Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Mas é que eu acredito mesmo nisto #2

Os fins-de-semana deviam ter três dias sempre. A sério. Não me importo de trabalhar cinco dias, mas o fim-de-semana, devia ter três dias.

Semanas de oito dias, já.

Como é que se faz uma petição no facebook para isto?

Mas é que eu acredito mesmo nisto #1

Independência para a Madeira, já. A sério. Porque é que não se tornam num estado independente?

A Madeira assim governava-se com a própria receita e livrava-se dos erros catastróficos do País de origem. O Continente livrava-se da despesa. Não era bom para todos?

Como é que se começa uma petição no facebook para isto?

Sábado, Janeiro 30, 2010

Falar é fácil!...



Se calhar já não é novidade para muitos, mas eu só vi isto ontem à noite e fez-me rir à gargalhada. Um conceito muito bem pensado. :-)

Quarta-feira, Janeiro 20, 2010

Piloto Automático

E digo isto perfeitamente consciente do perigo. Mas o facto é que na maior parte dos dias, no regresso a casa, sinto que venho no mais completo "piloto automático".

Entro no carro, ligo o carro e desligo a mente. Só torno a ligá-la quando estaciono ao pé de casa. Tento pensar no trajecto e não me recordo de nada, é como se estivesse naquele filme em que o tipo tinha um comando e fazia "fast foward".

Durante aquele percurso, a cabeça vagueia pelo que foi, pelo que está para ser, pelos dias que faltam para o fim-de-semana, pelas histórias que vejo na televisão e pelas que quero eu inventar, em suma, pelos mundos que não cabem dentro do automóvel. No entretanto, só uma parte muito restrita do cérebro reage às luzes de stop e aos semáforos, mete mudanças, trava. E quando chego, olho para trás e não sei dizer nada daquele pedaço de tempo que passou por mim, sem que eu passasse por ele.

É certo que o caminho é curto (apenas 9 kms) e já se percorre diariamente há muitos anos. E é também verdade que vou muitas vezes muito cansada. Mas ainda assim, preocupa-me este modo de piloto automático em que caio quase sempre, e preocupa-me também o esforço de concentração brutal que tenho que fazer, para o combater.

Um dia destes ainda sou obrigada a acordar à bruta, é o que é. Uma coisa é certa: o carro não sabe o caminho sozinho.

Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

Era o vinho, senhor, era o vinho

E era bom, por acaso. Um litro e meio dele, oferta de Natal.

A garrafa esperou pacificamente o meu regresso ao local de trabalho, onde me aguardava. Comigo saiu a caminho de casa, viajou na bagageira do carro, esperou mais um pouco pelo meu regresso da aula de ginástica, qual será hoje o meu destino, poderia pensar, se houvesse a possibilidade das garrafas de vinho pensarem. Mesmo as de litro e meio não chegam a tanto.

Lá veio comigo pela mão até à entrada do prédio, a caixa com a garrafa, a mochila da ginástica ao ombro, a mala de mão (gira!) também oferecida pelo Natal, a caixa da sopa para comer a seguir à ginástica (numa vã ilusão de alimentação saudável) também na mão, outra malinha de mão com coisas necessárias quando se passa a noite fora de casa...

Ora deixa cá ver. Duas mãos. Quatro coisas nas mãos e outra no ombro. Caixa do correio. Necessário chegar às chaves de casa para abrir a caixa do correio. Mudança de coisas de umas mãos para as outras porque está a chover e tudo o que se põe no chão fica enlameado. Capacidade de raciocínio: igual à da garrafa de vinho, ou seja nenhuma.

Resultado previsível: caixa de vinho caída no chão. Mar de vinho tinto surge repentinamente à porta do prédio. E um cheiro a taberna que não se aguenta. Donde se conclui que o vinho, quando cai ao chão, não vale a pena ser bom, que cheira a taberna na mesma.

Litro e meio de vinho. Se era para cair, uma de 75 cl tinha dado menos trabalho a limpar... Mas do mal o menos. Dizem que é sinal de boa sorte a nível económico! Pelo sim pelo não, registei o euromilhões logo nesse dia, que isto não foi um entornãozito pequenino, isto foi um entornanço de vinho que tem obrigação de render muito dinheiro!...

Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

Do ano novo

É de notar como os anos novos são sempre muito sobrecarregados pelas pessoas. Ainda se está na contagem decrescente, ainda nem se registaram os primeiros segundos, titubeantes como é de esperar de qualquer coisa que acabou de nascer, e já para ele projectamos todas as nossas expectativas, esperanças, confianças, não esperamos do novo ano nada de mau, apenas tudo de bom, maravilhoso, perfeito. É muita pressão para qualquer recém-nascido. Desilude-nos sempre, é inevitável, mas a culpa não é do ano novo, a culpa é nossa, que colocamos a fasquia demasiado elevada.

Não fujo à regra. Sobretudo quando a primeira coisa boa que encontro em 2010 é que finalmente acabou com 2009. Ponho os olhos neste renascimento da fénix com data marcada no calendário e desejo, com todas as minhas forças, que o ano novo traga vivências mais felizes. Mesmo sabendo que os acontecimentos importantes da vida não se compadecem de datas marcadas no calendário. Os acontecimentos que realmente mudam alguma coisa, às vezes para melhor, às vezes para pior, não estão à espera de dias feriados, meses específicos ou fins-de-semana em que dê mais jeito. Acontecem e pronto, e não temos outro remédio que aguentarmo-nos à bronca, porque nessas alturas já ninguém está de copo de champanhe numa mão e 12 passas na outra.

Que seja melhor, deseja-se sem dúvida. Mas sem muita pressão sobre o infante ano. Há elevadas possibilidades de ser pior que o anterior. E não se lhe poderá atirar muitas culpas para cima.

Apenas uma certeza: é em cada momento determinante, em que o ano novo deixa de o ser, que se vê de que matéria é feito. O ano. Nós próprios.

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Os pastéis de belém estão sobrevalorizados

Nesta época natalícia, os lisboetas que me desculpem. Experimentem os pastéis de nata da pastelaria "Tijuca", em Alhandra, e depois venham-me cá falar de pastéis e coisas doces em geral.

Arrumam os pastéis de Belém a um canto. A sério.

Domingo, Dezembro 06, 2009

Importa-se de repetir?...

"Vocês não tenham problemas, se forem por esta rua abaixo encontram já ali à frente uma bomba self sirva-se..."

Sábado, Novembro 21, 2009

Cinco estágios para a dor

Negação. Ira. Negociação. Depressão. Aceitação.

Diz-se por aí que perante a morte, todos nós passamos por pelo menos dois, independentemente da ordem, independentemente da intensidade. Perante qualquer sofrimento, diria eu, se quisermos entender a morte como o fim de algo em definitivo.

Nunca se está preparado para determinados graus de sofrimento.

Para o momento em que metemos os nossos pais num carro para nunca mais voltarem à sua casa, dizendo para nós próprios repetidamente que essa é a coisa certa a fazer.

Para o momento em que as opiniões se chocam e se dizem coisas, e se fazem coisas que conseguem pôr em causa relações que se diriam impossíveis de abalar. Deixando cicatrizes para o resto da vida.

Para o momento em que a morte se apresenta de tal forma real que se diria ser possível estender a mão e tocar-lhe, e de repente tudo o que nos resta é a escuridão de se estar à porta de um hospital pela madrugada fora, a rezar a um Deus que não se sabe bem se existe, mas ainda assim rezando porque já nada mais resta, a não ser suplicar por misericórdia.

Para o momento em que novamente temos que dar tudo de nós, esgravatar no fundo do poço os restos de ânimo e de disposição, para tentar corrigir o que já sabemos que não tem conserto, mais uma viagem pelo túnel sem que se veja a luz ao fundo.

Para os poucos de vós que se perguntem as razões de tanto tempo de silêncio, saibam que tenho andado algures entre a negação, a ira, a negociação, a depressão e a aceitação. Vou saltando de uns para outros, como diz nos livros que acontece às pessoas, e tem sido assim o passar dos meus dias.

É que ao longo deste ano que passou, não me tenho conseguido livrar das coisas que sou capaz de aguentar. Vai melhorar, eu sei. Um dia destes. Mas por enquanto, ainda não.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

aldeia global?...

O assunto da acção de formação é a world wide web, as potencialidades das redes sociais, esta imensa aldeia global em que qualquer um de nós, simples formigas, fechados no nosso quarto, comunicamos com todó mundo.

E tudo isto é dado adquirido, coisa vulgar, do dia-a-dia.

De repente, o impossível acontece: um outro formando começa a falar connosco e descobrimos que vivemos no mesmo concelho. Aliás, na mesma cidade. Aliás, no mesmo bairro. Aliás, frequentamos o mesmo cafezinho ao pé de casa.

Que eu tenha visitantes aqui no tasco vindos de Caraguatatuba (São Paulo, Brazil) ou de Naters (Valais, Suíça), ainda vá que não vá.

Agora, ir daqui para uma formação sobre a grandiosidade das redes de comunicação, e de repente aparecer-nos o vizinho do lado, é coisa para meter medo a uma pessoa.

Sábado, Outubro 31, 2009

Is there anybody out there?...


Terça-feira, Setembro 08, 2009

Debates à parte #2

O cabelo da Judite de Sousa estava fantástico.

(Se o gajo da SIC pode, eu também posso.)

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Debates à parte #1

E o prémio "O que eu gostava mesmo era de ser apresentador do Fama Show" vai para...

O jornalista de exteriores da SIC à porta dos estúdios de Paço d'Arcos que tudo o que soube perguntar ao Jerónimo de Sousa antes do início do debate foi esta pergunta fundamental:

"Porque é que escolheu essa gravata entre o vermelho e o bordeaux?"

... À qual se seguiu uma conversa de profundo teor, com o senhor dirigente político, algo embaraçado (pudera!), a ver-se obrigado a dizer que é a esposa quem o ajuda nessas coisas.

Ao que o jornalista ainda insistiu, passando da gravata à cor do fato.

E terminando ainda com esta frase da maior relevância no que ao dever de prestar toda a informação pré-debate diz respeito:

"Francisco Louçã optou pela cor azul oxford".

Isto para mim, é uma de duas coisas: falta de preparação, uma. Ou então, é mesmo um bocado panisgas.

(Reinaldo Serrano volta que estás perdoado)

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Para sonho erótico não está nada mal



Sim, prefiro os abrutalhados aos imberbes de ar angelical.

São gostos.

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Espiral

A balança não terá essa capacidade de medição, mas eu sei bem que estou mais pesada. Carrego às costas as culpas que são minhas e as que não são, carrego angústias, medos, ansiedades, revoltas. Se tivesse a força das convicções talvez a carga fosse menos pesada, ou talvez não. Não tenho certezas disso tal como não tenho certezas de quase nada por estes dias.

Dou comigo que nem peixe no aquário, dotado de apenas um neurónio. De cada vez que completo uma volta vejo sempre a mesma porta e no entanto, surpreendo-me como se a visse pela primeira vez. E então dói como se fosse a primeira vez, e tenho que me explicar tudo de novo, desde o início, para que eu própria volte a entender porque é que tivemos que chegar a este ponto deles irem para ali. Entretanto inicia-se mais uma volta e pela altura em que chego ao fim e me vejo de frente para a porta, torna a doer. Então explico tudo de novo a mim própria, enquanto recomeço mais outra volta.

Aquilo tem uns corredores muito compridos onde ela persegue uma esperança qualquer de não deixar de andar tão cedo. Quando lá vou vê-los vou como num sonho, ando mas queria correr para lá chegar mais depressa, chego mas só queria sair e levá-los comigo para não voltar mais.

Aquilo tem um pomar muito lindo onde se espera que ele ocupe o corpo e o espírito. Receio que sejam demasiado altas as expectativas em torno daquela meia dúzia de árvores de fruto: espera-se que delas nasçam peras, figos e uma qualquer ilusão de liberdade, de bem-estar. Sim, é pelo melhor que ele lá está, embora por ele nem fosse preciso. Sim, é por vontade própria que ele lá está, por amor, por dever, por grandeza de espírito, maior que a minha, sem dúvida. Sim, sim, já me lembro disso tudo, tem tudo imensa lógica. Deixa-me cá dar mais uma volta no aquário.

E ao mesmo tempo há tanta coisa para fazer. Há uma imensidão de coisas para fazer tão grande, que me esmagam ao ponto de me faltar o ar. Coisas que eu não quero fazer, que não vejo onde arranjar forças para fazer, que não poderei deixar de fazer.

Não sei que presente é este e muito menos que futuro está por vir. Assim de repente, vejo ali uma porta que eu já devia reconhecer, mas que ainda preciso de voltar a explicar-me o que é que significa. E que espécie de pessoa serei eu, que a vou transpor.

Esgoto-me, para me distrair concentro-me em pormenores onomásticos: porque será que lhes chamam lares? Se calhar é pelo conforto que a palavra transmite, mas não deixa de ser um bocadinho hipócrita...

Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Três Cantos


22 de Outubro, no Campo Pequeno. Bilhetes à venda a partir de 13 de Agosto. Para mim, é um lugar na 1.ª fila, por favor. :-)
Mais informação, aqui.