Conheço uma pessoa que costuma dizer uma coisa muito pertinente: as mulheres fazem tudo o que os homens fazem, e ainda por cima de saltos altos!
Eu acrescento: e às vezes, em cima disso tudo, estamos também menstruadas...
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quarta-feira, setembro 07, 2011
domingo, julho 26, 2009
É que não há limites para a competição feminina
Ele (casual, descontraído): Eh pá, que noite tão agitada. Tive dois sonhos eróticos!...
Ela (curiosa, fingindo-se indiferente): Sim?... Com quem?...
Ele (sincero, totalmente inconsciente do perigo): Um deles, contigo. O outro, com uma garota que já não devo ver há uns 20 anos. Que raio de coisa...
Ela (ligeiramente ressabiada): Então e qual dos dois é que foi melhor? O que tiveste comigo ou o que tiveste com a outra?!...
Ela (curiosa, fingindo-se indiferente): Sim?... Com quem?...
Ele (sincero, totalmente inconsciente do perigo): Um deles, contigo. O outro, com uma garota que já não devo ver há uns 20 anos. Que raio de coisa...
Ela (ligeiramente ressabiada): Então e qual dos dois é que foi melhor? O que tiveste comigo ou o que tiveste com a outra?!...
sexta-feira, abril 17, 2009
Do amor e outros demónios*
* Título vilmente roubado a um livro muito bonito de Gabriel Garcia Márquez cuja qualidade nada tem a ver com os disparates que irão agora seguir-se. Fica o aviso.
O meu querido companheiro tem duas características relativas ao sono das quais me apetece falar.
Uma das características, que tem a sua graça, é que ele por vezes fala durante o sono. E não deixa de ser peculiar acordar durante a noite a ouvir uma voz muito séria e compenetrada a dizer "com este já são dois presidentes da república". Ou simplesmente a dizer "jfrtsd lpvzx çptrqs".
A outra que não tem assim tanta graça chama-se ressonar. Algo que lhe causa a ele próprio bastante embaraço e tristeza por me sujeitar a tal coisa, mas que obviamente, não pode controlar. Enquanto estou acordada e durante o dia é coisa que encaro com calma, compreensão, e não o amo menos por causa disto. Mas em certas noites mais problemáticas, e estando eu desesperada a tentar dormir fico capaz de lhe desentupir as vias respiratórias com os fios dos candeeiros das mesas de cabeceira e desejar que todas, mas todas as noites da minha vida a partir daquela sejam passadas a dormir sozinha.
É especialmente bizarro quando há sexo. Porque a malta vai para a cama, aconchega-se, conversa sobre o dia que correu, os que estão para vir, faz planos e tal (o chamado convívio), a dado momento atira-se para a trungalhundice (o chamado sexo), a seguir há mais aconchego, mais carícias, muito carinho e quando finalmente se instala o cansaço, é hora de dormir. Beijinho, beijinho, até amanhã, até amanhã, e finalmente o silêncio total. Ora quando eu já estou naquele limbo entre o sono e o acordado, quase a passar-me para o lado de lá, eis que surge deitada ao meu lado uma besta que eu desconheço, com quem jamais trocaria quaisquer fluidos, mas que afinal está ali, disposta a roncar até que a minha noite se torne num verdadeiro inferno.
Já sei que, com sorte, se o conseguir fazer voltar-se sobre o seu lado direito o ronco pára. Mas como é que se faz com que um peso morto de 75 kg se volte na cama para um lado que ele não quer ir? Não é com força, porque isso é impossível. Falar também não adianta, porque quando há diálogo ele é sempre igual e é assim:
(Abanão. Abanão com mais força.)
- Amigo, vira-te para o lado, estás a ressonar...
(Resmungo, seguido de resposta em tom muito ofendido comigo e note-se, enquanto continua a dormir profundamente)
- Como é que eu posso estar a ressonar se eu estou acordado?...
(Sempre que lhe digo que ele está a ressonar, isso é sempre impossível porque ele está sempre acordado. Sempre, sempre. No dia seguinte nunca se lembra de nada. Tão querido.)
De maneiras que na maior parte das vezes o que me valem são as cócegas. Ai gostas de dormir de barriguinha para cima com os braços atirados por cima da cabeça? Então espera aí que já te lixas. Deixa cá fazer-te uma cócegazinha no sovaco que é um instante enquanto tu dás um salto para o outro lado, até parece que tens uma mola. O problema é que por vezes resulta, por vezes não...
Aqui há uns dias atrás, depois de uma noite mal dormida em que o ronco ganhou às cócegas e eu fui parar ao sofá da sala, comentava este problemazito com outra colega de infortúnio. Que depois de me ouvir lamentar-me dos roncos do meu companheiro, sensibilizada e totalmente solidária (been there, done that) pronunciou estas palavras da mais profunda sabedoria:
"Eu sinceramente não sei para que é que as mulheres levam tanto tempo a escolher um homem. A sério, se são todos iguais, para quê tanto trabalho a escolher? Podia ser um qualquer!..."
O meu querido companheiro tem duas características relativas ao sono das quais me apetece falar.
Uma das características, que tem a sua graça, é que ele por vezes fala durante o sono. E não deixa de ser peculiar acordar durante a noite a ouvir uma voz muito séria e compenetrada a dizer "com este já são dois presidentes da república". Ou simplesmente a dizer "jfrtsd lpvzx çptrqs".
A outra que não tem assim tanta graça chama-se ressonar. Algo que lhe causa a ele próprio bastante embaraço e tristeza por me sujeitar a tal coisa, mas que obviamente, não pode controlar. Enquanto estou acordada e durante o dia é coisa que encaro com calma, compreensão, e não o amo menos por causa disto. Mas em certas noites mais problemáticas, e estando eu desesperada a tentar dormir fico capaz de lhe desentupir as vias respiratórias com os fios dos candeeiros das mesas de cabeceira e desejar que todas, mas todas as noites da minha vida a partir daquela sejam passadas a dormir sozinha.
É especialmente bizarro quando há sexo. Porque a malta vai para a cama, aconchega-se, conversa sobre o dia que correu, os que estão para vir, faz planos e tal (o chamado convívio), a dado momento atira-se para a trungalhundice (o chamado sexo), a seguir há mais aconchego, mais carícias, muito carinho e quando finalmente se instala o cansaço, é hora de dormir. Beijinho, beijinho, até amanhã, até amanhã, e finalmente o silêncio total. Ora quando eu já estou naquele limbo entre o sono e o acordado, quase a passar-me para o lado de lá, eis que surge deitada ao meu lado uma besta que eu desconheço, com quem jamais trocaria quaisquer fluidos, mas que afinal está ali, disposta a roncar até que a minha noite se torne num verdadeiro inferno.
Já sei que, com sorte, se o conseguir fazer voltar-se sobre o seu lado direito o ronco pára. Mas como é que se faz com que um peso morto de 75 kg se volte na cama para um lado que ele não quer ir? Não é com força, porque isso é impossível. Falar também não adianta, porque quando há diálogo ele é sempre igual e é assim:
(Abanão. Abanão com mais força.)
- Amigo, vira-te para o lado, estás a ressonar...
(Resmungo, seguido de resposta em tom muito ofendido comigo e note-se, enquanto continua a dormir profundamente)
- Como é que eu posso estar a ressonar se eu estou acordado?...
(Sempre que lhe digo que ele está a ressonar, isso é sempre impossível porque ele está sempre acordado. Sempre, sempre. No dia seguinte nunca se lembra de nada. Tão querido.)
De maneiras que na maior parte das vezes o que me valem são as cócegas. Ai gostas de dormir de barriguinha para cima com os braços atirados por cima da cabeça? Então espera aí que já te lixas. Deixa cá fazer-te uma cócegazinha no sovaco que é um instante enquanto tu dás um salto para o outro lado, até parece que tens uma mola. O problema é que por vezes resulta, por vezes não...
Aqui há uns dias atrás, depois de uma noite mal dormida em que o ronco ganhou às cócegas e eu fui parar ao sofá da sala, comentava este problemazito com outra colega de infortúnio. Que depois de me ouvir lamentar-me dos roncos do meu companheiro, sensibilizada e totalmente solidária (been there, done that) pronunciou estas palavras da mais profunda sabedoria:
"Eu sinceramente não sei para que é que as mulheres levam tanto tempo a escolher um homem. A sério, se são todos iguais, para quê tanto trabalho a escolher? Podia ser um qualquer!..."
segunda-feira, junho 16, 2008
...
Cenário:
Bomba de gasolina, de volta da maquineta que dá ar aos pneus.
Personagens:
Um gajo (ele) e uma gaja (eu), mais dois gajos, mais uma outra gaja com o filhote. E respectivas bicicletas, todas a precisarem do mesmo, ou seja, dar ar aos pneus.
Acção:
Os dois gajos já lá estavam quando chegámos. O meu gajo entabulou conversa com os outros, muito mais experientes nesta coisa de andar de bicicleta ao fim-de-semana do que nós, e ao fim de pouco tempo estava em curso conversa animada entre gajos sobre bars e outra coisa que já nem me lembro como se chama, valores inscritos nos pneus, valores a inserir na máquina, e uma coisa absolutamente misteriosa chamada "calibragem automática".
A senhora e o filhote chegaram entretanto com o mesmo objectivo e ela colocou-se a ouvir a conversa na expectativa de perceber alguma coisa. Veja-se a pequena diferença entre estar com gajo e estar sem gajo. A minha postura era totalmente diferente. Estava numa de, está aqui a bicicleta, vocês conversem lá isso, eu quero é os pneus rijinhos para quando for andar. Estivesse eu sem gajo e estaria tão à rasca quanto estava a outra senhora, a tentar ler letras e números escritos em pneus que nunca reparámos que lá estão, nem para que servem, nem o que é que dizem.
Às tantas diz a senhora, meio a desabafar, meio num tom tipo estou-mesmo-a-ver-que-não-me-desenrasco: "mas não se pode marcar um valor qualquer na máquina e está a andar?...". Como a compreendi naquele momento. Os gajos lá lhe explicaram que era melhor não, e que tinha que ser um valor igual ao que estava indicado no pneu, e assim. E a senhora ficou a contas com a máquina, aposto que se desenrascou a pôr um valor qualquer e está a andar, que era exactamente o que eu teria feito se estivesse no lugar dela.
Passeando de bicicleta, diz o meu gajo: "então mas não é óbvio para qualquer pessoa que os pneus não possam levar todos a mesma quantidade de ar?". E continua, "é que isto não é o mesmo que lavar a cabeça, em que serve um champô qualquer..."
Reflexão:
Lá está, pensei eu. Assim de repente, num Sábado de manhã que nada mais fazia prever do que um passeio de bicicleta, eis que surge, cristalino, um profundo exemplo de relevância filosófica sobre esta coisa premente que é a diferença de género. Eles até podem ser muito bons a colocar o ar adequado nos pneus. Mas são totalmente incapazes de reconhecer o champô adequado ao seu tipo de cabelo.
Conclusão:
(...) Taditos.
Bomba de gasolina, de volta da maquineta que dá ar aos pneus.
Personagens:
Um gajo (ele) e uma gaja (eu), mais dois gajos, mais uma outra gaja com o filhote. E respectivas bicicletas, todas a precisarem do mesmo, ou seja, dar ar aos pneus.
Acção:
Os dois gajos já lá estavam quando chegámos. O meu gajo entabulou conversa com os outros, muito mais experientes nesta coisa de andar de bicicleta ao fim-de-semana do que nós, e ao fim de pouco tempo estava em curso conversa animada entre gajos sobre bars e outra coisa que já nem me lembro como se chama, valores inscritos nos pneus, valores a inserir na máquina, e uma coisa absolutamente misteriosa chamada "calibragem automática".
A senhora e o filhote chegaram entretanto com o mesmo objectivo e ela colocou-se a ouvir a conversa na expectativa de perceber alguma coisa. Veja-se a pequena diferença entre estar com gajo e estar sem gajo. A minha postura era totalmente diferente. Estava numa de, está aqui a bicicleta, vocês conversem lá isso, eu quero é os pneus rijinhos para quando for andar. Estivesse eu sem gajo e estaria tão à rasca quanto estava a outra senhora, a tentar ler letras e números escritos em pneus que nunca reparámos que lá estão, nem para que servem, nem o que é que dizem.
Às tantas diz a senhora, meio a desabafar, meio num tom tipo estou-mesmo-a-ver-que-não-me-desenrasco: "mas não se pode marcar um valor qualquer na máquina e está a andar?...". Como a compreendi naquele momento. Os gajos lá lhe explicaram que era melhor não, e que tinha que ser um valor igual ao que estava indicado no pneu, e assim. E a senhora ficou a contas com a máquina, aposto que se desenrascou a pôr um valor qualquer e está a andar, que era exactamente o que eu teria feito se estivesse no lugar dela.
Passeando de bicicleta, diz o meu gajo: "então mas não é óbvio para qualquer pessoa que os pneus não possam levar todos a mesma quantidade de ar?". E continua, "é que isto não é o mesmo que lavar a cabeça, em que serve um champô qualquer..."
Reflexão:
Lá está, pensei eu. Assim de repente, num Sábado de manhã que nada mais fazia prever do que um passeio de bicicleta, eis que surge, cristalino, um profundo exemplo de relevância filosófica sobre esta coisa premente que é a diferença de género. Eles até podem ser muito bons a colocar o ar adequado nos pneus. Mas são totalmente incapazes de reconhecer o champô adequado ao seu tipo de cabelo.
Conclusão:
(...) Taditos.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Antecipação
Ele (atencioso, preocupado): Tens que contratar alguém para te tratar da casa.
Eu: (suspiro) Eu sei.
Ele (insistindo): Tu depois não vais ter tempo...
Eu (ligeiramente abespinhada): Eu-sei.
(silêncio)
Eu (já a elevar a voz): A questão é que eu já estou mesmo a ver no que é que isso vai dar, percebes, essas pessoas regra geral limpam o que está à vista, eu já sei que sou esquisita com a limpeza da casa, vou começar a espreitar por baixo da cama, a olhar para o exaustor cheio de gordura, o frigorífico, os tapetes que às vezes, tipo, de vez em quando, convém sacudir e limpar a parte do chão que eles tapam...
(pausa para tomar fôlego)
... e depois a seguir lá estou eu a pagar todos os meses e a ter que arranjar tempo para limpar eu na mesma!
Ele (contemporizador): Mas então, também não deves generalizar, às tantas até podes encontrar alguém competente, que limpe como tu gostas, estás aí a fazer um bicho de sete cabeças, e quem sabe, até pode perfeitamente correr bem! E ganhas qualidade de vida, ao fim e ao cabo...
Eu: Mas como (angustiada), é que pode correr bem, se eu ainda não contratei a mulher da limpeza e já estou irritada com ela?...
Eu: (suspiro) Eu sei.
Ele (insistindo): Tu depois não vais ter tempo...
Eu (ligeiramente abespinhada): Eu-sei.
(silêncio)
Eu (já a elevar a voz): A questão é que eu já estou mesmo a ver no que é que isso vai dar, percebes, essas pessoas regra geral limpam o que está à vista, eu já sei que sou esquisita com a limpeza da casa, vou começar a espreitar por baixo da cama, a olhar para o exaustor cheio de gordura, o frigorífico, os tapetes que às vezes, tipo, de vez em quando, convém sacudir e limpar a parte do chão que eles tapam...
(pausa para tomar fôlego)
... e depois a seguir lá estou eu a pagar todos os meses e a ter que arranjar tempo para limpar eu na mesma!
Ele (contemporizador): Mas então, também não deves generalizar, às tantas até podes encontrar alguém competente, que limpe como tu gostas, estás aí a fazer um bicho de sete cabeças, e quem sabe, até pode perfeitamente correr bem! E ganhas qualidade de vida, ao fim e ao cabo...
Eu: Mas como (angustiada), é que pode correr bem, se eu ainda não contratei a mulher da limpeza e já estou irritada com ela?...
sexta-feira, abril 13, 2007
Lingerie anti-depressiva
Se há coisa terapêutica para eu combater aqueles dias mais stressantes, ou para me animar quando alguma coisa me contraria e fico mais em baixo de forma, é sem dúvida comprar conjuntos de lingerie. É tiro e queda. Ah e tal, discuti com a chefe (infelizmente só tenho chefes mulheres), bati com o carro, a vida é um chatice, seja lá o que for: compro umas cuecas e um soutien novos e pronto, vejo logo a vida com outros olhos! Podia dar-me para pior, olha se as depressões só me passassem comprando artigos na ourivesaria?...
Aqui há uns dias atrás fui às compras ao Jumbo, e antes disso passei pela farmácia, dois dos locais onde deixo habitualmente quantidades absurdas de dinheiro. Comprei duas coisas na farmácia e deixei lá ficar mais de quarenta euros. Ora isto transtornou-me. Saí de lá direita ao Jumbo angustiadíssima porque aquele dinheiro fazia-me uma falta danada, que este é outro daqueles meses em que eu ando a contar os tostões. Chegada ao Jumbo, bato de frente com uma promoção da DIM. Na compra de um conjunto de cueca e soutien, oferta de mais uma cueca. É claro que me agarrei logo àquilo, comprei um conjunto amoroso, ainda por cima com uma cueca de borla, era impossível não aproveitar. Duas cuecas e um soutien por 26 €, grande negócio!
É verdade sim senhor, gastei mais 26 € em cima dos outros 40. E já sei que alguma mente tortuosa poderá agora vir dizer que isto não faz sentido nenhum, que se o problema era falta de dinheiro o melhor era não ter gasto mais, e mais não sei quê. Mas isso já se sabe, são cabeças fraquitas. Qualquer mente esclarecida percebe perfeitamente que, falida por falida, ao menos saí do Jumbo mais bem disposta!...
Agora fiquei foi com um problemazito... Só depois de chegar a casa é que me decidi a experimentar a lingerie. E o modelito das cuecas, decididamente não me fica nada bem... Aquelas cuecas, que até fiquei logo com duas, não sei se terei coragem de alguma vez andar com elas vestidas. Mas que são muita lindas e que foram uma pechincha, lá isso!...
Aqui há uns dias atrás fui às compras ao Jumbo, e antes disso passei pela farmácia, dois dos locais onde deixo habitualmente quantidades absurdas de dinheiro. Comprei duas coisas na farmácia e deixei lá ficar mais de quarenta euros. Ora isto transtornou-me. Saí de lá direita ao Jumbo angustiadíssima porque aquele dinheiro fazia-me uma falta danada, que este é outro daqueles meses em que eu ando a contar os tostões. Chegada ao Jumbo, bato de frente com uma promoção da DIM. Na compra de um conjunto de cueca e soutien, oferta de mais uma cueca. É claro que me agarrei logo àquilo, comprei um conjunto amoroso, ainda por cima com uma cueca de borla, era impossível não aproveitar. Duas cuecas e um soutien por 26 €, grande negócio!
É verdade sim senhor, gastei mais 26 € em cima dos outros 40. E já sei que alguma mente tortuosa poderá agora vir dizer que isto não faz sentido nenhum, que se o problema era falta de dinheiro o melhor era não ter gasto mais, e mais não sei quê. Mas isso já se sabe, são cabeças fraquitas. Qualquer mente esclarecida percebe perfeitamente que, falida por falida, ao menos saí do Jumbo mais bem disposta!...
Agora fiquei foi com um problemazito... Só depois de chegar a casa é que me decidi a experimentar a lingerie. E o modelito das cuecas, decididamente não me fica nada bem... Aquelas cuecas, que até fiquei logo com duas, não sei se terei coragem de alguma vez andar com elas vestidas. Mas que são muita lindas e que foram uma pechincha, lá isso!...
domingo, janeiro 29, 2006
Benfica 1 - Sporting 3, ou, o dia em que eu fui à bola
Aquilo é giro. Devias ir. Nem que seja só uma vez, para saberes como é estar num estádio repleto, e ver um jogo de futebol a sério.
Eu não percebo nem tenho grande apreço pelo Futebol enquanto jogo, a não ser quando joga a Selecção. Mas o Futebol enquanto fenómeno de massas desperta em mim algum interesse, de moldes que lá concordei que sim senhor, mal também não há-de fazer, quando calhar logo se vê. Desta vez surgiu e oportunidade e a coisa deu-se, ontem fui com ele à bola.
Aquilo que eu gostei mais foi de ver a águia a voar por ali abaixo. Achei muito bonito e senti verdadeiramente que partilhava uma qualquer emoção colectiva. Coisa de gaja. Quanto ao estar no estádio, foi um misto de assombro e angústia, que eu não gosto mesmo nada de multidões e por alguns - felizmente poucos - momentos, o facto de só ver cabeças à minha frente e atrás de mim, exigiu-me algum poder de auto-controle da fobia. Mas uma vez lá dentro, é sem dúvida esmagador. Grande concentração de testosterona. Acho que nunca tinha estado num sítio onde a concentração fosse tão grande. Hum.
Quanto ao jogo em si. Bom, atrás de nós estavam umas aves raras, uns Benfiquistas do Norte que foram para mim de grande utilidade. É que nós estávamos num sítio muuuito alto, e eu sou muito pitosga, não via os jogadores, e também se os visse, a verdade é que conheço muito poucos pelo nome. Por isso foi muito positiva a ajuda daqueles senhores, que assim fiquei a saber que todos os jogadores do Sporting se chamavam "filho da puta", embora curiosamente fosse esse também o nome de todos os árbitros, e ocasionalmente, era igualmente o nome de alguns jogadores do Benfica. Aliás, à medida que o jogo avançava, mais jogadores do benfica passaram a chamar-se assim. Curioso.
De resto, senti-me um bocado como me sinto quando estou na missa. A malta vai-se sentando e levantando todos ao mesmo tempo, e eu faço o mesmo com uns segundos de atraso, porque, tal como na missa, todos à minha volta conheciam as regras do jogo, menos eu. A minha pergunta mais corrente era, "O que é que foi que aconteceu?"
O meu parceiro, que conheço como pessoa comedida no linguajar e nos modos, durante aquela hora e meia recorreu a um vernáculo profuso e diversificado, e posso mesmo afirmar que lhe ouvi dizer ontem mais asneirada naquele curto espaço de tempo do que em todo o tempo que já passei com ele. Pese embora esteja a anos-luz das capacidades dos companheiros da bancada de trás, atenção.
À medida que o Sporting foi marcando golos, assisti também a um espectáculo interessantíssimo, que é ver um homem adulto a amuar, e progressivamente a ficar sem pescoço, desaparecendo assim pela roupa adentro, até ficar apenas o gorro, os óculos e o cachecol. Acho que ele ainda ia dentro da roupa quando nos fomos embora. Pelo menos, alguém me deu a mão e levou para fora do estádio, e depois conduziu o carro. Eu acho que era ele. Mas não tenho certezas de nada.
Eu não percebo nem tenho grande apreço pelo Futebol enquanto jogo, a não ser quando joga a Selecção. Mas o Futebol enquanto fenómeno de massas desperta em mim algum interesse, de moldes que lá concordei que sim senhor, mal também não há-de fazer, quando calhar logo se vê. Desta vez surgiu e oportunidade e a coisa deu-se, ontem fui com ele à bola.
Aquilo que eu gostei mais foi de ver a águia a voar por ali abaixo. Achei muito bonito e senti verdadeiramente que partilhava uma qualquer emoção colectiva. Coisa de gaja. Quanto ao estar no estádio, foi um misto de assombro e angústia, que eu não gosto mesmo nada de multidões e por alguns - felizmente poucos - momentos, o facto de só ver cabeças à minha frente e atrás de mim, exigiu-me algum poder de auto-controle da fobia. Mas uma vez lá dentro, é sem dúvida esmagador. Grande concentração de testosterona. Acho que nunca tinha estado num sítio onde a concentração fosse tão grande. Hum.
Quanto ao jogo em si. Bom, atrás de nós estavam umas aves raras, uns Benfiquistas do Norte que foram para mim de grande utilidade. É que nós estávamos num sítio muuuito alto, e eu sou muito pitosga, não via os jogadores, e também se os visse, a verdade é que conheço muito poucos pelo nome. Por isso foi muito positiva a ajuda daqueles senhores, que assim fiquei a saber que todos os jogadores do Sporting se chamavam "filho da puta", embora curiosamente fosse esse também o nome de todos os árbitros, e ocasionalmente, era igualmente o nome de alguns jogadores do Benfica. Aliás, à medida que o jogo avançava, mais jogadores do benfica passaram a chamar-se assim. Curioso.
De resto, senti-me um bocado como me sinto quando estou na missa. A malta vai-se sentando e levantando todos ao mesmo tempo, e eu faço o mesmo com uns segundos de atraso, porque, tal como na missa, todos à minha volta conheciam as regras do jogo, menos eu. A minha pergunta mais corrente era, "O que é que foi que aconteceu?"
O meu parceiro, que conheço como pessoa comedida no linguajar e nos modos, durante aquela hora e meia recorreu a um vernáculo profuso e diversificado, e posso mesmo afirmar que lhe ouvi dizer ontem mais asneirada naquele curto espaço de tempo do que em todo o tempo que já passei com ele. Pese embora esteja a anos-luz das capacidades dos companheiros da bancada de trás, atenção.
À medida que o Sporting foi marcando golos, assisti também a um espectáculo interessantíssimo, que é ver um homem adulto a amuar, e progressivamente a ficar sem pescoço, desaparecendo assim pela roupa adentro, até ficar apenas o gorro, os óculos e o cachecol. Acho que ele ainda ia dentro da roupa quando nos fomos embora. Pelo menos, alguém me deu a mão e levou para fora do estádio, e depois conduziu o carro. Eu acho que era ele. Mas não tenho certezas de nada.
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