Leitores e leitoras, desenvolvi uma aturada investigação científica e apurei um conjunto de propostas verdadeiramente credíveis e infalíveis ao nível do emagrecimento, que agora venho partilhar convosco! (Na verdade folheei uma revista enquanto chafurdava numa torrada ensopada de manteiga, hoje de manhã, mas vai dar ao mesmo). Então, tomai nota:
Uma coisinha leve para começar: o "Body-Slim" é um adelgaçante com cafeína, que me inspirou logo a tomar mais um café, só mesmo naquela, mas acho que tenho que aumentar para 5 litros por dia para ver algum resultado, se calhar.
A "My Clinique", nutrição e estética, promete fazer-nos nascer de novo, sem gordura localizada e com menos uns "aninhos". Mas meus queridos, se é para nascer de novo não é com menos uns aninhos, é sem os aninhos todos. E ainda se tem que passar outra vez pela adolescência?... Hum, não sei se me apetece emagrecer a esse ponto... Adiante.
A "Clínica de Nutrição de Lisboa" fala de mais firmeza sem cirurgia. A "Body Concept", de uma estética que funciona e da confiança de ser mulher. Portanto, firme e confiante, gira e funcional, e isto tudo sem ir à faca. Espectacular. Mas isto sem nascer outra vez, atenção, que em matéria de reencarnação é com a clínica dos outros senhores.
Mas falemos de coisas sérias, vamos lá a encarar a coisa de frente. É para ficar magra? Então é preciso passar fome, darlings, toda a gente sabe isto! A "LEV" é por isso muito mais honesta, mas como eles são muito simpáticos e também querem vender coisas dizem antes assim, está na hora de substituir alimentos por refeições ricas em proteínas e suplementos vitamínicos e minerais. Ah, assim está bem, dito desta forma passar fome até parece ser uma coisa mesmo muito agradável.
E finalmente, a já clássica "Clínica do Tempo" oferece lipoaspiração não-invasiva, sem anestesia, sem cortes e sem tempo de recuperação. E sem ter que ir às consultas nem pagar? É que assim estaria perfeito. Pensem nisso, amigos, falta-vos só um bocadinho assim.
E pronto, mais um contributo fundamental para a investigação científica e SEM DIREITO A BOLSA! Para os incautos que duvidam do rigor do meu estudo, saibam que a minha fonte foi a Revista "Caras" da última semana de Março.
A conclusão do estudo, como quase sempre acontece quando a investigação é de elevada profundidade, termina com outra questão que convida agora outros arrojados cientistas a prosseguirem na busca da verdade:
Mas porque diabo, se há tantas e tão fáceis e tão boas soluções para emagrecer, ANDA POR AÍ TANTA GENTE GORDA, PÁ?... Não lêem revistas, tu queres ver?...
Mostrar mensagens com a etiqueta comesse eu menos porcarias e era mais magrinha. Mostrar todas as mensagens
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quarta-feira, abril 02, 2014
sexta-feira, setembro 10, 2010
Episódios dispersos das férias #4
Tomai cuidado, gente incauta, que nas praias da Costa Alentejana, aos fins-de-semana, circulam pelo areal perigosos hipnotizadores. Atraem-nos com os seus cânticos, subjugam-nos à sua vontade e levam-nos a práticas que vão contra os nossos princípios mais sólidos.
Esvaem-se em fumo, esses princípios, misturam-se na areia e são levados pelo mar, e tudo o que resta é aquela música hipnotizante, que percorre a praia e nos faz correr contra a nossa vontade:
Boliiiinhaaaaas! Boliiiiiiiiiinhaaaaaaaaas! Olha a bolinha de berliiiiiiiimmmmmm!!!
Patifes.
Esvaem-se em fumo, esses princípios, misturam-se na areia e são levados pelo mar, e tudo o que resta é aquela música hipnotizante, que percorre a praia e nos faz correr contra a nossa vontade:
Boliiiinhaaaaas! Boliiiiiiiiiinhaaaaaaaaas! Olha a bolinha de berliiiiiiiimmmmmm!!!
Patifes.
segunda-feira, agosto 09, 2010
Objectividade, no fundo
O meu endocrinologista pesou-me e concluiu que perdi 2 kgs em três meses.
As balanças nas farmácias dizem que eu tenho mais 1,5 kgs do que a balança do meu endocrinologista.
O meu endocrinologista diz coisas sobre o meu peso que fazem dele um homem extremamente atraente.
As balanças das farmácias estão calibradas de forma a deprimir-nos e a levar-nos a adquirir comprimidos de dieta. São umas mentirosas e não têm qualquer credibilidade.
As balanças nas farmácias dizem que eu tenho mais 1,5 kgs do que a balança do meu endocrinologista.
O meu endocrinologista diz coisas sobre o meu peso que fazem dele um homem extremamente atraente.
As balanças das farmácias estão calibradas de forma a deprimir-nos e a levar-nos a adquirir comprimidos de dieta. São umas mentirosas e não têm qualquer credibilidade.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Os pastéis de belém estão sobrevalorizados
Nesta época natalícia, os lisboetas que me desculpem. Experimentem os pastéis de nata da pastelaria "Tijuca", em Alhandra, e depois venham-me cá falar de pastéis e coisas doces em geral.
Arrumam os pastéis de Belém a um canto. A sério.
Arrumam os pastéis de Belém a um canto. A sério.
quarta-feira, maio 21, 2008
É assim, que eu quero ser, como a Barbiiiiiee!...
O gajo que dorme comigo tem uma teoria. Que os estilistas só fazem roupa para mulheres escanzeladas porque eles são todos maricas e odeiam as mulheres, mais as formas que lhes são características. Daí que se dediquem a fazer roupa mais apropriada para vestir tábuas de engomar.
Ando há meses a tentar comprar um fato. Um fato, um simples fato de casaco e calça. Não consigo. E porquê? Porque não tenho o tal corpo de tábua de engomar.
As calças são concebidas para mulheres sem ancas. A tirania do "corte direito", já para não falar da maldita da cintura descaída, faz com que, para me caberem decentemente nas pernas, fique com meio metro de tecido a sobrar na cintura.
Os casacos, com um botão. Deixem-me que vos diga o que acontece aos casacos com um só botão, vestidos em mulheres que têm mamas. Enfolam, é o que acontece. As mulheres com mamas precisam de casacos com dois botões, dois.
Descarrega-se assim a frustação de uma mulher com ancas, cintura e mamas, após nova tentativa frustrada de encontrar um fato, num mundo dominado pelas tábuas de engomar e por quem as acha o melhor da vida...
Se alguém souber de uma loja, uma marca, que vista decentemente uma mulher de características portuguesas, a gerência agradece do fundo do coração!
Ando há meses a tentar comprar um fato. Um fato, um simples fato de casaco e calça. Não consigo. E porquê? Porque não tenho o tal corpo de tábua de engomar.
As calças são concebidas para mulheres sem ancas. A tirania do "corte direito", já para não falar da maldita da cintura descaída, faz com que, para me caberem decentemente nas pernas, fique com meio metro de tecido a sobrar na cintura.
Os casacos, com um botão. Deixem-me que vos diga o que acontece aos casacos com um só botão, vestidos em mulheres que têm mamas. Enfolam, é o que acontece. As mulheres com mamas precisam de casacos com dois botões, dois.
Descarrega-se assim a frustação de uma mulher com ancas, cintura e mamas, após nova tentativa frustrada de encontrar um fato, num mundo dominado pelas tábuas de engomar e por quem as acha o melhor da vida...
Se alguém souber de uma loja, uma marca, que vista decentemente uma mulher de características portuguesas, a gerência agradece do fundo do coração!
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Verdade irrefutável como esta não há
Entrei obviamente de dieta, como aliás se impõe depois desta quadra repleta de disparates de ordem alimentar.
O bolo de bolacha e a tarte de natas que ainda estão no frigorífico é que não sabem disto.
Mas isso é um problema que é deles, não é meu.
E Deus me livre de começar o ano a desperdiçar comida, era o que faltava.
Ou seja, na minha cabeça o conceito da dieta já está interiorizado. E isso é o mais importante de tudo, não me venham com merdas. Ah e tal, mas estás a comer porcarias na mesma. Não senhora. Estou a zelar para que a comidinha não se estrague, que isso é que não pode ser.
É dentro desta lógica inabalável que é possível, verdadeiramente, estar de dieta enquanto se come bolo de bolacha.
Mai nada.
O bolo de bolacha e a tarte de natas que ainda estão no frigorífico é que não sabem disto.
Mas isso é um problema que é deles, não é meu.
E Deus me livre de começar o ano a desperdiçar comida, era o que faltava.
Ou seja, na minha cabeça o conceito da dieta já está interiorizado. E isso é o mais importante de tudo, não me venham com merdas. Ah e tal, mas estás a comer porcarias na mesma. Não senhora. Estou a zelar para que a comidinha não se estrague, que isso é que não pode ser.
É dentro desta lógica inabalável que é possível, verdadeiramente, estar de dieta enquanto se come bolo de bolacha.
Mai nada.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Contenção
Orçamental
O mês de Janeiro é uma desgrça. Até ao próximo ordenado, não há livros nem discos, não há trapos, não há cinemas nem teatros, nem bugigangas. Únicas despesas permitidas: cafés, pequenos-almoços, almoços, combustível, compras de supermercado, e estas últimas também com muito cuidadinho.
Calórica
O mês de Dezembro foi uma desgraça. Até novas ordens, não há chocolates, bonbons, frutos secos, não há cá sobremesas a torto e a direito, nem bolos disto ou daquilo. Acabou-se. Finito. The end. Pãozinho e leitinho, iogurte magro e frutinha. Cozidos e grelhados. Bolachinhas integrais.
(Post escrito numa tentativa desesperada de ignorar caixa de After Eight com recheio de Irish Cream situada mesmo em frente ao meu campo de visão, trazida por colega especialista em boicotar resoluções firmes e inabaláveis, como obviamente são as minhas.)
PS: Caixa de After Eight também conhece a cantiga do Abrunhosa.
PS2: Por acaso provei destes After Eight no outro dia. São bons. Também há com creme de laranja e de limão. E há uns de chocolate branco, mas eu de chocolate branco não gosto muito. Estes por acaso são bons. Hum.
O mês de Janeiro é uma desgrça. Até ao próximo ordenado, não há livros nem discos, não há trapos, não há cinemas nem teatros, nem bugigangas. Únicas despesas permitidas: cafés, pequenos-almoços, almoços, combustível, compras de supermercado, e estas últimas também com muito cuidadinho.
Calórica
O mês de Dezembro foi uma desgraça. Até novas ordens, não há chocolates, bonbons, frutos secos, não há cá sobremesas a torto e a direito, nem bolos disto ou daquilo. Acabou-se. Finito. The end. Pãozinho e leitinho, iogurte magro e frutinha. Cozidos e grelhados. Bolachinhas integrais.
(Post escrito numa tentativa desesperada de ignorar caixa de After Eight com recheio de Irish Cream situada mesmo em frente ao meu campo de visão, trazida por colega especialista em boicotar resoluções firmes e inabaláveis, como obviamente são as minhas.)
PS: Caixa de After Eight também conhece a cantiga do Abrunhosa.
PS2: Por acaso provei destes After Eight no outro dia. São bons. Também há com creme de laranja e de limão. E há uns de chocolate branco, mas eu de chocolate branco não gosto muito. Estes por acaso são bons. Hum.
sábado, julho 16, 2005
Efeitos colaterais
Eu ando tão frustrada com isto de não encontrar calças de ganga que me sirvam, que no espaço de uma semana já é a segunda blusa que compro.
quinta-feira, julho 07, 2005
Moda ou ditadura?...
a) cintura um pouco descaída
b) cintura descaída
c) cintura muuuuuito descaída
Entre umas e outras estão calças que:
a) assentam na perfeição;
b) assentam assim assim, conforme os modelos;
c) foram concebidas por criaturas malévolas com o único objectivo de nos humilharem em frente ao espelho da cabine de provas!
Ó xô dona da loja! Muito giras estas calças de ganga! Já vi que têm disto para barbies e para adolescentes anorécticas. Agora, se não se importa, diga-me lá onde é que está a roupa para mulheres?!
b) cintura descaída
c) cintura muuuuuito descaída
Entre umas e outras estão calças que:
a) assentam na perfeição;
b) assentam assim assim, conforme os modelos;
c) foram concebidas por criaturas malévolas com o único objectivo de nos humilharem em frente ao espelho da cabine de provas!
Ó xô dona da loja! Muito giras estas calças de ganga! Já vi que têm disto para barbies e para adolescentes anorécticas. Agora, se não se importa, diga-me lá onde é que está a roupa para mulheres?!
terça-feira, julho 05, 2005
Amargos de boca
Os doces são um vício como outro qualquer. Manter bons hábitos alimentares é uma questão de disciplina, de mentalização. Aparentemente é simples mas não é, sobretudo quando cai do céu aos trambolhões (leia-se: da casa da mãe) uma caixa cheia de bolinhos miniatura que têm esta capacidade espantosa de nos invadir o cérebro antes mesmo de os metermos na boca. E lá ficam eles, a chamarem-nos do frigorífico, a insinuarem-se, com mil promessas de eterna felicidade que a gente sabe que são enganadoras, mas tão tentadoras, meu Deus… Nunca, mas nunca, se deve deixar um viciado com fácil acesso ao objecto da sua tentação, a disciplina e a mentalização ficam logo com as perninhas a tremer.
Uma solução possível para o problema era boicotar quem me boicota a dieta, ou seja, deitar tudo fora e pronto. Mas e depois quem é que me livra dos pesos de consciência, aquela que diz que a comida não é para deitar fora, porque temos que respeitar quem não tem o que comer e tal…
Andei dois dias nisto. Bolos no frigorífico: cada vez menos. Disciplina e mentalização: a minguarem tal e qual como o número de bolos no frigorífico. Iria acabar por comê-los todos se não fizesse alguma coisa para acabar com este ciclo vicioso. Há bocado fui-me a eles, comi dois, e a seguir pedi muitas desculpas às criancinhas da Etiópia mas espetei com o resto no caixote do lixo. Amanhã de manhã saem logo comigo a caminho do contentor, que é a única maneira de parar de pensar neles (mais uma infracção: o lixo deve ser sempre despejado à noite. Estão a ver como qualquer vício nos torna pessoas más?).
Era o que faltava. Afinal quem é que manda aqui em casa, eu, ou meia-dúzia de pastéis de nata?... Estou firme e hirta na minha opção por uma alimentação equilibrada e saudável! Fora, pastéis de nata, fora!
… Na verdade não eram só pastéis de nata... Também havia daqueles em forma de rim, cheios de creme por dentro, são dos que eu mais gosto... É melhor nem pensar mais nisto, senão ainda passo pela humilhação de os ir buscar de volta ao caixote. Estão metidos dentro da caixa, ainda devem estar bons… Não?...
Uma solução possível para o problema era boicotar quem me boicota a dieta, ou seja, deitar tudo fora e pronto. Mas e depois quem é que me livra dos pesos de consciência, aquela que diz que a comida não é para deitar fora, porque temos que respeitar quem não tem o que comer e tal…
Andei dois dias nisto. Bolos no frigorífico: cada vez menos. Disciplina e mentalização: a minguarem tal e qual como o número de bolos no frigorífico. Iria acabar por comê-los todos se não fizesse alguma coisa para acabar com este ciclo vicioso. Há bocado fui-me a eles, comi dois, e a seguir pedi muitas desculpas às criancinhas da Etiópia mas espetei com o resto no caixote do lixo. Amanhã de manhã saem logo comigo a caminho do contentor, que é a única maneira de parar de pensar neles (mais uma infracção: o lixo deve ser sempre despejado à noite. Estão a ver como qualquer vício nos torna pessoas más?).
Era o que faltava. Afinal quem é que manda aqui em casa, eu, ou meia-dúzia de pastéis de nata?... Estou firme e hirta na minha opção por uma alimentação equilibrada e saudável! Fora, pastéis de nata, fora!
… Na verdade não eram só pastéis de nata... Também havia daqueles em forma de rim, cheios de creme por dentro, são dos que eu mais gosto... É melhor nem pensar mais nisto, senão ainda passo pela humilhação de os ir buscar de volta ao caixote. Estão metidos dentro da caixa, ainda devem estar bons… Não?...
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