sexta-feira, janeiro 01, 2010

Do ano novo

É de notar como os anos novos são sempre muito sobrecarregados pelas pessoas. Ainda se está na contagem decrescente, ainda nem se registaram os primeiros segundos, titubeantes como é de esperar de qualquer coisa que acabou de nascer, e já para ele projectamos todas as nossas expectativas, esperanças, confianças, não esperamos do novo ano nada de mau, apenas tudo de bom, maravilhoso, perfeito. É muita pressão para qualquer recém-nascido. Desilude-nos sempre, é inevitável, mas a culpa não é do ano novo, a culpa é nossa, que colocamos a fasquia demasiado elevada.

Não fujo à regra. Sobretudo quando a primeira coisa boa que encontro em 2010 é que finalmente acabou com 2009. Ponho os olhos neste renascimento da fénix com data marcada no calendário e desejo, com todas as minhas forças, que o ano novo traga vivências mais felizes. Mesmo sabendo que os acontecimentos importantes da vida não se compadecem de datas marcadas no calendário. Os acontecimentos que realmente mudam alguma coisa, às vezes para melhor, às vezes para pior, não estão à espera de dias feriados, meses específicos ou fins-de-semana em que dê mais jeito. Acontecem e pronto, e não temos outro remédio que aguentarmo-nos à bronca, porque nessas alturas já ninguém está de copo de champanhe numa mão e 12 passas na outra.

Que seja melhor, deseja-se sem dúvida. Mas sem muita pressão sobre o infante ano. Há elevadas possibilidades de ser pior que o anterior. E não se lhe poderá atirar muitas culpas para cima.

Apenas uma certeza: é em cada momento determinante, em que o ano novo deixa de o ser, que se vê de que matéria é feito. O ano. Nós próprios.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Os pastéis de belém estão sobrevalorizados

Nesta época natalícia, os lisboetas que me desculpem. Experimentem os pastéis de nata da pastelaria "Tijuca", em Alhandra, e depois venham-me cá falar de pastéis e coisas doces em geral.

Arrumam os pastéis de Belém a um canto. A sério.

domingo, dezembro 06, 2009

Importa-se de repetir?...

"Vocês não tenham problemas, se forem por esta rua abaixo encontram já ali à frente uma bomba self sirva-se..."

sábado, novembro 21, 2009

Cinco estágios para a dor

Negação. Ira. Negociação. Depressão. Aceitação.

Diz-se por aí que perante a morte, todos nós passamos por pelo menos dois, independentemente da ordem, independentemente da intensidade. Perante qualquer sofrimento, diria eu, se quisermos entender a morte como o fim de algo em definitivo.

Nunca se está preparado para determinados graus de sofrimento.

Para o momento em que metemos os nossos pais num carro para nunca mais voltarem à sua casa, dizendo para nós próprios repetidamente que essa é a coisa certa a fazer.

Para o momento em que as opiniões se chocam e se dizem coisas, e se fazem coisas que conseguem pôr em causa relações que se diriam impossíveis de abalar. Deixando cicatrizes para o resto da vida.

Para o momento em que a morte se apresenta de tal forma real que se diria ser possível estender a mão e tocar-lhe, e de repente tudo o que nos resta é a escuridão de se estar à porta de um hospital pela madrugada fora, a rezar a um Deus que não se sabe bem se existe, mas ainda assim rezando porque já nada mais resta, a não ser suplicar por misericórdia.

Para o momento em que novamente temos que dar tudo de nós, esgravatar no fundo do poço os restos de ânimo e de disposição, para tentar corrigir o que já sabemos que não tem conserto, mais uma viagem pelo túnel sem que se veja a luz ao fundo.

Para os poucos de vós que se perguntem as razões de tanto tempo de silêncio, saibam que tenho andado algures entre a negação, a ira, a negociação, a depressão e a aceitação. Vou saltando de uns para outros, como diz nos livros que acontece às pessoas, e tem sido assim o passar dos meus dias.

É que ao longo deste ano que passou, não me tenho conseguido livrar das coisas que sou capaz de aguentar. Vai melhorar, eu sei. Um dia destes. Mas por enquanto, ainda não.

quinta-feira, novembro 05, 2009

aldeia global?...

O assunto da acção de formação é a world wide web, as potencialidades das redes sociais, esta imensa aldeia global em que qualquer um de nós, simples formigas, fechados no nosso quarto, comunicamos com todó mundo.

E tudo isto é dado adquirido, coisa vulgar, do dia-a-dia.

De repente, o impossível acontece: um outro formando começa a falar connosco e descobrimos que vivemos no mesmo concelho. Aliás, na mesma cidade. Aliás, no mesmo bairro. Aliás, frequentamos o mesmo cafezinho ao pé de casa.

Que eu tenha visitantes aqui no tasco vindos de Caraguatatuba (São Paulo, Brazil) ou de Naters (Valais, Suíça), ainda vá que não vá.

Agora, ir daqui para uma formação sobre a grandiosidade das redes de comunicação, e de repente aparecer-nos o vizinho do lado, é coisa para meter medo a uma pessoa.

terça-feira, setembro 08, 2009

Debates à parte #2

O cabelo da Judite de Sousa estava fantástico.

(Se o gajo da SIC pode, eu também posso.)

quinta-feira, setembro 03, 2009

Debates à parte #1

E o prémio "O que eu gostava mesmo era de ser apresentador do Fama Show" vai para...

O jornalista de exteriores da SIC à porta dos estúdios de Paço d'Arcos que tudo o que soube perguntar ao Jerónimo de Sousa antes do início do debate foi esta pergunta fundamental:

"Porque é que escolheu essa gravata entre o vermelho e o bordeaux?"

... À qual se seguiu uma conversa de profundo teor, com o senhor dirigente político, algo embaraçado (pudera!), a ver-se obrigado a dizer que é a esposa quem o ajuda nessas coisas.

Ao que o jornalista ainda insistiu, passando da gravata à cor do fato.

E terminando ainda com esta frase da maior relevância no que ao dever de prestar toda a informação pré-debate diz respeito:

"Francisco Louçã optou pela cor azul oxford".

Isto para mim, é uma de duas coisas: falta de preparação, uma. Ou então, é mesmo um bocado panisgas.

(Reinaldo Serrano volta que estás perdoado)

segunda-feira, agosto 17, 2009

Espiral

A balança não terá essa capacidade de medição, mas eu sei bem que estou mais pesada. Carrego às costas as culpas que são minhas e as que não são, carrego angústias, medos, ansiedades, revoltas. Se tivesse a força das convicções talvez a carga fosse menos pesada, ou talvez não. Não tenho certezas disso tal como não tenho certezas de quase nada por estes dias.

Dou comigo que nem peixe no aquário, dotado de apenas um neurónio. De cada vez que completo uma volta vejo sempre a mesma porta e no entanto, surpreendo-me como se a visse pela primeira vez. E então dói como se fosse a primeira vez, e tenho que me explicar tudo de novo, desde o início, para que eu própria volte a entender porque é que tivemos que chegar a este ponto deles irem para ali. Entretanto inicia-se mais uma volta e pela altura em que chego ao fim e me vejo de frente para a porta, torna a doer. Então explico tudo de novo a mim própria, enquanto recomeço mais outra volta.

Aquilo tem uns corredores muito compridos onde ela persegue uma esperança qualquer de não deixar de andar tão cedo. Quando lá vou vê-los vou como num sonho, ando mas queria correr para lá chegar mais depressa, chego mas só queria sair e levá-los comigo para não voltar mais.

Aquilo tem um pomar muito lindo onde se espera que ele ocupe o corpo e o espírito. Receio que sejam demasiado altas as expectativas em torno daquela meia dúzia de árvores de fruto: espera-se que delas nasçam peras, figos e uma qualquer ilusão de liberdade, de bem-estar. Sim, é pelo melhor que ele lá está, embora por ele nem fosse preciso. Sim, é por vontade própria que ele lá está, por amor, por dever, por grandeza de espírito, maior que a minha, sem dúvida. Sim, sim, já me lembro disso tudo, tem tudo imensa lógica. Deixa-me cá dar mais uma volta no aquário.

E ao mesmo tempo há tanta coisa para fazer. Há uma imensidão de coisas para fazer tão grande, que me esmagam ao ponto de me faltar o ar. Coisas que eu não quero fazer, que não vejo onde arranjar forças para fazer, que não poderei deixar de fazer.

Não sei que presente é este e muito menos que futuro está por vir. Assim de repente, vejo ali uma porta que eu já devia reconhecer, mas que ainda preciso de voltar a explicar-me o que é que significa. E que espécie de pessoa serei eu, que a vou transpor.

Esgoto-me, para me distrair concentro-me em pormenores onomásticos: porque será que lhes chamam lares? Se calhar é pelo conforto que a palavra transmite, mas não deixa de ser um bocadinho hipócrita...

segunda-feira, agosto 10, 2009

Três Cantos


22 de Outubro, no Campo Pequeno. Bilhetes à venda a partir de 13 de Agosto. Para mim, é um lugar na 1.ª fila, por favor. :-)
Mais informação, aqui.

sábado, agosto 08, 2009

segunda-feira, agosto 03, 2009

Me liga, vai

"A TUA MENSAGEM FOI ENVIADA CORRECTAMENTE, SORTE NA PROCURA DE PARCEIRO!"

Começou assim ontem à tarde, mensagem enigmática vinda de um 49990 para um telefone que não me pertence, e do qual sou mera utilizadora. Mau, pensei eu, queres ver que a gente vai-se chatear? Logo a seguir, nova mensagem, ainda por cima tratando-me por um gajo em vez de uma gaja:

"OLÁ (...) MUITO PRAZER O MEU NOME É LAURA E SOU DE AVERI (Aveiro?... Who cares?...), TENHO 24 ANOS, POSSO SABER QUE IDADE TENS TU E DONDE ÉS?"

Parti do princípio que a conversa não era comigo, sendo que a minha idade e de onde era eu seria de pouco interesse para a Laura. Mais tarde mudou o tom, deixámos a mera curiosidade amigável para algo que apelava mais ao sentimento:

"E ENTÃO MEU FOFINHO ESTÁS MESMO A DEIXAR-ME COM SAUDADES DE TI, MAS O QUE SE PASSA CONTIGO"

O que se passava, claramente, era um abuso dos meus direitos de consumidora e dos meus dados pessoais, mas pareceu-me que mais uma vez não era de mandar resposta, já que fofinho não sou e o que se passa comigo não dizia respeito ao 49990.

Mas o que foi giro nisto foi a subida gradual de tom. Ora uma vez que a amizade de esplanada de café não tinha resultado, e a conversa lamechas também não, eis senão quando nos deixámos de rodeios e o 49990 foi direito ao que verdadeiramente interessa:

"OLÁ MEU AMOR, ESTAVA A PENSAR CÁ COMIGO E GOSTAVA DE SABER COMO GOSTAS UMA CONA , COM PELOS, OU MESMO RASPADINHA?"

Ora bem. Tirando as opções que tomo em relação à minha própria, devo dizer que isto é assunto sobre o qual, na generalidade, não tenho opinião formada. De moldes que fui averiguar afinal o que é que se passava. Na Linha de Apoio TMN deram-me um número de telefone para me desligar de um serviço ao qual não aderi. Foi o que fiz, ao mesmo tempo que mandei barrar a entrada deste lixo telefónico.

Percebi entretanto que não sou a única vítima. E que os senhores de uma dita empresa chamada "NVia" não têm culpa nenhuma disto, na medida em que só fazem... fazem o quê, deixa cá ver ao link do outro desgraçado... Ah, é isso fazem uma "conexão técnica". A culpa está algures nas malhas da internet e ninguém sabe de quem é, nem quem são os criminosos que induzem pessoas a esta porcaria, nem de que forma (e isso é que é ainda mais grave) têm acesso aos números de telefone que metem no sistema sem o consentimento dos próprios.

Felizmente fui prudente não respondendo, e pelo menos não incorri em custos inúteis para a entidade que paga aquele telefone. Diz que só cobram (2,00 €!) a quem mandar mensagens e entrar neste disparate.

Pois caros senhores da "NVia", como tenho a certeza que vão continuar impunes e ainda vão burlar muita gente pelos anos fora sem que ninguém vos deite a mão, vai daqui a minha mensagem que tem duas vantagens, não vos dá dinheiro a ganhar e deixa-me a mim com a bília mais aliviada: que vão todos levar na conexão técnica, tenha ela pêlos ou não, de forma persistente e violenta, causando-vos muita dor. É o que vos desejo.

domingo, julho 26, 2009

É que não há limites para a competição feminina

Ele (casual, descontraído): Eh pá, que noite tão agitada. Tive dois sonhos eróticos!...

Ela (curiosa, fingindo-se indiferente): Sim?... Com quem?...

Ele (sincero, totalmente inconsciente do perigo): Um deles, contigo. O outro, com uma garota que já não devo ver há uns 20 anos. Que raio de coisa...

Ela (ligeiramente ressabiada): Então e qual dos dois é que foi melhor? O que tiveste comigo ou o que tiveste com a outra?!...

sábado, julho 25, 2009

Assim, sem mais nem menos...

... vem a pergunta do banco de trás do carro, saída do pirralho com 9 anos:
- Já cometeste erros?

A resposta, politicamente correcta porém sincera, sai em tom pedagógico e afectuoso:
- Ehr... Já, claro, sabes que é normal errar, toda a gente comete erros...

Breve pausa e nova pergunta:
- Que erros cometeste?...

Resposta irreflectida, deitando abaixo toda a pedagogia da anterior:
- Queres que te fale do maior de todos, ou ficamo-nos por um ou outro mais corriqueiro?!...

(esta miudagem pequena não imagina o que são 37 anos de bagagem emocional!...)

quarta-feira, julho 22, 2009

Rotinas de Verão

São boas. Mesmo com um tempo meio estranho, agradam-me estes dias a um ritmo menos acelerado.

Sair de casa mais tarde porque já sei que não há trânsito e há mais lugares disponíveis para estacionar. Ler o jornal enquanto se toma o pequeno-almoço sentada, com calma.

Invariavelmente pergunto-me qual a razão objectiva de não me dar a estes luxos também no resto do ano. Aparentemente, nenhuma. Mas a verdade é que... não dá. Porque é preciso chegar cedo para adiantar qualquer coisa, porque o telefone começa a tocar antes das nove da manhã e se calhar depois das nove da noite ainda não parou, porque por mais livros de auto-ajuda que a malta leia, não me venham com tretas, o ritmo não somos nós que o queremos assim, mas não querendo ficar para trás, resta-nos correr atrás dele.

Ah e tal, mas só é assim porque queres, ou permites, ou qualquer coisa do género. É verdade. A opção por um ritmo menos exigente é sempre possível. Lá chegaremos, o Alentejo não se vai acabar tão depressa.

Por agora, é aproveitar bem o prazer das rotinas de Verão. Ou como diria alguém, aproveitar as descidas, que as subidas custam muito...

terça-feira, julho 07, 2009

Requiem

A questão é que penso demasiado na morte, ultimamente. E não é por nenhuma tendência suicida, por mania ou outro qualquer problema do foro mental. É só porque há alturas em que a consciência da morte se impõe mais do que outras, e esta é seguramente uma delas.

Toda a gente sabe que a morte existe e não poupa ninguém. Toda a gente se depara por vezes com esse olhar sobre si próprio, sobre aqueles que ama, e nessa altura pensamos, existe esta coisa da morte que faz com que tudo termine. A grande vantagem é logo de seguida a nossa cabeça se ter que ocupar com outras coisas da vida, e rapidamente o nosso cérebro produz aquele pensamento reconfortante, está bem, isso vai ser assim, mas por enquanto ainda não, segue em frente.

Acontece que por estes dias a morte materializa-se e não me permite esse conforto. Curiosamente, já há uns meses me deu um sinal muito claro, quando me acidentei na Auto-Estrada, e só por mera casualidade (essa entidade de longe muito mais misteriosa que a própria morte), aqueles segundos não foram os meus últimos e/ou os últimos de quem ia comigo. Qual dos dois cenários o pior.

Mas a maior consciência da morte vem hoje em dia dos meus pais, especialmente da minha mãe, à medida que a vejo mais debilitada dia após dia. A pergunta que se impõe é o que fazer, não contra a morte em si, porque essa já sabemos que nada podemos contra ela, mas o que fazer face ao tempo que antecede a morte, face ao sofrimento físico, mental e emocional inerente aos dias que passam sem que possamos ser aquilo que sempre fomos. E que pode ser de dias, meses, anos.

O que fazer? O que é que cada um de nós (filhas, netos, marido) podemos e estamos dispostos a fazer, que sacrifícios poderemos nós fazer em nome de algo que diminua esses sofrimentos? E se o que fizermos apenas contribuir para os aumentar? E se aquilo que imaginamos ser apoio e bem-estar para os dois for apenas infelicidade, isolamento, abandono? E se com isto estivermos a abrir as portas à demência para quem está são?...

Hoje, no dia em que os levo a ambos ao funeral de um parente próximo, todos mais ou menos da mesma idade, temos bem presente a consciência de que qualquer um deles poderá ser o próximo, tal como diz a anedota. Não imagino, não consigo imaginar quanto me fará sofrer a morte dos meus pais. Mas tenho já uma noção muito clara do quanto me atormenta a ideia de que, pelas minhas acções bem intencionadas, possa estar a contribuir para que qualquer um deles morra mais depressa, ou lhes traga mais sofrimento à sua vida.

Estou certa de que nada pode continuar como está, e por isso alguma coisa tem que se fazer. Mas levar os meus pais para uma instiuição está a ser das decisões mais dolorosas que já tive que tomar em toda a minha vida.

domingo, junho 28, 2009

How terribly strange to be seventy

Numa fase especialmente ambígua a nível de sentimentos e emoções, tentei hoje expressá-los aqui, mas não consegui. Entretanto lembrei-me desta música, que sempre me fez chorar quando a ouvia. Dá conta de uma dura realidade que infelizmente me bate à porta.



Para certas coisas na vida, nunca se está preparado. Como diria Gabriel Garcia Márquez, "Deus nos livre daquilo que conseguimos aguentar".

sexta-feira, junho 12, 2009

Abriu a época balnear


Praia sem vento. Primeiros raios de sol. Protector solar factor 30. Carapaus grelhados com o sabor maravilhoso que vem do carvão, da vista de mar e das amizades mais profundas, mais fortes que há no mundo. Fortes como o aço. Parabéns, irmã!... ;-)

sábado, junho 06, 2009

Educar pela arte

Por vezes, encontramos quem consiga expressar exactamente aquilo que pensamos sobre um determinado assunto, com a clareza que infelizmente não possuimos. Nestas alturas, humildemente calamo-nos e deixamos o outro falar: