terça-feira, fevereiro 28, 2012

sábado, fevereiro 18, 2012

Coisas que me acontecem

Peço muita desculpa pelo atraso, disse ela chegando um pouco ofegante, tive que ir ali comprar um relógio e perdi a noção do tempo...

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Que é feito, meu deus, do amar-te assim perdidamente?...

Ora bem. Deixai-me dizer antes de mais nada que vou escrever este post com o coração a sangrar. Quase o mesmo como se viesse para aqui escrever, ah e tal, o Saramago afinal não presta. Que eu adoro estes senhores, meus senhores. Amo os Trovante, amo o que esta gente fez pela música portuguesa, enfim, apreciei mais ou menos algumas opções musicais das suas carreiras a solo, alguns trabalhos de cada um deles nem sempre me agradaram por aí além, mas sempre com respeitinho, porque a gente pode não se identificar com as coisas, mas ainda assim reconhecer que elas são boas na mesma.



Agora, isto? Que raio de canção é esta? "Gosto de ti | quando és razoável | gosto de ti | volátil e maleável | E só assim | é viável | fazer um sisudo amável".

Repito, é com o coração a sangrar que afirmo que isto é das canções mais cretinas que tenho ouvido nos últimos tempos. A sério, para mim está quase ao nível das canções do André Sardet, criatura cuja... ehr... hum... enfim... música, consegue ter em mim o efeito de me transformar numa potencial assasina em série, porque tudo o que me apetece quando oiço aquilo é encontrar uma G3 e desatar a fuzilar pessoas.

Isto é suposto ser uma canção de amor? Só se for de um amor molancho e desenxaibido, sem tesão, desinteressado e desinteressante. "Gosto de ti quando és razoável"?! Razoável?!!!... Ah e tal, e eu gosto é que sejas volátil e maleável, não fazeres muitas ondas e não me maçares muito, assim sossegadinha é que me agradas, nada de maluqueiras, deixa-me lá ler o jornal descansado e está quieta com as mãos.

Se fores bem comportadinha, será viável na nossa relação amorosa que eu tenha a complacência de sair do meu estado de sisudez e tornar-me num sisudo amável... Só para ti, minha querida. A sério. Isto mais parece uma carta comercial. Só falta acrescentar, com os melhores cumprimentos, o chefe do conselho de administração da empresa... Que desgosto, meu deus.

Tudo bem, a gente cresce. Os amores não são sempre um estado inflamado de paixão e o estado inflamado de paixão pode nem vir a ser o melhor dos amores. Também já não me estou a ver a andar de carro por caminhos de terra batida no meio da noite escura, ou pior ainda, em plena luz do dia, e a ser muito pouco razoável ou volátil, embora em muitos momentos tivesse que ser maleável, sobretudo porque os bancos não rabatiam por completo o que era uma chatice... Onde é que eu ia? Ah! Exacto, no fundo, o que eu queria dizer é que as coisas têm o seu tempo (o que foi não volta a ser, e tal...), que o amor tem muitas dimensões e que pode ser autêntico e intenso em muitas diferentes vivências. Claro que sim, está tudo compreendido e vivido, aliás.

Mas porra, há limites. Amável? Viável? Ra-zo-á-vel? E uma gaja dar-se a este trabalho todo para quê? Para ter como único retorno um sisudo amável? Oh meus amigos, tenham paciência. Vão ser sisudos e amáveis para o raio que vos parta. Apaixonem-se a sério ou apanhem um desgosto amoroso de caixão à cova a ver se sai alguma canção mais interessante. Eu acredito em vocês, cá estarei para vos aplaudir.

No entretanto, vou ali ver mais um video do Tiago Bettencourt ao youtube e ter algumas fantasias eróticas muito pouco razoáveis, que o homem até a cantar canções do Tony de Matos me consegue tirar do sério.

Life is a cabaret, old champ

Dizia ontem a encenadora, no decorrer do ensaio: não se preocupem em experimentar, é para isso que cá estamos, isto é como na vida, temos que ir tentando até acertar. Por isso é que mulher NENHUMA deve ficar com o primeiro homem que lhe aparece, deve namorar, diversificar, conhecer...

Nunca tinha pensado nisto assim, mas realmente, quase a tornar-me numa mulher de meia-idade, constato o óbvio pelas sábias palavras daquela pessoa.

Não é que eu seja uma solteirona.

Sou é uma pessoa rigorosa e como tal, ando numa fase prolongada de investigação e de pesquisa!... ;-)

domingo, janeiro 08, 2012

Ando com vontade de fazer um bolo

Não é fácil dar a perceber as dimensões épicas disto, mas vou tentar. Vivo na minha própria casa há 11 anos e tenho uma forma para bolos que foi usada uma única vez. Get the picture? Ok, continuemos então.

Primeiro, quando comecei a sentir esta vontade de fazer o bolo, fiz o mesmo que faço sempre que isto me acontece. Fiquei quieta à espera que passasse. Que é a coisa mais sensata a fazer, tendo em conta o meu historial catastrófico na cozinha, tal como já tive oportunidade de explicar.

Não passando, comecei a comprar os ingredientes. Hoje queria mesmo fazer o bolo. Ficou a faltar-me um ingrediente simples, cerejas cristalizadas, onde é que já se viu isto, não arranjei em lado nenhum.

Se calhar a culpa é do Natal e dos bolos-rei, instalou-se a crise no fornecimento de cerejas cristalizadas.

Ou então, num instinto de sobrevivência, todo o universo conspira para me manter afastada da cozinha.

sábado, janeiro 07, 2012

A verdade que ninguém ousa dizer sobre as árvores de natal

... É que são umas vira-casacas. E os enfeites de natal mais as luzes, também. Ah, pois é.

Senão, reparai: no momento de fazer a árvore de natal, os enfeites surgem brilhantes, encantadores, de dentro dos sacos onde estavam guardados. Cada coisa que se coloca na árvore é uma descoberta, uma dose extra de cor e magia a enfeitar-nos a sala, uma beleza.

Vejam depois o que acontece quando chega a hora de a desmanchar. Todos estes objectos se transformam em coisas agressivas e desagradáveis. Picam-nos os dedos, dão comichão, largam pó e coisinhas pelo chão que não se conseguem aspirar. As fitas estão emaranhadas em volta da árvore como se se recusassem terminantemente a largá-la. As luzes embrulham-se umas nas outras de forma absurda, a árvore não se consegue desmontar e depois de desmontada, já não cabe na caixa onde vinha.

Já está tudo devidamente encafuado, perdão, arrumado, até ao próximo natal. Os objectos estão agora encasulados até Dezembro, data em que voltarão a sugir enganosamente sedutores e fascinantes, escondendo este seu lado sombrio, de objectos inconformados com o facto de só terem um mês por ano para darem nas vistas.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Lasik ou não, eis a questão

Definitivamente, tenho para mim que todos os técnicos de saúde deste mundo são sádicos. Ou grandes taradões. Ou as duas coisas. Especialmente os que estejam envolvidos em práticas cirúrgicas, de um modo geral.

E também tenho muitas dúvidas, em relação àqueles aparelhómetros em que eles espreitam para os olhos das pessoas, até onde é que aquilo permite ver coisas.

É que deviam ouvir o tom entusiasmado / lascivo com que o gajo hoje dizia, olhando para as imagens no computador: "a pupila é muita boa"!...

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Desejos para 2012?

Que não continue vivo aquilo que já estiver morto. Que não morra aquilo que tanta falta faz à vida. Que não falte a capacidade para lidar com a dor dos desejos concretizados. Que não falte a coragem para reconstruir a dura realidade dos dias.

terça-feira, novembro 29, 2011

Zézé Camarinha, volta que estás perdoado

Pois que estou por aqui a puxar pela cabeça, e não me ocorre nenhuma tradução possível para Inglês, da nossa portuguesa expressão "vou andando". Então como é que estás, e tal, e a malta responde, "vou andando", mas se quisermos responder isto em Inglês, não sei realmente como fazê-lo.

Já a malta que domina mal o Inglês não tem problema destes. À cortez pergunta "how are you?", responderão prontamente, "I'm coming".

Pergunto-me o que terá ficado a pensar o interlocutor, face à resposta dada. É que, das duas uma, ou está a chegar, ou está-se a vir!... :-)

terça-feira, novembro 22, 2011

Da solidão e outros demónios

Perguntaram-lhe uma vez, se sentia raiva. Disse que não, que não tinha raiva. Tinha pragmatismo. E algum cinismo, também. A vida é o que é, e muitas vezes é uma merda, foi a brilhante conclusão a que chegou depois de ler todos os livros de auto-ajuda do mundo. Deitou-os fora logo a seguir, juntamente com a Bíblia, o Amor de Perdição, o Kama Sutra, a Crítica da Razão Pura e o Plano Oficial de Contabilidade. Guardou só os livros do Fernando Pessoa, que diziam que toda a metafísica do mundo estava na confeitaria, que vivem em nós inúmeros, que o único sentido oculto das coisas é elas não terem sentido oculto nenhum, e que nada mais restava do que ser eu mesma, que remédio.

Depois perguntaram-lhe, nesse caso, sem psicologia, nem deus, nem amor, nem sexo, sem filosofia e sem organização, como sobrevives. Ela respondeu que quando está fraca, come chocolates, toma ansiolíticos, engorda e tenta convencer-se de que está tudo bem. E quando ganhas forças. Nessa altura, respondeu, as frustações substituem-se por muitas horas de ginásio, livros que ensinem a pensar, activismo social, e no tempo que reste, contemplação das coisas bonitas do mundo, que em regra nada nos devem nem nós a elas, e por isso tudo é perfeito. Vais ver o mar, perguntaram, e ela disse, vou ver o mar.

Disseram-lhe, mas ninguém pode ser feliz com tanta solidão. Ela disse, não me venhas falar em solidão. Que sabes tu sobre a solidão? Deixa-me a mim dizer-te o que é isso. Solidão não é não ter ninguém com quem falar. É engolir as próprias angústias e auto censurar-se, ficar calada para não o aborrecer mais, coitado, já tem tantos problemas a atormentá-lo. É enganar-se e inventar desculpas, porque ele nem reparou que estava cansada, que estava triste, que estava bem disposta, que tinha ido arranjar o cabelo. Solidão não é estar sozinha. É estar acompanhada mas não ter companhia para o pequeno almoço, é pedir por favor, que ao menos hoje não te aborreças com o senhor do restaurante, porque faço anos e quero jantar em paz.

Celibato? Onde te convenceram que o celibato é solidão? Ficar a um canto com a vida entre parêntesis, e ver ao longe o homem que se ama a passar, na companhia da mulher que ele escolheu, isso sim, é solidão.

Então e no meio de tudo isso, a felicidade, achas que existe? Tenho a certeza que sim. Em alguns momentos, já nos temos encontrado.

Mas não sorriu quando respondeu.

segunda-feira, outubro 31, 2011

sábado, outubro 22, 2011

segunda-feira, outubro 10, 2011

Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te #3

O que raio é #FF no Twitter!!!???... Hein?!... Devo ficar contente ou responder "VAI TU!!..."??

Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te #2

Quero criar uma corrente no Facebook. Vai-se chamar "se receber mais outra corrente no Facebook vou-me tornar numa potencial assassina de criancinhas". Como é que se faz?

E já agora, alguém que me explique...

... porque carga d'água é que Steve Jobs parece ser o novo Jesus Cristo?...

(Eu disse que hoje estou em dia não, no que às tecnologias diz respeito. Cinco horas depois, ainda não me passou.)

Reclama as tuas infoexclusões porque elas pertencem-te

Agendas electrónicas não são para mim. Em papel é que é bom. Tivesse eu a minha agendazinha comigo no dia em que, de férias e em casa, liguei a marcar uma consulta de oftalmologia, e não teria acabado por faltar à dita.

Desde Agosto à procura, na agenda do telefone, da data, meu deus, da data da consulta, que eu ia jurar que tinha escrito ali no telemóvel, mas onde, mas onde. É em Outubro mas quando, meu deus, mas quando.

Era hoje. Disse o sofisticado BlackBerry, fazendo emergir do vale dos mortos a informação perdida e tantas vezes procurada, quando faltavam apenas 15 MINUTOS e cerca de 30 QUILÓMETROS para a dita cuja.

Hoje estou muito agastada com as tecnologias em geral e com as agendas telefónicas em particular.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Sinto

A roda do destino em movimento. No entretanto, a vida segue o seu ritmo normal, mas por baixo do ruído do dia-a-dia, oiço o ranger da engrenagem e sinto o chão a tremer debaixo dos pés.

terça-feira, setembro 13, 2011

Porque isto é mesmo muito bonito

há sempre um sítio pra fugir,
se queres saber um sítio onde podes descansar.
há sempre alguém pra te agarrar, pra te esconder.
se vais cair eu vou-te ver antes da dança, antes da fuga, eu sei-te ver.
antes do tempo te mudar eu vou saber, antes da névoa te vestir e te levar,
há um sítio onde o escuro não chegou pra onde podes ir, um rio pra libertar.

há sempre alguém pra te salvar, se queres saber, se queres sentir a todo o gás.
há sempre alguém pra te dizer se vais cair pra te travar e adormecer.
antes do dia, antes da luta, eu sei-te ver.
antes da noite te sarar eu vou saber, antes da chuva te romper e te lavar,
há um sítio onde a estrada te deixou por onde tens que ir se te queres libertar.

e tudo o que for por bem, tudo o que der razão pelo ponto vai ligar.
tudo te vai unir, tudo se faz canção, no caminho de voltar, no caminho de voltar.

há sempre paz noutro lugar, entre nuvens,
um sítio onde podes perceber que há sempre alguém para te ver,
em segredo, te descobrir e renovar, e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar.
te descobrir e renovar

Tiago Bettencourt, "Caminho de Voltar"