamografar, pelos jeitos.
Mas realmente, isto há coisas que só comigo. E assim introduzo a problemática da mama, ora aí está, dirão alguns, até que enfim vem aí algum assunto com interesse, por esta altura já finalmente captei a atenção de todos os que não desistiram logo ao primeiro parágrafo, para além de que a partir daqui vai ser vê-los a cair que nem tordos à procura de mamas, mais outra, isto nas próximas semanas o contador de visitas vai andar sem saber para que lado se há-de virar.
Falemos pois de mamas, mas aviso já, caro leitor e/ou pesquisador incauto, que não se vai tratar bem disso de que anda à procura. Mas como não quero deixar nenhum cliente insatisfeito, tenha a bondade de clicar aqui, e faça o favor de ir à sua vida. Obrigadinha.
Levei as minhas mamas a fazer uma ecografia mamária. Coisa banal, julgava eu, mas como disse, há coisas que só comigo. Que o meu ginecologista acha que eu, com 36 anos, sem nunca ter fumado um único cigarro na vida (é verdade, nem sequer para experimentar), nem queixas de coisa nenhuma, não tem necessidade de fazer mamografia antes dos 40. E eu, tudo bem. Lá fui eu, as mamas, a requisição do médico, bater de frente com uma outra médica que diz não senhor, a partir dos 35 ou faz as duas coisas ou não faz nenhuma. Se vem para fazer "eco" tabém tem que fazer "mamo", o seu médico é uma besta que só a manda fazer uma coisa quando devia mandar fazer as duas e ponha-se mas é a andar que já me está a maçar.
O meu doutor ginecologista (porque será que esta especialidade médica me dá sempre tanta história para contar na minha vida, valha-me a santa) manteve o que disse. Não vê necessidade nenhuma de uma mamografia. Solução? "Vá a outro lado"!...
E uma pessoa fica assim a perguntar-se quem terá razão. Já não é a primeira vez que penso nisto, dantes havia certos profissionais no mundo nos quais era suposto ter-se uma total confiança. Hoje em dia já não é mesmo nada assim. Sinto muitas vezes que antes pelo contrário, temos é que arranjar maneira de nos apetrecharmos para podermos defender os nossos interesses apesar da existência deles!
É realmente bizarro que para se lidar com os médicos o melhor seja também sabermos alguma coisa de medicina, que para se entender os advogados seja melhor irmos nós estudar as leis, para se falar com os informáticos tenhamos que... não, espera. Aí não adianta de nada estudar informática. No caso dos informáticos nada que a gente leia nos ajuda, estamos nas mãos deles. E nas dos mecânicos de automóveis também.
Médicos e advogados tudo bem, a gente pesquisa umas coisas na net, lê umas merdas e ficamos mais ou menos capazes de apresentar argumentos ou perceber quando alguma coisa não está a bater certo. Agora, informáticos e mecânicos não vale a pena, estamos nas mãos deles.
E assim termino o meu dia, um par de mamas perfeitamente ecografáveis, e ninguém que as queira ecografar. Nem mamografar, pelos jeitos.
sábado, outubro 11, 2008
Método indutivo
A verdade é que a minha casa anda no chamado desleixo, visto que há umas boas três semanas que não a limpo como deve ser (excepto no que toca a casas de banho e lençóis lavados na cama, que isto por enquanto ainda há mínimos de higiene que se impõem).
Por outro lado, nas mesmas três semanas, pouco tem sido o tempo que tenho passado em casa, o que por vezes me leva a questionar se verdadeiramente cá moro.
Logo impõe-se esta questão: também que obrigação tenho eu de manter limpa uma casa onde não vivo? Hein?...
(deixa-me cá mas é limpar o monitor, parece impossível, de onde vêm estas manchas e dedadas, que raio...)
Por outro lado, nas mesmas três semanas, pouco tem sido o tempo que tenho passado em casa, o que por vezes me leva a questionar se verdadeiramente cá moro.
Logo impõe-se esta questão: também que obrigação tenho eu de manter limpa uma casa onde não vivo? Hein?...
(deixa-me cá mas é limpar o monitor, parece impossível, de onde vêm estas manchas e dedadas, que raio...)
domingo, outubro 05, 2008
Deolinda
Olha a banda filarmónica,
A tocar na minha rua.
Vai na banda o meu amor
A soprar a sua tuba.
Ele já tocou trombone,
Clarinete e ferrinhos
Só lhe falta o meu nome
Suspirado aos meus ouvidos.
Toda a gente fon-fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba fon-fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo"
Mas ele toca fon-fon-fon-fon
E o meu coração rendido
Só responde fon-fon-fon-fon
Com ternura e carinho.
Os meus pais já me disseram
"ó filha não sejas louca!
Que as variações de Goldberg
P'lo Glenn Gould é que são boas!"
Mas a música erudita
Não faz grande efeito em mim:
Do CCB gosto da vista,
Da Gulbenkian, o jardim.
Toda a gente fon-fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba fon-fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo"
Mas ele toca fon-fon-fon-fon
E cá dentro soam sinos!
No meu peito fon-fon-fon-fon
A tuba é que me dá ritmo.
Gozam as minhas amigas
Com o meu gosto musical
Que a cena é "electroacustica"
E a moda a "experimental"...
E nem me falem do rock
Dos samplers e dicotecas,
Não entendo o hip-hop,
E o que é top é uma seca!
Toda a gente fon-fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba fon-fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo"
Mas ele toca fon-fon-fon-fon
E, às vezes, não me domino.
Mando todos fon-fon-fon-fon
Que ele vai é ficar comigo!
Mas ele só toca a tuba
E quando a tuba não toca,
Dizem que ele continua
Quem em vez de beijar ele sopra
Toda a gente fon-fon-fon-fon
Só desdizem o que eu digo:
"Que a tuba fon-fon-fon-fon
Tem tão pouco romantismo"
Mas ele toca fon-fon-fon-fon
E é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fon-fon-fon-fon
Que se lixe o romantismo!
Espectáculo!... Alguém me manda isto em mp3?...
quarta-feira, setembro 24, 2008
domingo, setembro 21, 2008
Males que vêm por bem
Até aos 30 anos de idade fui uma absoluta nulidade em termos de actividade física. As aulas de Educação Física foram o pesadelo de toda a minha vida escolar, e cresci com a firme convicção de que não gostava de praticar qualquer desporto.
Até ao dia em que ganhei de presente uma hérnia discal. Dores de pescoço frequentes (vulgo torcicolos), mãos dormentes, dois ou três exames que tornaram a coisa oficial, um neurocirurgião a dizer que a solução era operar e que depois da operação podia ficar tudo na mesma ou pior. Estas coisas todas puseram-me a pensar que um pouco de exercício era capaz de me fazer bem à hérnia e ao resto. Foi assim que, aos 30 anos, fui nadar.
Com grande pena minha, este período negro da minha vida ditou o abandono da natação. Mesmo depois de tudo ultrapassado, alguma espécie de receio irracional de que tudo volte ao mesmo impede-me, ainda hoje, de lá voltar (mesmo sem ter garantias nenhumas de que a causa do problema tenha sido a piscina). Em contrapartida, descobri o step e a ginástica localizada, e é por lá que tenho andado nos últimos anos.
Nunca mais deixei de fazer exercício. Tornou-se numa coisa que necessito de praticar com regularidade para manter o meu bem-estar, inclusivamente o mental (a coisa mais aproximada de "não pensar em nada" que eu consigo atingir são aqueles 45 minutos de concentração absoluta em "três joelhos, sobe-e-desce, salta, corre, rápido, deita bem o ar fora, três joelhos"). E dou comigo a espantar-me com as coisas que o meu corpo se dispõe a fazer, com as suas capacidades.
Sinto-me a maior da minha rua, hoje que fiz quase 27 kms de bicicleta com toda a satisfação e boa disposição, coisa que, estou firmemente convencida, há seis anos atrás não seria possível.
Afinal, eu sempre gostei de fazer exercício. Demorei foi 30 anos a descobrir qual o exercício físico que me dá prazer fazer. E deste ponto de vista, esta hérnia discal que me acompanha foi das melhores coisas que me podiam ter acontecido.
Isso e umas calças com enchumaços no rabo, que se vendem nas lojas de desporto.
Até ao dia em que ganhei de presente uma hérnia discal. Dores de pescoço frequentes (vulgo torcicolos), mãos dormentes, dois ou três exames que tornaram a coisa oficial, um neurocirurgião a dizer que a solução era operar e que depois da operação podia ficar tudo na mesma ou pior. Estas coisas todas puseram-me a pensar que um pouco de exercício era capaz de me fazer bem à hérnia e ao resto. Foi assim que, aos 30 anos, fui nadar.
Com grande pena minha, este período negro da minha vida ditou o abandono da natação. Mesmo depois de tudo ultrapassado, alguma espécie de receio irracional de que tudo volte ao mesmo impede-me, ainda hoje, de lá voltar (mesmo sem ter garantias nenhumas de que a causa do problema tenha sido a piscina). Em contrapartida, descobri o step e a ginástica localizada, e é por lá que tenho andado nos últimos anos.
Nunca mais deixei de fazer exercício. Tornou-se numa coisa que necessito de praticar com regularidade para manter o meu bem-estar, inclusivamente o mental (a coisa mais aproximada de "não pensar em nada" que eu consigo atingir são aqueles 45 minutos de concentração absoluta em "três joelhos, sobe-e-desce, salta, corre, rápido, deita bem o ar fora, três joelhos"). E dou comigo a espantar-me com as coisas que o meu corpo se dispõe a fazer, com as suas capacidades.
Sinto-me a maior da minha rua, hoje que fiz quase 27 kms de bicicleta com toda a satisfação e boa disposição, coisa que, estou firmemente convencida, há seis anos atrás não seria possível.
Afinal, eu sempre gostei de fazer exercício. Demorei foi 30 anos a descobrir qual o exercício físico que me dá prazer fazer. E deste ponto de vista, esta hérnia discal que me acompanha foi das melhores coisas que me podiam ter acontecido.
Isso e umas calças com enchumaços no rabo, que se vendem nas lojas de desporto.
domingo, setembro 14, 2008
Alguém que me ajude pelamordedeus
Que raio aconteceu ao "sitemeter" de ontem para hoje?
Para onde foram parar os meus registos de visitantes desde Julho de 2005?
Codename? Password? Devem estar a gozar...
Para onde foram parar os meus registos de visitantes desde Julho de 2005?
Codename? Password? Devem estar a gozar...
domingo, setembro 07, 2008
"Não gosto das suas perguntas..."
Foi o primeiro jogo do Mourinho lá naquele clube de Itália para onde ele agora foi, onde já estava o Luís Figo.
O conteúdo desta notícia, toda ela em futebolês incompreensível na maior parte do tempo, não me interessaria para nada, não fosse a resposta ao jornalista brasileiro.
Inimitável na frieza, no desprezo, na arrogância. Já vi isto umas poucas de vezes e dá-me sempre vontade de rir, põe-me bem disposta.
Não se arranja um toque de telemóvel com este "não gosto das suas perguntas"? Hein?...
Admirável. Este homem é o maior.
Oh pá, é.
O conteúdo desta notícia, toda ela em futebolês incompreensível na maior parte do tempo, não me interessaria para nada, não fosse a resposta ao jornalista brasileiro.
Inimitável na frieza, no desprezo, na arrogância. Já vi isto umas poucas de vezes e dá-me sempre vontade de rir, põe-me bem disposta.
Não se arranja um toque de telemóvel com este "não gosto das suas perguntas"? Hein?...
Admirável. Este homem é o maior.
Oh pá, é.
segunda-feira, setembro 01, 2008
Boca pouco doce
Hoje fiz um pudim instantâneo "boca doce" de morango.
Não me saiu bem.
Assim se percebe um pouco melhor até onde pode chegar a minha disfuncionalidade no que respeita à culinária.
Tenho que me dedicar antes às marcas que não precisem de juntar açúcar, porque isto desta maneira torna-se demasiado complicado...
P.S.: É claro que eu agora poderia aqui discorrer sobre a lei das compensações e de como, em contrapartida, sou extraordinariamente boa de cama, mas isso era vulgar e acima de tudo demasiado óbvio, de maneiras que vou ficar-me por aqui, ok?
P.S.2: E muito menos vou fazer trocadilhos brejeiros que relacionem o "extraordinariamente boa de cama" com a marca do pudim, que isso então, era de um mau gosto tal, que eu fico chocada só de pensar que eu pudesse eventualmente pensar numa coisa dessas.
P.S.3: Francamente, pá.
Não me saiu bem.
Assim se percebe um pouco melhor até onde pode chegar a minha disfuncionalidade no que respeita à culinária.
Tenho que me dedicar antes às marcas que não precisem de juntar açúcar, porque isto desta maneira torna-se demasiado complicado...
P.S.: É claro que eu agora poderia aqui discorrer sobre a lei das compensações e de como, em contrapartida, sou extraordinariamente boa de cama, mas isso era vulgar e acima de tudo demasiado óbvio, de maneiras que vou ficar-me por aqui, ok?
P.S.2: E muito menos vou fazer trocadilhos brejeiros que relacionem o "extraordinariamente boa de cama" com a marca do pudim, que isso então, era de um mau gosto tal, que eu fico chocada só de pensar que eu pudesse eventualmente pensar numa coisa dessas.
P.S.3: Francamente, pá.
terça-feira, agosto 26, 2008
Arrependimento, consciência e responsabilidade
Esta coisa do arrependimento, julgo, é algo de inevitável na vida de qualquer um. Todos nós, num momento ou noutro, já tomámos opções das quais nos arrependemos. Ou melhor, à luz da experiência entretanto adquirida, muitas vezes até após vivenciar as consequências das opções tomadas, verificamos que afinal não tomámos a melhor decisão, dando-se aí o tal do arrependimento.
Mas sinceramente eu considero que, em situações dessas, há pouco lugar para o dito. Porque olhando para trás, para os muitos erros que fui cometendo, a verdade é que no momento em que tomei as decisões, elas eram para mim a melhor coisa a fazer, e optei com a alma e a razão, convicta de que era aquele o caminho a seguir. A compreensão do porquê de um determinado passo, que parecia tão seguro, ser afinal um passo em falso, isso veio depois, e não tinha como chegar antes. Então aí, de que serve o arrependimento? "Se soubesse o que sei hoje" é uma frase muito gira mas consola pouco e não justifica nada. A verdade é que na maior parte das ocasiões não sabia o que sei hoje, e isso é afinal a tal constante da vida.
Do meu ponto de vista, o que há a fazer é aquilo que, a cada momento, identifico dentro mim como a minha maior verdade, aquilo em que eu acredito mais profundamente e no fim, esperar pelo melhor. "Põe quanto és no mínimo que fazes", é realmente a melhor forma de andar para a frente. Não sem cometer erros, porque eles são fatais como o destino e precisamos deles para aprendermos a ser melhores do que aquilo que somos. Mas para dormir todos os dias descansada, que estou a fazer tudo, mas tudo o que me é possível, com aquilo que sou em cada momento.
Para mim, o arrependimento mora noutros momentos. Naqueles em que tomei opções que não vieram cá de dentro, em que me deixei levar em coisas nas quais não acreditava totalmente, em que disse "sim" quando queria verdadeiramente ter dito "não" ou vice-versa, e pior, quando olho envergonhada para trás e verifico que já sabia então exactamente aquilo que sei hoje, e ainda assim, incorri no erro. É aí que mora o meu arrependimento. Porque para esses erros eu não (me) dou desculpas ou panos quentes. Eu tinha tudo o que era preciso para saber melhor.
Continuo no entanto a achar que o arrependimento é uma coisa inútil. Não ensina nada, não minimiza nada, prende-nos ao passado e não nos deixa avançar. Está lá, e é tudo. Quanto aos erros, não é bem assim. Há sempre algo para fazer com eles. Por mim, encaram-se de frente e carregam-se juntamente com a restante bagagem, pois se fazem parte de nós e nos fizeram chegar aqui, não se podem largar no meio do caminho sem mais nem menos, se o que se pretende é seguir viagem.
Porque o erro de não assumir um erro pesa sempre mais do que o primeiro e para a frente é que é caminho, entre o arrependimento, a consciência e a responsabilidade, que venham elas, e ele se deixe estar por aí num canto qualquer a lamentar-se.
Mas sinceramente eu considero que, em situações dessas, há pouco lugar para o dito. Porque olhando para trás, para os muitos erros que fui cometendo, a verdade é que no momento em que tomei as decisões, elas eram para mim a melhor coisa a fazer, e optei com a alma e a razão, convicta de que era aquele o caminho a seguir. A compreensão do porquê de um determinado passo, que parecia tão seguro, ser afinal um passo em falso, isso veio depois, e não tinha como chegar antes. Então aí, de que serve o arrependimento? "Se soubesse o que sei hoje" é uma frase muito gira mas consola pouco e não justifica nada. A verdade é que na maior parte das ocasiões não sabia o que sei hoje, e isso é afinal a tal constante da vida.
Do meu ponto de vista, o que há a fazer é aquilo que, a cada momento, identifico dentro mim como a minha maior verdade, aquilo em que eu acredito mais profundamente e no fim, esperar pelo melhor. "Põe quanto és no mínimo que fazes", é realmente a melhor forma de andar para a frente. Não sem cometer erros, porque eles são fatais como o destino e precisamos deles para aprendermos a ser melhores do que aquilo que somos. Mas para dormir todos os dias descansada, que estou a fazer tudo, mas tudo o que me é possível, com aquilo que sou em cada momento.
Para mim, o arrependimento mora noutros momentos. Naqueles em que tomei opções que não vieram cá de dentro, em que me deixei levar em coisas nas quais não acreditava totalmente, em que disse "sim" quando queria verdadeiramente ter dito "não" ou vice-versa, e pior, quando olho envergonhada para trás e verifico que já sabia então exactamente aquilo que sei hoje, e ainda assim, incorri no erro. É aí que mora o meu arrependimento. Porque para esses erros eu não (me) dou desculpas ou panos quentes. Eu tinha tudo o que era preciso para saber melhor.
Continuo no entanto a achar que o arrependimento é uma coisa inútil. Não ensina nada, não minimiza nada, prende-nos ao passado e não nos deixa avançar. Está lá, e é tudo. Quanto aos erros, não é bem assim. Há sempre algo para fazer com eles. Por mim, encaram-se de frente e carregam-se juntamente com a restante bagagem, pois se fazem parte de nós e nos fizeram chegar aqui, não se podem largar no meio do caminho sem mais nem menos, se o que se pretende é seguir viagem.
Porque o erro de não assumir um erro pesa sempre mais do que o primeiro e para a frente é que é caminho, entre o arrependimento, a consciência e a responsabilidade, que venham elas, e ele se deixe estar por aí num canto qualquer a lamentar-se.
terça-feira, agosto 19, 2008
Anúncio do "Expresso", a 02 de Agosto
DIRECTORES DE ARTE (m/f) ( 02-08-2008 )
Perfil do candidato: O Departamento Criativo precisa de gente com bom feitio, interessante, divertida, descontraída, imaginativa, culta, bonita, com bom gosto e que cheire bem. O Departamento Comercial diz que o que faz falta é pessoas responsáveis e cumpridoras. E, uma vez mais, a Produção afirma que - dados os prazos - nada disto é possível.
Contacto: Contudo, acreditamos que por aí haverá quem queira participar neste nosso projecto. Se for assim, contactem-nos o mais depressa possível, para que não tenham de ser sempre os mesmos a trabalhar.
Observações: Seniores e Juniores
Perfil do candidato: O Departamento Criativo precisa de gente com bom feitio, interessante, divertida, descontraída, imaginativa, culta, bonita, com bom gosto e que cheire bem. O Departamento Comercial diz que o que faz falta é pessoas responsáveis e cumpridoras. E, uma vez mais, a Produção afirma que - dados os prazos - nada disto é possível.
Contacto: Contudo, acreditamos que por aí haverá quem queira participar neste nosso projecto. Se for assim, contactem-nos o mais depressa possível, para que não tenham de ser sempre os mesmos a trabalhar.
Observações: Seniores e Juniores
segunda-feira, agosto 11, 2008
Murphy, esse gajo incontornável
Roubei aqui. Uma delícia:
Ley de Murphy para os homens
1 - Os homens simpáticos são feios.
2- Os homens bonitos não são simpáticos.
3 - Os homens bonitos e simpáticos são gays.
4 - Os homens bonitos e simpáticos e heterossexuais estão casados.
5 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais e que não estão casados, não tem dinheiro.
6 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais, não estão casados, mas têm dinheiro, pensam que andamos atrás deles pelo dinheiro.
7 - Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais mas sem dinheiro andam atrás do nosso dinheiro.
8 - Os homens bonitos que não são lá muito simpáticos mas são heterossexuais e não ligam ao dinheiro, acham que não somos suficientemente bonitas.
9 - Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais, não casados, com dinheiro e que acham que somos lindas, são cobardes.
10 - Os homens ligeiramente bonitos, algo simpáticos, não casados, com algum dinheiro e, graças a Deus heterossexuais, que nos acham lindas, são tímidos e Nunca Dão o Primeiro Passo.
11 - Os homens que nunca dão o primeiro passo, perdem logo o interesse quando as mulheres tomam a iniciativa.
Eu acrescento: Os homens bonitos, simpáticos, não casados e heterossexuais que seriam perfeitamente capazes de dar o primeiro passo e de nos acharem lindas se nos chegassem a conhecer, têm o problema de desaparecerem ao fim de 45 minutos, quando entra o genérico final do Lost:
Ley de Murphy para os homens
1 - Os homens simpáticos são feios.
2- Os homens bonitos não são simpáticos.
3 - Os homens bonitos e simpáticos são gays.
4 - Os homens bonitos e simpáticos e heterossexuais estão casados.
5 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais e que não estão casados, não tem dinheiro.
6 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais, não estão casados, mas têm dinheiro, pensam que andamos atrás deles pelo dinheiro.
7 - Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais mas sem dinheiro andam atrás do nosso dinheiro.
8 - Os homens bonitos que não são lá muito simpáticos mas são heterossexuais e não ligam ao dinheiro, acham que não somos suficientemente bonitas.
9 - Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais, não casados, com dinheiro e que acham que somos lindas, são cobardes.
10 - Os homens ligeiramente bonitos, algo simpáticos, não casados, com algum dinheiro e, graças a Deus heterossexuais, que nos acham lindas, são tímidos e Nunca Dão o Primeiro Passo.
11 - Os homens que nunca dão o primeiro passo, perdem logo o interesse quando as mulheres tomam a iniciativa.
Eu acrescento: Os homens bonitos, simpáticos, não casados e heterossexuais que seriam perfeitamente capazes de dar o primeiro passo e de nos acharem lindas se nos chegassem a conhecer, têm o problema de desaparecerem ao fim de 45 minutos, quando entra o genérico final do Lost:
domingo, agosto 10, 2008
Beijing
No meio de conversas sobre este mundo e o outro, em que o denominador comum é o aniversário de uma amiga, assiste-se à repetição do espectáculo de abertura dos Jogos Olímpicos.
Espectacular, esmagador, impossível ficar indiferente.
Perante tantos milhares de jovens chineses a participar no espectáculo, há alguém que rompe o êxtase:
"Tantas bolas da Nike que podiam estar a ser feitas, pá. Sinceramente."
Fartámo-nos de rir, claro. E o vinho também era excelente. :-)
Espectacular, esmagador, impossível ficar indiferente.
Perante tantos milhares de jovens chineses a participar no espectáculo, há alguém que rompe o êxtase:
"Tantas bolas da Nike que podiam estar a ser feitas, pá. Sinceramente."
Fartámo-nos de rir, claro. E o vinho também era excelente. :-)
Post vagamente semelhante a uma letra da Rosa Lobato Faria
Maçãs, bananas, peras e laranjas, sim senhor, nada contra.
Mas então o que dizer das cerejas, dos pêssegos, das ameixas, dos melões, das meloas, das uvas e dos alperces?...
Do ponto de vista das frutas não há dúvidas, o Verão é de longe a melhor altura do ano!... :-)
Mas então o que dizer das cerejas, dos pêssegos, das ameixas, dos melões, das meloas, das uvas e dos alperces?...
Do ponto de vista das frutas não há dúvidas, o Verão é de longe a melhor altura do ano!... :-)
Desabafos de volta
Está de volta o primeiro blogue que comecei a ler com regularidade. Os desabafos de um médico que tem sabido contar as histórias clínicas do ponto de vista do médico, mas também do ser humano que é. E muito, muito bem escritas. É de ler, meus amigos, é de ler.
sábado, agosto 09, 2008
"É abatê-los!..."
Ontem, SIC Notícias, aquele programa em que as pessoas telefonam para lá a dizer coisas. Inevitável o assunto do assalto na agência do BES.
E dizia um espectador, inflamado (se não me engano, polícia de profissão):
"Eu não sou violento e sou aliás contra qualquer tipo de violência. Mas nestes casos, é abatê-los, é abatê-los!..."
Mais outro que ainda acredita em sol na eira e chuva no nabal... A mim, a contradição dos termos e a convicção expressa na voz só me deu vontade de rir.
PS: E como deve estar a ser difícil ser-se brasileiro no nosso País por estes dias...
E dizia um espectador, inflamado (se não me engano, polícia de profissão):
"Eu não sou violento e sou aliás contra qualquer tipo de violência. Mas nestes casos, é abatê-los, é abatê-los!..."
Mais outro que ainda acredita em sol na eira e chuva no nabal... A mim, a contradição dos termos e a convicção expressa na voz só me deu vontade de rir.
PS: E como deve estar a ser difícil ser-se brasileiro no nosso País por estes dias...
sexta-feira, julho 25, 2008
Não, não é...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!..."
Confesso: é cansaço!..."
Álvaro de Campos
segunda-feira, julho 07, 2008
Envelhecer é...
Quando aquele tipo que conhecemos e apreciámos devidamente, quer pelo facto de ser mesmo atraente e bonito, e ainda por cima divertido, e ainda por cima inteligente, e ainda por cima simpático e educado, e alto, pá, umas mãos lindas, um sorriso de enfraquecer os joelhos a uma pessoa, uma voz daquelas mesmo masculinas, não sei se estão a ver, quente, bem timbrada. Canta bem como o raio, aliás...
Onde é que eu ia?... Ah, dizia eu, quando uma pessoa conhece um tipo como este, qual poderá ser a pior coisa que pode suceder? Não, não é ele já ter namorada, porque isso não chega a ser uma coisa má, quer dizer, é uma inevitabilidade da natureza, é um dado consumado do destino que um homem daqueles não estará disponível nunca, no momento em que repararmos nele. Nada disso. A pior coisa que nos pode acontecer na presença de tal musa inspiradora é ele tratar-nos por... você.
"Olá, está boa? Já foi àquele site ver as fotos do outro dia?...". Por você, trata-me ele. E nisto uma pessoa estatela-se no meio do chão, caída das nuvens aos trambolhões, porque ó desgraça das desgraças, onde eu ganho em experiência e maturidade, ele ganha em anos a menos. Onde ele está pleno de energia para percorrer os 100 metros, eu já vou com a endurance dos corredores de fundo. E vamos aqui reconhecer, constatar isto é coisa para desgostar uma pessoa.
Mas ainda assim, sendo tudo isto verdade, sinto-me algo injustiçada. Aquele você coloca-me mais anos em cima do que aqueles que tenho, bolas.
Vai daí, fico com vontade de lhe dizer um dia destes, amigo, não me trates por você, não me reduzas a essa condição de tia a quem se deve respeitinho. Afinal, não tenho sequer idade para ser tua mãe. Trata-me antes por tu, que é um tratamento mais compatível com as coisas que eu penso e imagino quando estou à tua frente, e que se resumem a uma certa vontade de verificar empiricamente que, na tua idade, já não precisas que eu te ensine nada.
Vontade essa que inclui, muitas vezes, vãos de escada ou lugares ermos.
Onde é que eu ia?... Ah, dizia eu, quando uma pessoa conhece um tipo como este, qual poderá ser a pior coisa que pode suceder? Não, não é ele já ter namorada, porque isso não chega a ser uma coisa má, quer dizer, é uma inevitabilidade da natureza, é um dado consumado do destino que um homem daqueles não estará disponível nunca, no momento em que repararmos nele. Nada disso. A pior coisa que nos pode acontecer na presença de tal musa inspiradora é ele tratar-nos por... você.
"Olá, está boa? Já foi àquele site ver as fotos do outro dia?...". Por você, trata-me ele. E nisto uma pessoa estatela-se no meio do chão, caída das nuvens aos trambolhões, porque ó desgraça das desgraças, onde eu ganho em experiência e maturidade, ele ganha em anos a menos. Onde ele está pleno de energia para percorrer os 100 metros, eu já vou com a endurance dos corredores de fundo. E vamos aqui reconhecer, constatar isto é coisa para desgostar uma pessoa.
Mas ainda assim, sendo tudo isto verdade, sinto-me algo injustiçada. Aquele você coloca-me mais anos em cima do que aqueles que tenho, bolas.
Vai daí, fico com vontade de lhe dizer um dia destes, amigo, não me trates por você, não me reduzas a essa condição de tia a quem se deve respeitinho. Afinal, não tenho sequer idade para ser tua mãe. Trata-me antes por tu, que é um tratamento mais compatível com as coisas que eu penso e imagino quando estou à tua frente, e que se resumem a uma certa vontade de verificar empiricamente que, na tua idade, já não precisas que eu te ensine nada.
Vontade essa que inclui, muitas vezes, vãos de escada ou lugares ermos.
quarta-feira, julho 02, 2008
A louca
Impõe-se na assistência. Fala claro, dá nomes, datas, factos. Toda a gente a escuta, impotentes todos, porque nada mais se pode fazer do que ouvi-la. Alguns arriscam sorrir ou gracejar com o vizinho do lado, outros mexem-se nas cadeiras, incomodados. A louca fala e todos a escutam, desejando não estar ali, e que ela não estivesse ali.
Por fim, cala-se. E aos nomes, datas, factos que não existem senão nela própria, são-lhe contrapostos nomes, datas, factos que existem para todos os outros, excepto para ela.
Sai invariavelmente gritando injúrias, revoltada com todos quantos, por maldade, a querem fazer passar por louca, e não vêem aquilo que é tão óbvio aos seus olhos. Na sua cabeça, já se vão formando novas realidades cujas razões e contornos não somos capazes de compreender, nem sequer de imaginar.
Na próxima oportunidade que tiver, dar-nos-á conta delas, com toda a força das suas convicções. Do lado de cá da muralha, escutaremos, derrotados.
Por fim, cala-se. E aos nomes, datas, factos que não existem senão nela própria, são-lhe contrapostos nomes, datas, factos que existem para todos os outros, excepto para ela.
Sai invariavelmente gritando injúrias, revoltada com todos quantos, por maldade, a querem fazer passar por louca, e não vêem aquilo que é tão óbvio aos seus olhos. Na sua cabeça, já se vão formando novas realidades cujas razões e contornos não somos capazes de compreender, nem sequer de imaginar.
Na próxima oportunidade que tiver, dar-nos-á conta delas, com toda a força das suas convicções. Do lado de cá da muralha, escutaremos, derrotados.
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