quarta-feira, novembro 02, 2011
Constatação após 4 horas seguidas de pesquisa bibliográfica
EU NÃO VOU TER TEMPO DE LER ISTO TUDO!!!!!............ :-(
segunda-feira, outubro 31, 2011
sábado, outubro 22, 2011
segunda-feira, outubro 10, 2011
Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te #3
O que raio é #FF no Twitter!!!???... Hein?!... Devo ficar contente ou responder "VAI TU!!..."??
Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te #2
Quero criar uma corrente no Facebook. Vai-se chamar "se receber mais outra corrente no Facebook vou-me tornar numa potencial assassina de criancinhas". Como é que se faz?
E já agora, alguém que me explique...
... porque carga d'água é que Steve Jobs parece ser o novo Jesus Cristo?...
(Eu disse que hoje estou em dia não, no que às tecnologias diz respeito. Cinco horas depois, ainda não me passou.)
(Eu disse que hoje estou em dia não, no que às tecnologias diz respeito. Cinco horas depois, ainda não me passou.)
Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te
Agendas electrónicas não são para mim. Em papel é que é bom. Tivesse eu a minha agendazinha comigo no dia em que, de férias e em casa, liguei a marcar uma consulta de oftalmologia, e não teria acabado por faltar à dita.
Desde Agosto à procura, na agenda do telefone, da data, meu deus, da data da consulta, que eu ia jurar que tinha escrito ali no telemóvel, mas onde, mas onde. É em Outubro mas quando, meu deus, mas quando.
Era hoje. Disse o sofisticado BlackBerry, fazendo emergir do vale dos mortos a informação perdida e tantas vezes procurada, quando faltavam apenas 15 MINUTOS e cerca de 30 QUILÓMETROS para a dita cuja.
Hoje estou muito agastada com as tecnologias em geral e com as agendas telefónicas em particular.
Desde Agosto à procura, na agenda do telefone, da data, meu deus, da data da consulta, que eu ia jurar que tinha escrito ali no telemóvel, mas onde, mas onde. É em Outubro mas quando, meu deus, mas quando.
Era hoje. Disse o sofisticado BlackBerry, fazendo emergir do vale dos mortos a informação perdida e tantas vezes procurada, quando faltavam apenas 15 MINUTOS e cerca de 30 QUILÓMETROS para a dita cuja.
Hoje estou muito agastada com as tecnologias em geral e com as agendas telefónicas em particular.
sexta-feira, setembro 30, 2011
Sinto
A roda do destino em movimento. No entretanto, a vida segue o seu ritmo normal, mas por baixo do ruído do dia-a-dia, oiço o ranger da engrenagem e sinto o chão a tremer debaixo dos pés.
terça-feira, setembro 13, 2011
Porque isto é mesmo muito bonito
há sempre um sítio pra fugir,
se queres saber um sítio onde podes descansar.
há sempre alguém pra te agarrar, pra te esconder.
se vais cair eu vou-te ver antes da dança, antes da fuga, eu sei-te ver.
antes do tempo te mudar eu vou saber, antes da névoa te vestir e te levar,
há um sítio onde o escuro não chegou pra onde podes ir, um rio pra libertar.
há sempre alguém pra te salvar, se queres saber, se queres sentir a todo o gás.
há sempre alguém pra te dizer se vais cair pra te travar e adormecer.
antes do dia, antes da luta, eu sei-te ver.
antes da noite te sarar eu vou saber, antes da chuva te romper e te lavar,
há um sítio onde a estrada te deixou por onde tens que ir se te queres libertar.
e tudo o que for por bem, tudo o que der razão pelo ponto vai ligar.
tudo te vai unir, tudo se faz canção, no caminho de voltar, no caminho de voltar.
há sempre paz noutro lugar, entre nuvens,
um sítio onde podes perceber que há sempre alguém para te ver,
em segredo, te descobrir e renovar, e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar
se queres saber um sítio onde podes descansar.
há sempre alguém pra te agarrar, pra te esconder.
se vais cair eu vou-te ver antes da dança, antes da fuga, eu sei-te ver.
antes do tempo te mudar eu vou saber, antes da névoa te vestir e te levar,
há um sítio onde o escuro não chegou pra onde podes ir, um rio pra libertar.
há sempre alguém pra te salvar, se queres saber, se queres sentir a todo o gás.
há sempre alguém pra te dizer se vais cair pra te travar e adormecer.
antes do dia, antes da luta, eu sei-te ver.
antes da noite te sarar eu vou saber, antes da chuva te romper e te lavar,
há um sítio onde a estrada te deixou por onde tens que ir se te queres libertar.
e tudo o que for por bem, tudo o que der razão pelo ponto vai ligar.
tudo te vai unir, tudo se faz canção, no caminho de voltar, no caminho de voltar.
há sempre paz noutro lugar, entre nuvens,
um sítio onde podes perceber que há sempre alguém para te ver,
em segredo, te descobrir e renovar, e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar
Tiago Bettencourt, "Caminho de Voltar"
quinta-feira, setembro 08, 2011
By location
De vez em quando lá vou espreitar no site meter os visitantes que aqui chegam, ao que vêm e vindos de onde. Já me habituei às muitas visitas do Brasil, esporadicamente lá surgem visitantes de outros países por este mundo fora.
Confesso no entanto que dois locais em particular andam a intrigar-me. Vai por isso daqui o desafio para que se manifestem os meus leitores assíduos provenientes de Moutain View na California, e do mais que improvável Kuwait!
E sejam bem-vind@s, é claro! :-)
Confesso no entanto que dois locais em particular andam a intrigar-me. Vai por isso daqui o desafio para que se manifestem os meus leitores assíduos provenientes de Moutain View na California, e do mais que improvável Kuwait!
E sejam bem-vind@s, é claro! :-)
quarta-feira, setembro 07, 2011
Igualdade "my ass"
Conheço uma pessoa que costuma dizer uma coisa muito pertinente: as mulheres fazem tudo o que os homens fazem, e ainda por cima de saltos altos!
Eu acrescento: e às vezes, em cima disso tudo, estamos também menstruadas...
Eu acrescento: e às vezes, em cima disso tudo, estamos também menstruadas...
segunda-feira, setembro 05, 2011
Constatação de um fim-de-semana prolongado
Eu sou uma pessoa que necessita possuir uma casa ao pé do mar. :-s
terça-feira, agosto 30, 2011
Coisas que me fascinam #3
Material escolar novinho em folha, nas suas variadas formas, feitios, cores e cheiros.
quarta-feira, agosto 24, 2011
domingo, agosto 14, 2011
A teoria do alçapão
É uma teoria que eu já tenho há algum tempo, e que sempre fica reforçada nesta altura do ano, em que as televisões generalistas se desdobram em programas em directo do género "Verão Total", e outros cujo nome felizmente não retenho. Também sai reforçada pelo facto de ter passado as últimas semanas de férias, logo com mais disponibilidade para estar em frente à televisão, e de vez em quando lá me distraio e sintonizo demasiado cedo (antes dos telejornais da hora de almoço) estes maravilhosos canais.
Neste programas das manhãs e das tardes proliferam actuações de pessoas denominadas de "artistas", e todos cumprem mais ou menos o mesmo padrão: as músicas passam em play-back. Os homens suam dos sovacos à bruta e têm ar de ter saído de trás da banca da feira onde vendem cassetes-pirata, directamente para a frente da câmara da televisão. Muitos deles precisam de arranjar os dentes. As mulheres vestem coisas demasiado justas e curtas, repletas de cores vivas e lantejoulas, usam demasiada maquilhagem e parecem ter saído directamente, não da banca da venda de música, mas talvez da esquina mais próxima. A música que ecoa tem sempre uma base de ter-lin-tin-tin constante, e os "performers" saltitam furiosamente de um lado para o outro, com um grupo de duas ou três bailarinas atrás.
Olho para aquilo como quem abranda o carro para ver um desastre e sempre me surgem os mesmos três pensamentos. O primeiro é, que horror. O segundo, mas quem são estas pessoas? E por fim, de onde é que vêm e para onde é que voltam quando terminam a sua actuação saltitante?
Sim, quem são estas pessoas? Onde é que os canais de televisão os desencantam nesta altura do ano, porque embora sejam todos mais ou menos iguais, a verdade é que existem numa quantidade absurda, em diferentes feitios, tamanhos e cores. É aí que surge a minha teoria do alçapão dos cantores pimba.
Tomai atenção, porque este pode muito bem ser o segredo mais bem guardado de sempre das televisões generalistas. Existe um alçapão, a porta de entrada para um buraco bem fundo debaixo do chão. É lá que estão enterrados todos os cantores pimba deste país. RTP, SIC e TVI partilham este segredo e só existem 3 chaves para o alçapão, presas ao pescoço do Jorge Gabriel, da Júlia Pinheiro e do Manuel Luís Goucha. Os cantores pimba na verdade não são pessoas, são bonecos de corda. Antes de cada programa em directo, eles abrem o alçapão, tiram cá para fora aqueles de que necessitam, tiram-lhes o pó, dão-lhes corda e eles vão a saltitar directamente para a frente das câmaras. Fazem lá aquela cena que eles fazem e logo que termina, voltam a empurrá-los para o buraco. Por isso é que depois já ninguém mais os vê ou ouve falar deles.
É disto que se alimentam as televisões generalistas, meus amigos. Bonecos de corda escondidos em buracos. Só que isto nem sempre corre bem. Já houve casos de alguns que fugiram numa das vezes em que os deixaram sair. Fazem concertos regulares, atraem multidões e enchem pavilhões. Aprenderam a dar corda a eles próprios e agora já ninguém os consegue agarrar.
Neste programas das manhãs e das tardes proliferam actuações de pessoas denominadas de "artistas", e todos cumprem mais ou menos o mesmo padrão: as músicas passam em play-back. Os homens suam dos sovacos à bruta e têm ar de ter saído de trás da banca da feira onde vendem cassetes-pirata, directamente para a frente da câmara da televisão. Muitos deles precisam de arranjar os dentes. As mulheres vestem coisas demasiado justas e curtas, repletas de cores vivas e lantejoulas, usam demasiada maquilhagem e parecem ter saído directamente, não da banca da venda de música, mas talvez da esquina mais próxima. A música que ecoa tem sempre uma base de ter-lin-tin-tin constante, e os "performers" saltitam furiosamente de um lado para o outro, com um grupo de duas ou três bailarinas atrás.
Olho para aquilo como quem abranda o carro para ver um desastre e sempre me surgem os mesmos três pensamentos. O primeiro é, que horror. O segundo, mas quem são estas pessoas? E por fim, de onde é que vêm e para onde é que voltam quando terminam a sua actuação saltitante?
Sim, quem são estas pessoas? Onde é que os canais de televisão os desencantam nesta altura do ano, porque embora sejam todos mais ou menos iguais, a verdade é que existem numa quantidade absurda, em diferentes feitios, tamanhos e cores. É aí que surge a minha teoria do alçapão dos cantores pimba.
Tomai atenção, porque este pode muito bem ser o segredo mais bem guardado de sempre das televisões generalistas. Existe um alçapão, a porta de entrada para um buraco bem fundo debaixo do chão. É lá que estão enterrados todos os cantores pimba deste país. RTP, SIC e TVI partilham este segredo e só existem 3 chaves para o alçapão, presas ao pescoço do Jorge Gabriel, da Júlia Pinheiro e do Manuel Luís Goucha. Os cantores pimba na verdade não são pessoas, são bonecos de corda. Antes de cada programa em directo, eles abrem o alçapão, tiram cá para fora aqueles de que necessitam, tiram-lhes o pó, dão-lhes corda e eles vão a saltitar directamente para a frente das câmaras. Fazem lá aquela cena que eles fazem e logo que termina, voltam a empurrá-los para o buraco. Por isso é que depois já ninguém mais os vê ou ouve falar deles.
É disto que se alimentam as televisões generalistas, meus amigos. Bonecos de corda escondidos em buracos. Só que isto nem sempre corre bem. Já houve casos de alguns que fugiram numa das vezes em que os deixaram sair. Fazem concertos regulares, atraem multidões e enchem pavilhões. Aprenderam a dar corda a eles próprios e agora já ninguém os consegue agarrar.
sexta-feira, agosto 12, 2011
quinta-feira, agosto 11, 2011
Candida Albicans, epílogo
Já se passaram quase cinco anos sobre este post. Na altura, escrevia com o peso de um problema que parecia não ter solução à vista, quando tudo o que queria era poder descrever de que maneira ele tinha ficado resolvido. A conversa com um amigo fez-me hoje reflectir que ainda nunca escrevi este epílogo, e sobretudo numa fase em que os epílogos parecem avolumar-se na minha vida, aqui fica registado mais um, na forma de um resumo do que passei durante mais de um ano em que vivi com uma inflamação vaginal por candida albicans.
Devo dizer, aliás, que este blog acabou por se tornar (sem que fizesse mais por isso do que o conjunto de posts relativos ao assunto) num ponto de referência, ponto de encontro, muro de lamentações, eu sei lá, para muitas centenas de mulheres desesperadas e angustiadas com um problema de saúde que é de facto desesperante e angustiante, e que estranhamente parece continuar a ser pouco valorizado. Essas mulheres que aqui vêm também já mereciam este post, até porque muitas delas têm-me contactado por email ou através dos comentários no blogue, pedindo ajuda, informações, ou apenas alguma forma de apoio moral. A muitas tenho respondido, à medida do que também me vai sendo possível. No conjunto de posts sob o marcador "candida albicans" registo, à data de hoje, 1095 comentários. Mil-e-noventa-e-cinco.
A minha infecção por candida albicans surgiu em Janeiro de 2006 e durou até Março de 2007. Hoje em dia está ultrapassada, mas infelizmente a medicina convencional não chegou para resolver o problema. Costumo dizer que passei das drogas leves (gino-canesten, gino-pevaryl) às drogas duras
(fluconazol) no que aos tratamentos possíveis para a candida dizem respeito e, ao fim de um tempo, tinha a sensação de que quanto mais medicamento tomava ou aplicava, pior me sentia.
Na verdade, tudo começou por ser uma infecção mista (bactéria e fungo), o que só piorou as coisas. Piorou porque para se tratar uma coisa foi inevitável piorar a outra. Ou seja, para matar a bactéria com antibióticos tive que enfraquecer (ainda mais) o sistema imunitário, o que fortaleceu a candida. A candida é um fungo, não é tratável com antibióticos. Ela habita no nosso organismo naturalmente. Se o nosso sistema imunitário estiver a funcionar bem, mantém a cândida a níveis controlados. Se o sistema imunitário enfraquecer (e isso sucede muitas vezes com a toma de antibióticos), é natural que a cândida tenha terreno para se esticar. Foi o que me aconteceu.
Informação importante que acho que qualquer mulher deve conhecer sobre este problema e, de resto, sobre a nossa flora vaginal, é que o princípio de combate à candida é na verdade muito básico: a nossa flora vaginal é naturalmente ácida, porque a acidez destrói as bactérias. É um sistema de defesa natural do nosso organismo, que tem uma "porta aberta para o mundo". Mas os fungos florescem em ambiente ácido. Logo, para combater um fungo, é necessário aumentar o ph da flora vaginal. Ou de todo o organismo, se o fungo estiver a generalizar-se pelo corpo, através do intestino.
E agora, aquilo que realmente interessa: como é que me livrei da candida? A resposta é, com a homeopatia. Os tratamentos têm o grande contra de serem muito caros, mas no meu caso foi a única alternativa. Consultei também um alergologista, fiz uma vacina contra o fungo durante quatro anos. Só tive alta recentemente. Fiz análises de tudo e mais alguma coisa e a candida está desaparecida. O alergologista despediu-se de mim, ao fim deste tempo todo dizendo, durante muito tempo, espero que esteja imunizada. Se a coisa voltar, sabe onde me encontrar... Portanto, isto é sempre uma coisa da qual não se está propriamente curada... Mas estou agora há vários anos sem qualquer crise, o que me deixa muito satisfeita e, por outro lado, mais confiante, porque ao mínimo sinal de alarme já saberei agora melhor o que devo fazer.
Quanto à homeopatia, para quem queira seguir esse caminho, a única coisa que aconselho é que procurem profissionais que vos dêem algumas garantias de fidedignidade. O que eu receio nestas medicinas alternativas é a proliferação de pessoas a praticá-las sem que possamos comprovar se prestam para alguma coisa ou não... no meu caso consultei um homeopata em Lisboa, que dá consultas na Ervanária Científica Garcia da Orta, em Alcântara. O nome é Dr. Amândio Marques e a lista para marcação de consultas costuma ser longa. O que ele fez comigo foi muito simples. Deu-me antiácidos, para eliminar a acidez dos próprios alimentos que eu comia. Alguns antifúngicos naturais. E suplementos alimentares para fortalecer a imunidade. Ao fim de pouco tempo comecei a melhorar e até hoje. Quanto ao custo dos medicamentos, pensai cada uma de vós quanto dinheiro já enterrou em medicamentos que não vos trataram, e é uma questão de verem qual o caminho a seguir.
Em relação à alergologia, consultei um médico na Clínica de Santo António, em Sacavém, o nome é Dr. Marques Ferreira. Para mim a surpresa a este nível foi perceber que muitos ginecologistas desconhecem totalmente que existe uma vacina contra a candida albicans... Acho estranho. Mas pelos vistos a medicina também tem as suas quintas, o que nos deixa a nós, doentes, com a obrigação de nos documentarmos e promover a interdisciplinariedade...
Outras dicas importantes. Começo por produtos que não são medicamentos, mas podem ajudar. O Alkagin tornou-se num amigo para a vida. Uso a solução íntima na minha lavagem diária. Quanto ao gel, pode ser um grande alívio para quem se sinta muito "seca", por vezes alguns tratamentos locais podem deixar essa sensação.
Há ainda outro produto excelente, e que me foi aconselhado a dada altura num comentário aqui mesmo no blogue, por um ginecologista, chamado Geliofil. Há nas farmácias convencionais, se não tiverem peçam para encomendarem. É óptimo para limpar logo a seguir ao período e também não tem contra-indicações. Outra curiosidade: na altura em que recebi esta "dica", eu andava em consultas de ginecologia na Maternidade Alfredo da costa. Quando lá cheguei e falei deste medicamento, desconheciam que ele existisse... É verdade que era algo muito recente, mas de novo estranhei que, no sítio que supostamente está na vanguarda, precisasse de uma utente para lhes levar a boa nova...
Isto para dizer que, infelizmente, há muitos ginecologistas que continuam a achar que a candidíase é um problema menor, facilmente tratável, e que não representa nada de especialmente grave. Relativizam o sofrimento por que se passa quando se sucedem os tratamentos sem que hajam melhoras, insinuam que estamos a imaginar coisas (aconteceu-me, mais um bocadinho e dizia que eu
era maluca), e desvalorizam o mal que isto faz à nossa auto-estima quando percebemos que não conseguimos ter uma vida sexual normal. Ignoram que isto nos pode levar à depressão, como chegou a acontecer comigo.
Que conselhos mais vos posso dar? Se o vosso ginecologista desvaloriza o problema, mandem-no passear. Arranjem outro, e outro, e outro, até acertarem. Explorem outras especialidades médicas, especialmente a alergologia, se virem que associados a estes problemas estão outros, tais como pele atópica, intolerância alimentar, alergias. Não me entendam mal, eu nunca desprezei os médicos. Agarrei-me a eles como lapa, faço os exames todos, vou a consultas regulares. E nada do que aqui digo ou sugiro substitui o acompanhamento médico. Absolutamente nada. Mas nenhum médico pode substituir-nos no nosso empenho de zelarmos pelo melhor acompanhamento possível.
Mas não é menos verdade que há coisas muito importantes que só dependem de nós, desde logo os hábitos alimentares. Água, muita água. Chá, bebi litros e litros de chá. A camomila é um anti-inflamatório natural, e eu também gosto muito duma erva chamada tomilho-limão, faz um chá super agradável e o tomilho é anti-fúngico. Há alimentos que é imperativo evitar durante as crises: cogumelos, coisas com amido ou fermento (pão, bolos), álcool, açúcares. Alimentos ácidos, tais como alguns frutos, laranja, limão, ananás. O leite e o café também devem ser evitados.
E finalmente, o mais difícil de tudo: Não nos deixarmos deprimir, porque a depressão também enfraquece a imunidade e é claro, só dá ainda mais força à candida. Se for preciso tomar
anti-depressivos, pois que seja. Tudo o que for preciso para dar cabo dela.
Isto de certa forma resume tudo o que aprendi e vai ao encontro das muitas perguntas que tantas de vós me têm feito sobre este assunto. Espero que o meu testemunho sirva para vos ajudar a encontrar um caminho para um tratamento que resulte convosco, e que não será necessariamente igual ao meu. O meu epílogo está feito. Desejo a todas as que chegaram a este último prágrafo (e só o farão aquelas a quem isto realmente interessa, de certeza), que o vosso epílogo possa ser escrito o mais brevemente possível.
Devo dizer, aliás, que este blog acabou por se tornar (sem que fizesse mais por isso do que o conjunto de posts relativos ao assunto) num ponto de referência, ponto de encontro, muro de lamentações, eu sei lá, para muitas centenas de mulheres desesperadas e angustiadas com um problema de saúde que é de facto desesperante e angustiante, e que estranhamente parece continuar a ser pouco valorizado. Essas mulheres que aqui vêm também já mereciam este post, até porque muitas delas têm-me contactado por email ou através dos comentários no blogue, pedindo ajuda, informações, ou apenas alguma forma de apoio moral. A muitas tenho respondido, à medida do que também me vai sendo possível. No conjunto de posts sob o marcador "candida albicans" registo, à data de hoje, 1095 comentários. Mil-e-noventa-e-cinco.
A minha infecção por candida albicans surgiu em Janeiro de 2006 e durou até Março de 2007. Hoje em dia está ultrapassada, mas infelizmente a medicina convencional não chegou para resolver o problema. Costumo dizer que passei das drogas leves (gino-canesten, gino-pevaryl) às drogas duras
(fluconazol) no que aos tratamentos possíveis para a candida dizem respeito e, ao fim de um tempo, tinha a sensação de que quanto mais medicamento tomava ou aplicava, pior me sentia.
Na verdade, tudo começou por ser uma infecção mista (bactéria e fungo), o que só piorou as coisas. Piorou porque para se tratar uma coisa foi inevitável piorar a outra. Ou seja, para matar a bactéria com antibióticos tive que enfraquecer (ainda mais) o sistema imunitário, o que fortaleceu a candida. A candida é um fungo, não é tratável com antibióticos. Ela habita no nosso organismo naturalmente. Se o nosso sistema imunitário estiver a funcionar bem, mantém a cândida a níveis controlados. Se o sistema imunitário enfraquecer (e isso sucede muitas vezes com a toma de antibióticos), é natural que a cândida tenha terreno para se esticar. Foi o que me aconteceu.
Informação importante que acho que qualquer mulher deve conhecer sobre este problema e, de resto, sobre a nossa flora vaginal, é que o princípio de combate à candida é na verdade muito básico: a nossa flora vaginal é naturalmente ácida, porque a acidez destrói as bactérias. É um sistema de defesa natural do nosso organismo, que tem uma "porta aberta para o mundo". Mas os fungos florescem em ambiente ácido. Logo, para combater um fungo, é necessário aumentar o ph da flora vaginal. Ou de todo o organismo, se o fungo estiver a generalizar-se pelo corpo, através do intestino.
E agora, aquilo que realmente interessa: como é que me livrei da candida? A resposta é, com a homeopatia. Os tratamentos têm o grande contra de serem muito caros, mas no meu caso foi a única alternativa. Consultei também um alergologista, fiz uma vacina contra o fungo durante quatro anos. Só tive alta recentemente. Fiz análises de tudo e mais alguma coisa e a candida está desaparecida. O alergologista despediu-se de mim, ao fim deste tempo todo dizendo, durante muito tempo, espero que esteja imunizada. Se a coisa voltar, sabe onde me encontrar... Portanto, isto é sempre uma coisa da qual não se está propriamente curada... Mas estou agora há vários anos sem qualquer crise, o que me deixa muito satisfeita e, por outro lado, mais confiante, porque ao mínimo sinal de alarme já saberei agora melhor o que devo fazer.
Quanto à homeopatia, para quem queira seguir esse caminho, a única coisa que aconselho é que procurem profissionais que vos dêem algumas garantias de fidedignidade. O que eu receio nestas medicinas alternativas é a proliferação de pessoas a praticá-las sem que possamos comprovar se prestam para alguma coisa ou não... no meu caso consultei um homeopata em Lisboa, que dá consultas na Ervanária Científica Garcia da Orta, em Alcântara. O nome é Dr. Amândio Marques e a lista para marcação de consultas costuma ser longa. O que ele fez comigo foi muito simples. Deu-me antiácidos, para eliminar a acidez dos próprios alimentos que eu comia. Alguns antifúngicos naturais. E suplementos alimentares para fortalecer a imunidade. Ao fim de pouco tempo comecei a melhorar e até hoje. Quanto ao custo dos medicamentos, pensai cada uma de vós quanto dinheiro já enterrou em medicamentos que não vos trataram, e é uma questão de verem qual o caminho a seguir.
Em relação à alergologia, consultei um médico na Clínica de Santo António, em Sacavém, o nome é Dr. Marques Ferreira. Para mim a surpresa a este nível foi perceber que muitos ginecologistas desconhecem totalmente que existe uma vacina contra a candida albicans... Acho estranho. Mas pelos vistos a medicina também tem as suas quintas, o que nos deixa a nós, doentes, com a obrigação de nos documentarmos e promover a interdisciplinariedade...
Outras dicas importantes. Começo por produtos que não são medicamentos, mas podem ajudar. O Alkagin tornou-se num amigo para a vida. Uso a solução íntima na minha lavagem diária. Quanto ao gel, pode ser um grande alívio para quem se sinta muito "seca", por vezes alguns tratamentos locais podem deixar essa sensação.
Há ainda outro produto excelente, e que me foi aconselhado a dada altura num comentário aqui mesmo no blogue, por um ginecologista, chamado Geliofil. Há nas farmácias convencionais, se não tiverem peçam para encomendarem. É óptimo para limpar logo a seguir ao período e também não tem contra-indicações. Outra curiosidade: na altura em que recebi esta "dica", eu andava em consultas de ginecologia na Maternidade Alfredo da costa. Quando lá cheguei e falei deste medicamento, desconheciam que ele existisse... É verdade que era algo muito recente, mas de novo estranhei que, no sítio que supostamente está na vanguarda, precisasse de uma utente para lhes levar a boa nova...
Isto para dizer que, infelizmente, há muitos ginecologistas que continuam a achar que a candidíase é um problema menor, facilmente tratável, e que não representa nada de especialmente grave. Relativizam o sofrimento por que se passa quando se sucedem os tratamentos sem que hajam melhoras, insinuam que estamos a imaginar coisas (aconteceu-me, mais um bocadinho e dizia que eu
era maluca), e desvalorizam o mal que isto faz à nossa auto-estima quando percebemos que não conseguimos ter uma vida sexual normal. Ignoram que isto nos pode levar à depressão, como chegou a acontecer comigo.
Que conselhos mais vos posso dar? Se o vosso ginecologista desvaloriza o problema, mandem-no passear. Arranjem outro, e outro, e outro, até acertarem. Explorem outras especialidades médicas, especialmente a alergologia, se virem que associados a estes problemas estão outros, tais como pele atópica, intolerância alimentar, alergias. Não me entendam mal, eu nunca desprezei os médicos. Agarrei-me a eles como lapa, faço os exames todos, vou a consultas regulares. E nada do que aqui digo ou sugiro substitui o acompanhamento médico. Absolutamente nada. Mas nenhum médico pode substituir-nos no nosso empenho de zelarmos pelo melhor acompanhamento possível.
Mas não é menos verdade que há coisas muito importantes que só dependem de nós, desde logo os hábitos alimentares. Água, muita água. Chá, bebi litros e litros de chá. A camomila é um anti-inflamatório natural, e eu também gosto muito duma erva chamada tomilho-limão, faz um chá super agradável e o tomilho é anti-fúngico. Há alimentos que é imperativo evitar durante as crises: cogumelos, coisas com amido ou fermento (pão, bolos), álcool, açúcares. Alimentos ácidos, tais como alguns frutos, laranja, limão, ananás. O leite e o café também devem ser evitados.
E finalmente, o mais difícil de tudo: Não nos deixarmos deprimir, porque a depressão também enfraquece a imunidade e é claro, só dá ainda mais força à candida. Se for preciso tomar
anti-depressivos, pois que seja. Tudo o que for preciso para dar cabo dela.
Isto de certa forma resume tudo o que aprendi e vai ao encontro das muitas perguntas que tantas de vós me têm feito sobre este assunto. Espero que o meu testemunho sirva para vos ajudar a encontrar um caminho para um tratamento que resulte convosco, e que não será necessariamente igual ao meu. O meu epílogo está feito. Desejo a todas as que chegaram a este último prágrafo (e só o farão aquelas a quem isto realmente interessa, de certeza), que o vosso epílogo possa ser escrito o mais brevemente possível.
sexta-feira, agosto 05, 2011
Mas afinal que karma é este com as ecografias à tiróide?
Que eu tenho, de um modo geral, sempre histórias ridículas para contar em torno de exames médicos. Na verdade não é preciso serem ecografias à tiróide. É um karma cujo sentido cósmico ainda não alcancei, quem sabe quando um dia destes for fazer um retiro espiritual para o Tibete consiga almejar a sua compreensão, por enquanto, permaneço na ignorância.
No caso das ecografias à tiróide, a primeira que fiz, aos 19 anos, entrei na sala para o dito e prontamente disseram-me, "dispa-se da cintura para baixo". Confesso que fiquei ali uns segundos a fazer contas de cabeça e a pensar que eu afinal era tão ignorante em matéria de saúde que chegava ao consultório convencida que a tiróide era no pescoço. Ou que de alguma forma perversa, para chegarem à observação da tiróide tinham que ir por... ou pelo... bem, não interessa, a situação foi rapidamente esclarecida com um "ai desculpe lá, mas hoje têm sido tantas grávidas...".
Hoje. 20 anos depois. Ecografia à tiróide e às partes moles do pescoço, que é logo um exame com uma designação algo deprimente, porque uma pessoa tem consciência que, aos 39 anos e daqui para a frente, o que não faltarão são partes moles observáveis, no pescoço e em todo o lado... E face ao humilhante nome do exame, perguntarão os estimados leitores, pode ficar pior? A resposta é: pode sim senhor.
Ora deixa cá ver o recibo: eco tiroideia e eco prostática. "Eco prostática?", penso eu, e de novo aqueles segundos para fazer contas de cabeça. Mas como é que?... E por onde?...
Quando retomei a compostura, fui acertar contas com a recepcionista. Bati com o recibo no balcão e gritei em plenos pulmões, ó sua cabra, corrija-me lá isto ó fáxavor, porque das partes moles já eu sei que não me livro e ao menos são minhas, agora próstata, nesta encarnação que eu saiba não me calhou nenhuma!...
No caso das ecografias à tiróide, a primeira que fiz, aos 19 anos, entrei na sala para o dito e prontamente disseram-me, "dispa-se da cintura para baixo". Confesso que fiquei ali uns segundos a fazer contas de cabeça e a pensar que eu afinal era tão ignorante em matéria de saúde que chegava ao consultório convencida que a tiróide era no pescoço. Ou que de alguma forma perversa, para chegarem à observação da tiróide tinham que ir por... ou pelo... bem, não interessa, a situação foi rapidamente esclarecida com um "ai desculpe lá, mas hoje têm sido tantas grávidas...".
Hoje. 20 anos depois. Ecografia à tiróide e às partes moles do pescoço, que é logo um exame com uma designação algo deprimente, porque uma pessoa tem consciência que, aos 39 anos e daqui para a frente, o que não faltarão são partes moles observáveis, no pescoço e em todo o lado... E face ao humilhante nome do exame, perguntarão os estimados leitores, pode ficar pior? A resposta é: pode sim senhor.
Ora deixa cá ver o recibo: eco tiroideia e eco prostática. "Eco prostática?", penso eu, e de novo aqueles segundos para fazer contas de cabeça. Mas como é que?... E por onde?...
Quando retomei a compostura, fui acertar contas com a recepcionista. Bati com o recibo no balcão e gritei em plenos pulmões, ó sua cabra, corrija-me lá isto ó fáxavor, porque das partes moles já eu sei que não me livro e ao menos são minhas, agora próstata, nesta encarnação que eu saiba não me calhou nenhuma!...
quarta-feira, agosto 03, 2011
quinta-feira, julho 28, 2011
Desabafos da sociedade de consumo
Chateia-me este espírito das empresas de telecomunicações, em tudo semelhante ao genericamente atribuído a pessoas de uma certa etnia que normalmente vendem em mercados e em feiras.
Algumas destas empresas, das quais sou cliente há muitos anos, descobriram agora recentemente que eu sou "muito importante" para eles. Mas só sou importante agora, que lhes telefonei a dizer que o meu dinheirinho vai passar a ir para outro lado.
Primeiro, foi o telemóvel. Alterei tarifário, ao fim de pouco tempo lá veio o telefonema preocupado de alguém para quem eu sou muito importante, especialmente porque lhes dava mensalmente mais dinheiro do que o serviço do qual necessito.
Agora, foi a televisão e a internet cá de casa. Já tinha conseguido uma redução de 5€ no operador ao qual aderi, simplesmente por dizer que ia telefonar ao meu operador actual pedindo preços para as mudanças que pretendo fazer, e comparar. Hoje, quando liguei a desactivar o serviço, caíram do céu aos trambolhões duas propostas com reduções mensais e ofertas de tudo e mais alguma coisa, porque "a senhora é uma cliente muito importante para nós". Pois. Mas só sou importante quando digo que me vou embora. Antes disso posso continuar a pagar o mundo e mais um par de botas, e para descobrires que estás mal, estás sozinha nessa luta.
Não há dúvida, eu tenho é pouca paciência para me movimentar neste mundo de ciganagem, pouca paciência e pouco tempo. Mas o que eu devia fazer (o que devíamos todos fazer!) era apontar já na agenda, daqui a 2 anos, que é quando termina o contrato de fidelização que agora assinei, estar a fazer uns telefonemas a dizer que me vou embora de volta para outro operador qualquer. Que é para continuar a ser importante para esta gentalha.
Algumas destas empresas, das quais sou cliente há muitos anos, descobriram agora recentemente que eu sou "muito importante" para eles. Mas só sou importante agora, que lhes telefonei a dizer que o meu dinheirinho vai passar a ir para outro lado.
Primeiro, foi o telemóvel. Alterei tarifário, ao fim de pouco tempo lá veio o telefonema preocupado de alguém para quem eu sou muito importante, especialmente porque lhes dava mensalmente mais dinheiro do que o serviço do qual necessito.
Agora, foi a televisão e a internet cá de casa. Já tinha conseguido uma redução de 5€ no operador ao qual aderi, simplesmente por dizer que ia telefonar ao meu operador actual pedindo preços para as mudanças que pretendo fazer, e comparar. Hoje, quando liguei a desactivar o serviço, caíram do céu aos trambolhões duas propostas com reduções mensais e ofertas de tudo e mais alguma coisa, porque "a senhora é uma cliente muito importante para nós". Pois. Mas só sou importante quando digo que me vou embora. Antes disso posso continuar a pagar o mundo e mais um par de botas, e para descobrires que estás mal, estás sozinha nessa luta.
Não há dúvida, eu tenho é pouca paciência para me movimentar neste mundo de ciganagem, pouca paciência e pouco tempo. Mas o que eu devia fazer (o que devíamos todos fazer!) era apontar já na agenda, daqui a 2 anos, que é quando termina o contrato de fidelização que agora assinei, estar a fazer uns telefonemas a dizer que me vou embora de volta para outro operador qualquer. Que é para continuar a ser importante para esta gentalha.
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